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Nossa Visão - 01/10/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a prévia da inflação do consumidor em setembro foi de 2,1% na base anual, sendo que em agosto ela havia sido de 2%.

Nos EUA, os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica aumentaram 0,3% em agosto, impulsionados pelos gastos com saúde, que compensaram a queda nas compras de veículos.

Em relação à atividade econômica, nova prévia do PIB do segundo trimestre de 2018 revelou uma alta anualizada de 4,2%, o melhor desempenho em quase quatro anos.

Em nova reunião o banco central americano, o FED elevou pela terceira vez no ano a taxa básica de juros em 0,25 pp. levando-a para a faixa entre 2% e 2,25% ao ano. Conforme projeções divulgadas após a reunião, nova alta ainda este ano poderá ocorrer.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,48%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 0,27%. E enquanto o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 0,54%, o Nikkey 225, da bolsa japonesa avançou 1,05%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter subido 0,32% na terceira quadrissemana do mês, encerrou setembro com alta de 0,45%. Em agosto a alta havia sido de 0,07%. Já o IGP-M encerrou setembro subindo 1,52%, mais que o dobro da alta de agosto que foi de 0,70%. A principal pressão inflacionária veio dos preços ao produtor.

Quanto ao desemprego, a taxa do trimestre encerrado em agosto foi de 12,1%. Conforme o IBGE, 12,7 milhões de trabalhadores estavam sem emprego.

Por outro lado, na ata da sua última reunião, o Copom reforçou a indicação de um possível aumento da taxa Selic, com a trajetória da inflação se inclinando para o lado negativo. E destacou a importância de ter flexibilidade para subir os juros gradualmente, quando houver necessidade.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 0,13%. Assim, o ganho acumulado no ano caiu para 3,85%. Em doze meses foi 6,80%. O dólar, por sua vez, caiu 1,69% trazendo a alta no ano para 21,04%. O IMA-B Total, por sua vez recuou 0,20% na semana, acumulando alta de 2,88% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 28 de setembro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,30% em 2018, frente a 4,28% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,20%, frente a 4,18% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 8% no final de 2019, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,35%, como na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,89, frente a R$ 3,90 no último relatório e em R$ 3,83 no final de 2019, frente a R$ 3,80 na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 67 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 75,65 bilhões, frente a US$ 75,30 na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da taxa de desemprego e das vendas no varejo em agosto.

Nos EUA teremos a divulgação das encomendas à indústria em agosto e da taxa de desemprego em setembro.

No Brasil, teremos a divulgação dos indicadores parciais de inflação, do IPCA de setembro e da produção industrial em agosto.

No exterior, a divulgação da taxa de desemprego nos EUA é o principal evento e no Brasil a divulgação do IPCA de setembro.

Em relação à alocação dos recursos financeiros dos RPPS, aconselhamos a manutenção de 15% na exposição aos fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 25%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários - 28/09/2018

Índices de Referência - Agosto/2018