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Nossa Visão - 11/02/2019

Retrospectiva

Segundo o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o governo deve apresentar o projeto de reforma previdenciária entre os dias 19 e 21 de fevereiro, ou quando o presidente se reestabelecer. Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em recentes declarações provocou frustrações quanto à duração do trâmite da matéria no Congresso, por conta de limitações regimentais que precisarão ser respeitadas.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, as vendas no varejo em dezembro tiveram queda de 1,6%, a maior em comparação ao mês anterior desde maio de 2011. Na comparação com dezembro de 2017 houve alta de 0,8%.

Nos EUA, as encomendas à indústria caíram 0,6% em novembro, frente o mês anterior, embora a expectativa fosse de alta de 0,1%. Por outro lado, por conta da paralisia do governo ocorrida em janeiro, uma série de dados se encontram atrasados em sua divulgação.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi mais de altas e baixas na bolsa. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 2,45%, o FTSE-100, da bolsa inglesa subiu 0,73%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, avançou 0,05%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 2,28%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S, depois de ter terminado janeiro com alta de 0,57%, registrou avanço de 0,53% na primeira quadrissemana de fevereiro. Já o IPC-Fipe, que terminou janeiro com alta de 0,58%, subiu 0,66% na primeira quadrissemana de fevereiro. O IGP-M por sua vez, subiu 0,20% na primeira prévia de fevereiro, frente a  0,03% na primeira prévia de janeiro.

Já o IPCA de janeiro subiu 0,32%, frente a dezembro, mês em que havia subido 0,15%, levando o resultado acumulado em doze meses para 3,78%.

Em sua primeira reunião do ano, o Copom decidiu por unanimidade manter a taxa Selic em 6,50% ao ano, indicando cautela em um cenário volátil, às vésperas do anuncio das reformas estruturais prometidas pelo novo governo.

Para a bolsa brasileira, foi uma semana de queda, com o Ibovespa recuando 2,57%. No ano a variação positiva é de 8,48% no ano. O dólar, por sua vez, subiu 1,32% na semana e o IMA-B Total caiu 1,57%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 08 de fevereiro, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,87% em 2019, frente a 3,94% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 8,00%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 2,50%, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,70 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,75 no final de 2020, de novo como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2019, frente a US$ 79,50 bilhões na última pesquisa e de US$ 82,44 bilhões em 2020, frente a US$ 80 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da produção industrial em dezembro e do PIB do quarto trimestre de 2018.

Nos EUA, teremos a divulgação da inflação do consumidor e da produção industrial em janeiro de 2019 e das vendas no varejo em dezembro 2018.

No Brasil, teremos a divulgação dos dados parciais de inflação, da ata da última reunião do Copom e das vendas no varejo em dezembro de 2018.

No exterior, o evento mais importante da semana é a divulgação da primeira prévia do PIB da zona do euro no quarto trimestre de 2108 e no Brasil será a divulgação da ata da última reunião do Copom, em que a taxa Selic deverá foi mantida.

Importante destacar que depois dos fortes avanços ocorridos nos IMAs mais longos, exclusivamente por conta de expectativas com as reformas, a apreensão com uma eventual demora no trâmite já foi suficiente para provocar um recuo semanal dos mencionados indicadores.

Com o novo governo ainda na fase das intenções, achamos mais apropriado sugerir um aumento da alocação em fundos de gestão do duration e em fundos de ações, ao invés da exposição aos indicadores mais longos. Entendemos que os gestores de fundos de duration contam com maior agilidade na formação de posições de mercado e que o risco bolsa, neste momento, parece estar mais bem delineado do que o que seria corrido com as taxas de juros das NTNs B longas, que já tiveram importantes quedas.

Assim, em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos ainda uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar a exposição máxima de 30%, também por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais suprem a meta atuarial.

Dessa forma, mantivemos em 10% a sugestão de alocação em fundos multimercado e reduzimos de 5% para 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado. Em compensação e tendo-se em vista o potencial de valorização do segmento com a eleição de candidato pró-mercado elevamos a recomendação do investimento em ações de 10% para 15%.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários -08/02/19

Índices de Referência -Janeiro/2019