novembro, 2018

Morar sozinho, liberdade ou problema?

Algumas pessoas moram sozinhas por opção. Porém, outras, moram sozinhas por não ter alternativa. Nestes casos não importa a idade, 18 ou 81 anos, o sentimento é sempre o mesmo: “E agora, o que esperar”?

De início, a percepção da maioria das pessoas é de liberdade por não ter que dividir o mesmo espaço com outras pessoas. Poder andar sem roupas pela casa, acordar a hora que bem quiser e ainda por cima deixar a cama desarrumada. Ninguém vai te chamar a atenção porque comeu besteira no almoço e no jantar, ou porque chegou em casa bêbado ou bêbada, ou ainda, por ter deixado a toalha molhada sobre a cama.

Mas nesta nova fase, nem tudo são flores, as pessoas que optam por morar sozinhos estão muito mais propensas a se endividar que aqueles que dividem as suas despesas com outra ou outras pessoas. Uma pesquisa divulgada pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito e pela CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas revelou que 79% das pessoas que participaram do estudo afirmaram não ter realizado qualquer tipo de planejamento ao decidir morar sozinhos.

Sem planejamento, mostra a pesquisa, 25% das pessoas que optaram por morar sozinho ficaram endividadas.

Pouco menos da metade, cerca de 45%, das pessoas endividadas julgam que o fato de morar sozinhos contribui para elevar a possibilidade de descontrole financeiro. Metade admite ter se endividado por não dividir com alguém as despesas.

O estudo revelou que grande parte dos que optaram por morar sozinhos não têm muito controle dos custos domésticos. A desorganização financeira está ligada ao fato de 33% dos entrevistados não dar a devida importância que o assunto merece e outros 27% por não ter o hábito.

Outro fato que chamou a atenção dos pesquisadores é que apenas 33% das pessoas costuma guardar dinheiro, o restante não tem esse comportamento. Mesmo não tendo o hábito de guardar dinheiro, 40% das pessoas que moram sozinhas costumeiramente parcelam suas compras e o mais preocupante é que 33% tem pelo menos uma parcela em atraso.

Morar sozinho traz a vantagem das pessoas não terem que dar satisfação a ninguém, porém pode levar ao desequilíbrio financeiro, uma vez que entre os principais motivos que levam estas pessoas ao desequilíbrio orçamentário estão as despesas com baladas, bares e restaurantes (28,4%), além de compra de roupas, sapatos e acessórios.

Morar sozinho requer muita disciplina para manter as obrigações em dia. Pois, neste caso é a própria pessoa que precisa controlar o orçamento e conservar a “casa” em ordem.

Anbima promove mudanças nas regras e conteúdo para certificação e atualização – Revisado

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas.

A certificação é regulamentada  pelo Banco Central através da Resolução 3.158/03 que visa estabelecer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar no Brasil precisam tomar medidas visando que seus colaboradores, para exercerem as atividades de distribuição e intermediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica.

Na mesma linha a autoridade monetária publicou a Resolução 3.309/05 que dispõe sobre a certificação de empregados das cooperativas de crédito e sobre a atuação dessas instituições na distribuição de cotas de fundos de investimentos.

Visando atender aos dispositivos legais a Anbima assumiu o compromisso de elaborar e manter um programa detalhado com o objetivo de permanecer sempre alinhado à legislação em vigor, objetivando a inclusão de novos assuntos, tão logo o dinamismo e a evolução do mercado de capitais venham torná-los relevantes e essenciais.

Desta forma, as alterações no conteúdo dos Códigos elaborados e mantidos pela Anbima são atualizados sempre que necessário, dentre as alterações que entraram em vigor em 02/07/2018 está a cessação da prova para a renovação das certificações da CPA-10 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 10) e da CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 20).

Segundo o código em vigor a renovação dessas certificações serão realizadas unicamente por meio de cursos, seja oferecido pela própria Anbima ou pelo mercado. Igualmente, a atualização do CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA) será também realizada por meio de curso oferecido pela Anbima ou pelo mercado, somente para profissionais de instituições financeiras associadas a Anbima.

Para os profissionais que atuem em instituições financeiras o prazo foi mantido em cinco anos, entretanto para quem exerça atividades em cooperativas de crédito, entidades seguradoras e de previdência complementar, RPPS ou instituições de agente autônomo de investimento, o prazo para atualização da certificação será de três anos, mediante realização de curso oferecido, apenas, pela Anbima.

Cabe esclarecer que para quem contratou curso de atualização antes de 02/07/2018, a Anbima vai considerar como válido para efeitos de renovação, desde que respeitado o prazo de vencimento.

Outra alteração promovida pela Anbima foi provocada pela entrada em vigor da Instrução 558/15 da CVM, que permitiu que os gestores comercializem seus próprios fundos, assim além da CGA, os profissionais deverão obter uma certificação pertinente à função de distribuição de produtos, ou seja, CPA-10 ou CPA-20.

Além das alterações descritas acima, a Anbima promoveu a adequação do conteúdo do programa, tanto de certificação como de atualização. As mudanças não são significativas, pois tratam basicamente de adaptar o conteúdo programático as modificações no edital e códigos de regulação e melhores práticas da entidade. As mudanças passam a valer a partir de 01/01/2019.

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas.