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NOSSA VISÃO - 12/04/2021

RETROSPECTIVA

Semana marcada por muita volatilidade nos mercados, mas com desfecho positivo desta vez, seguindo o ambiente favorável no exterior, principalmente na China e nos Estados Unidos, os principais mercados acionários fecharam a semana no campo dos ganhos. 

Por aqui, o Ibovespa apresentou alta de 2,09% na semana, pegando carona com ambiente externo favorável aliado aos bons resultados na Infra Week, apelido criado pelo governo para esta semana de leilões na área de infraestrutura. 

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comemorou a venda de cinco terminais portuários, ao todo, os investimentos estabelecidos em contratos chegam a mais de 10 bilhões de reais. 

A expectativa é que os contratos estabelecidos na semana, tenham potencial para gerar 200.000 novos empregos. Logo, o governo aproveitou o sucesso das concessões como uma excelente oportunidade desviar o foco notícias negativas da gestão econômica e da pandemia no país. 

Ponto de extrema importância, porque mesmo com o avanço da vacinação no Brasil, ainda estamos longe de recuperar o atraso, a aceleração é evidente, mas fato é, que ainda estamos passando pelo pior momento em relação ao número de óbitos.  

Na semana, foi anunciado o IPCA de março, registrando inflação de 0,93% ante a 0,86% de fevereiro, acumulando no ano, inflação de 2,05% e em 12 meses de 6,10%.

Apesar do dado vir mais baixo que o esperado, não muda expectativa de nova alta da Selic entre 0,75% e 1% na próxima reunião do Copom nos dias 4 e 5 de maio. Nos próximos meses, a inflação pode vazar em 12 meses 7,5%.

Nos Estados Unidos, o cenário é de extremo otimismo, levando em consideração ao recém sucesso implementado por Joe Biden em relação a imunização da população.

Ao final da semana, os EUA, bateram um novo recorde na aplicação de vacinas contra a Covid-19. Em 24h, o país vacinou 4,6 milhões de pessoas. 

O presidente Joe Biden em pronunciamento, na terça-feira (6/04), declarou que "Depois de 19 de abril, em todo o país, todo adulto maior de 18 anos estará apto a ser vacinado.

Integrantes do FED se pronunciaram na semana, contribuindo para o bom momento nos mercados, presidente da distrital de St. Louis do Federal Reserve, James Bullard, afirmou que ainda é cedo para se discutir mudanças na conduta da política monetária no país.

Segundo Bullard, o FED prevê que a economia americana crescerá 6,5% em 2021. Ele também ressaltou que estão atentos aos riscos contra e estabilidade financeira e inflação. 

Na Europa, os mercados foram puxados pelos acontecimentos nos Estados Unidos, por lá, há a agenda econômica seguiu fraca na semana. 

Na Ásia, a semana ficou dividida entre ganhos e perdas, após a interpretação do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto), do Fed, em relação a conduta da política monetária norte americana. Sendo puxados para o campo positivo pelas projeções do Fundo Monetário Internacional - FMI para o crescimento da economia global. 


RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 4,81% para 4,85%. Para 2022, a previsão também subiu de 3,52% para 3,53%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 3,17% para a 3,08% em 2021. Para 2022, a estimativa permaneceu em 2,33%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.

A taxa de câmbio saiu de R$5,35 para R$5,37 em 2021. Para 2022, o valor ficou em R$5,25. Para 2023 e 2024, a projeção ficou em R$5,00. 

Para a taxa Selic, os analistas elevaram de 5,00% para 5,25% em 2021, mantiveram os 6,00% em 2022. Para 2023, a projeção foi mantida para 6,50% e ficou em 6,25% em 2024.



PERSPECTIVA 

As perspectivas se mantem as mesmas da semana anterior, os temas seguem proporcionalmente os mesmos, agora com o foco decisão que deve ser tomada por Jair Bolsonaro referente ao Projeto de Lei Orçamentária Anual aprovado na semana passada.

As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente, e ao que parece, podemos estar próximos dessa aceleração.

Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia. 

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central. 

Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que já em vigência aumenta o poder de compra dos consumidores e pode impactar a inflação de curto prazo. 

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido. 

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação acelerada e que tem impactos significativos já no curto prazo, podendo já ser vista no IPCA. Agora com a sinalização do Relatório Focus indicando uma aceleração do índice para os próximos períodos.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. 

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional - Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

     

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.


Indicadores Diário - 09/04/2021



Índices de Referência - Fevereiro/2021


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