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NOSSA VISÃO - 08/04/2019

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi confirmada em 1,4% na base ano, a inflação do consumidor da região em março. Uma desaceleração indesejada pelo BCE, cuja meta para a inflação do consumidor é de 2% no ano.

Ainda em fevereiro, as vendas no varejo da zona do euro subiram 0,4% ante janeiro, acima das expectativas. Já a taxa de desemprego nesse mês ficou em 7,8%, estável em relação a janeiro.

Nos EUA, as vendas no varejo tiveram queda de 0,2% em fevereiro frente a janeiro, no sinal mais recente de que a atividade econômica nos EUA pode estar perdendo força.  Em março, a criação de vagas de trabalho não rural acelerou em relação a fevereiro ao atingir 196 mil novos postos de trabalho. A taxa de desemprego permaneceu em 3,8%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 4,01%, o FTSE-100, da bolsa inglesa avançou 1,69%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 1,59%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,45%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter terminado o mês de março crescendo 0,65%, acelerou o ritmo de alta e atingiu 0,80% na primeira leitura de abril.

Conforme o IBGE, a produção industrial no Brasil subiu 0,7% em fevereiro, frente a janeiro e 2,0% frente a fevereiro de 2018. Resultado abaixo das expectativas dos analistas.

Para a bolsa brasileira, foi também uma semana de alta, com o Ibovespa subindo 0,94%. No ano a variação positiva é de 9,59% e em doze meses de 13,03%. O dólar, por sua vez, caiu 0,65% na semana e o IMA-B Total subiu 0,21%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 05 de abril, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,90% em 2019, frente a 3,89% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 7,50%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,97%, frente a 1,98% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,70%, frente a 2,75% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,70 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,75 no final de 2020, de novo como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 81,89 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 83,38 bilhões em 2020, também como na pesquisa anterior.


Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em fevereiro, além de nova reunião do BCE sobre a política monetária.

Nos EUA, teremos a divulgação das encomendas a indústria em fevereiro, da inflação do consumidor em março e da ata da última reunião do FED.

No Brasil, além dos dados parciais de inflação e do IPCA de março, teremos a divulgação das vendas no varejo em fevereiro.

No exterior, o evento mais importante será a reunião do BCE sobre nova deliberação em relação às taxas de juros e no Brasil, desta vez sim, será a divulgação do IPCA de março, num momento em que a inflação está um pouco mais elevada por conta de pressões nos preços dos alimentos e dos transportes.   

Em relação às aplicações dos RPPS continuamos a aconselhar o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta da posição assumida pelo gestor.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.



* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. 

Indicadores Diários -05/04/19




Índices de Referência - Fevereiro/2019