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Nossa Visão - 10/12/2018

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, as vendas no varejo subiram 0,3% em outubro, frente a setembro, quando a previsão era de avanço de 0,2%. Na base anual a alta foi de 1,7%.

Quanto ao PIB do terceiro trimestre, o crescimento de 0,2% foi o mais lento dos últimos 4 anos e mostrou desaceleração em relação ao trimestre anterior, em que a atividade econômica havia se expandido 0,4%. Na comparação anual a alta do PIB do terceiro trimestre foi de 1,6%.

Nos EUA, as encomendas à indústria caíram 2,1% em outubro, frente a setembro, em linha com as expectativas. Já o Livro Bege revelou que a atividade econômica continuou a se expandir em grande parte do país no final do outono.

Quanto à criação de vagas de trabalho não rural em novembro, o Departamento do Trabalho informou que os 155 mil novos postos ficaram aquém das expectativas que apontavam 200 mil, por conta da menor contratação no setor de construção. A taxa de desemprego permaneceu em 3,7%. Próxima à mínima histórica.

Para os mercados de ações internacionais, a semana passada foi de novas quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 4,17%, o FTSE-100, da bolsa inglesa recuou 2,90%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 4,60% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 3,01%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter caído 0,17% no mês de novembro, teve redução de 0,06% na primeira quadrissemana de dezembro. E conforme o IBGE, o IPCA de novembro recuou 0,25%, depois de ter subido 0,40% em outubro. A energia elétrica teve o maior impacto negativo no índice, ao recuar 4,04%.

Ainda conforme o IBGE, a produção industrial de outubro cresceu 0,2% perante setembro e em relação a outubro de 2017 o avanço foi de 1,1%.

Para a bolsa brasileira, foi também uma semana de queda, com o Ibovespa caindo 1,55%. Assim, o ganho acumulado no ano foi de 15,33% e de 21,15% em doze meses. O dólar, por sua vez, subiu 0,86% levando a alta no ano para 17,79%. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,04% na semana, acumulando alta de 11,18% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 07 de dezembro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,71% em 2018, frente a 3,89% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é de que suba 4,07%, frente a 4,11% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, para o fim de 2018 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 7,50%% no final de 2019, frente a 7,75% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,30%, comparado a 1,32% na semana anterior. Para 2019 a estimativa é que o PIB cresça 2,53%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,78, frente a R$ 3,75 no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2019, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2018, como na última pesquisa e de US$ 77,20 bilhões, frente a US$ 76 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em outubro e nova reunião do Banco Central Europeu sobre as taxas de juros.

Nos EUA teremos a divulgação da inflação do consumidor, das vendas no varejo e da produção industrial, em novembro.

No Brasil, teremos a divulgação dos dados parciais de inflação, das vendas no varejo em outubro e nova reunião do Copom.

No exterior, a divulgação mais importante é o resultado da reunião do BCE que deliberará sobre a continuidade da política monetária , assim como no Brasil a reunião do Copom, em que a taxa Selic deverá continuar no atual patamar.

Em relação às aplicações dos RPPS, aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

 

** Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

Indicadores Diários - 07/12/18

Índices de Referência -Novembro/2018