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NOSSA VISÃO - 06/05/2019

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado que o PIB do primeiro trimestre de 2019 cresceu 0,4% em relação ao trimestre anterior e 1,2% na base anual, resultado que superou as expectativas dos economistas.  Já a taxa de desemprego foi de 7,7% em março, a menor já registrada desde setembro de 2008.

Quanto á inflação do consumidor, a estimativa inicial apontou um avanço de 1,7% na base anual, acelerando depois da alta de 1,4% registrada em março.

Nos EUA, os gastos dos consumidores subiram significativamente em março marcando o maior aumento mensal em quase dez anos. A alta foi de 0,9% no mês, após ter subido apenas 0,1% em fevereiro.

Conforme o Departamento do Trabalho, em abril foram geradas 263 mil novas vagas de trabalho não rural, quando a estimativa era de 190 mil. A taxa de desemprego, que era de 3,8% em março caiu para 3,6% no mês seguinte, a menor taxa desde dezembro de 1969.

Em sua reunião na semana passada, o FED decidiu manter inalterada a taxa básica de juros na faixa entre 2,25% e 2,50%, o que já era totalmente esperado.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi mais de altas novamente. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,79%, o FTSE-100, da bolsa inglesa caiu 0,64%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, por sua vez, subiu 0,20%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa ficou estável.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S subiu 063% em abril, depois de ter registrado avanço de 0,65% em março. O IPC-Fipe, por sua vez, subiu 0,29% em abril, depois de ter subido 0,51% em março.

Conforme o IBGE, a produção industrial em março caiu 1,3% frente a fevereiro, conforme as estimativas mais pessimistas. Já a taxa de desemprego subiu para 12,7% no trimestre encerrado em março, com 13,4 milhões de pessoas sem trabalho.

Para a bolsa brasileira, foi também uma semana de leve baixa. O Ibovespa caiu 0,24% nesse período. No ano a variação positiva é de 9,24% e em doze meses de 15,51%. O dólar, por sua vez, subiu 0,09% na semana e o IMA-B Total subiu 0,58%.

 

Comentário Focus

No Relatório Focus de 03 de maio, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,04% em 2019, frente a 4,01% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 7,50%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,49%, frente a 1,70% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, frente a R$ 3,79 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 82 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85 bilhões em 2020, frente a US$ 84,68 bilhões na pesquisa anterior.


Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação das vendas no varejo em março e a ata da última reunião do BCE.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor em abril.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, o IPCA de abril, as vendas no varejo em março e será realizada nova reunião do Copom.

No exterior, o evento mais importante da semana será a divulgação da ata da última reunião do BCE e no Brasil será a realização de nova reunião do Copom, em que a manutenção da taxa Selic em 6,50% é esperada.

Em relação às aplicações dos RPPS, aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.


* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. 

Indicadores Diários -03/05/19


Índices de Referência -Março/2019