junho, 2015

Você sabia que apenas 1.120 profissionais são Certificados no CEA – Certificação de Especialista em Investimentos Anbima?

O excelente profissional é aquele que num tempo de incertezas é capaz de buscar o seu autodesenvolvimento, sem medo de recomeçar quantas vezes se fizer necessário, cuidando de sua própria carreira, empresariando seu talento e criando oportunidades profissionais. Faça a diferença !!

CERTIFICAÇÕES EMITIDAS

•             CPA-10: 300.519 certificações

•             CPA-20: 69.071 certificações

•             CGA: 595 certificações

•             CEA: 1.120 certificações

Total de Certificações Emitidas: 371.305

Obs.: 12.312 Profissionais Vencidos na CPA-10 possuem a CPA-20 válida.

A CEA se destina a certificar Profissionais das Instituições Participantes que assessoram os gerentes de contas de investidores pessoas físicas em seu planejamento de investimentos, podendo indicar produtos dos mercados financeiro, de capitais e de previdência complementar aberta, disponíveis em sua instituição.

Não são considerados como especialistas de investimento os Profissionais que apenas executam ordens e os Profissionais que distribuem exclusivamente uma única modalidade de produto.

Quem pode se inscrever para o Exame CEA

Os profissionais que obtiveram a CEA poderão exercer as atividades que requeiram CPA-10 e CPA-20.

Assim como nas CPA-10, CPA-20 e CGA, pode se inscrever no exame o profissional vinculado a Instituição Participante ou sem vínculo com instituição fiscalizada pelo BACEN ou CVM.

A inscrição é vedada para o profissional vinculado a instituição financeira não aderente ao Código de Auto-Regulação para o Programa de Certificação Continuada, embora seja fiscalizada pelo Bacen ou pela CVM.

Pré-requisito: Não existe pré-requisito quanto à formação acadêmica e/ou necessidade de outra certificação.

Exame de Certificação de Especialista em Investimentos Anbima (CEA)

Aprovação no Exame: Nota igual ou superior a 70%

Número de questões: 70 questões de múltipla escolha com 04 alternativas

Duração do exame: 3 horas e 30 minutos

Valor da taxa de inscrição: R$ 547,00

Fonte: ANBIMA

Não deixe de visitar o site de educação da Crédito & Mercado, lá você poderá obter mais informações sobre a Certificação ANBIMA CEA.

Educação Financeira – Projeto Bolsa de Valores nas Escolas

Na trajetória de toda nossa vida, lidamos com várias questões financeiras, pois somos os administradores de nosso dinheiro, e nossas decisões sobre esse assunto terão impacto no presente e no futuro. A educação financeira é importante em todas as fases da nossa vida, e aprender desde cedo ajuda a fundamentar nossos comportamentos.

E a escola é o ambiente em que jovens adquirem não apenas conhecimentos, mas também a capacidade de se relacionar (viver em sociedade), fazendo escolhas, tomando decisões que influenciarão na realização dos seus sonhos, e suas atitudes influenciam na sociedade.

A Educação Financeira, não pertence a nenhuma disciplina específica, envolve-se com as diversas disciplinas dos currículos do Ensino Fundamental, Médio e Universitário, de forma a possibilitar ao estudante compreender como concretizar suas aspirações e estar preparado para as diversas fases da vida.

Com o objetivo de introduzir a Educação Financeira em todo o processo de formação de jovens, a Crédito & Mercado Educação Executiva desenvolveu o Programa Educação Financeira nas Escolas, levando o conhecimento básico sobre a Bolsa de Valores para as Escolas.

Uma dinâmica onde jovens realizam Simulações de Compra e Vendas de Ações, aprendendo na prática como funciona, isto após uma Palestra sobre a Bolsa de Valores.

Ontem dia 11 de junho, realizamos o Evento na ETEC – Escola Técnica Estadual de Cubatão, que teve a participação de alunos dos cursos de Administração, Contabilidade e Logística.

Prevenção à lavagem de dinheiro? O que as cooperativas financeiras tem com isso?

Há anos discutindo o tema prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, por todo o Brasil, é comum perceber nos interlocutores, uma certa curiosidade sobre o papel de cada um e, institucionalmente, das instituições financeiras.

Lavar dinheiro é uma expressão relacionada originalmente a operações que eram executadas para dar característica de legalidade aos recursos provenientes das atividades de produção, distribuição e comercialização de bebidas nos Estados Unidos, que foram proibidas no período compreendido entre 1920 e 1933, na chamada lei Seca – uma emenda constitucional – entendendo o governo norte-americano que os graves problemas sociais vividos pela sociedade naquele momento tinham origem no consumo de álcool.

Assim, vários criminosos estruturaram mecanismos de burlar a lei, como corromper autoridades e, logicamente, esconder a origem de recursos derivados dessas atividades. Ficou famosa a conduta de Al Capone de utilizar lavanderias de roupas para dar características de legalidades aos fundos que tinham origem nas atividades relacionadas à produção, distribuição e venda de bebidas alcoólicas. O mafioso declarava ao Tesouro norte-americano o resultado econômico das atividades ilegais como produto do negócio lavanderia, assim não se lavavam roupas, mas o próprio dinheiro, que deixava de ser “sujo” e ficava “limpo”.

Nas décadas de 70 e 80 do século passado, explodiu de forma muito contundente a produção de drogas, na Colômbia, pelo chamado Cartel de Medellin, sediado na cidade do mesmo nome, que, na década de 80, sob a chefia do mega traficante Pablo Escobar, dominava a exportação de cocaína para vários países do globo e especialmente para os Estados Unidos que resolveram declarar guerra ao narcotráfico.

O combate sistematizado às movimentações de recursos ilícitos iniciara nos Estados Unidos, com o Bank Secrecy Act, em 1970. Em 1986, a estrutura jurídica norte-americana recebeu importante incremento de dispositivos legais específicos para combate ao crime de lavagem de dinheiro que tinha origem no tráfico de drogas, justamente como forma de combate ao Cartel de Medellin.

Em dezembro de 1988, em função da crescente preocupação mundial com o narcotráfico, foi aprovada, em Viena, Áustria, a Convenção das Nações Unidas contra o tráfico de drogas e substâncias psicotrópicas. Essa Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional brasileiro em 14 de junho de 1991 – Decreto legislativo 162 – e foi promulgada pelo Decreto Presidencial 154 de 26 de junho de 1991.

Em 1989, com o objetivo de estabelecer padrões de atuação e promover efetiva implementação de medidas regulatórias e operacionais para combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e outros riscos à integridade do sistema financeiro internacional, foi criado o Grupo Intergovernamental de Ação Financeira GAFI/FATF que é o responsável por propor 49 recomendações (40 gerais e 9 aplicadas ao combate ao financiamento do terrorismo), que é a base de ação de todos os países que se somam a essa causa.

A partir da Convenção de Viena e com base nas recomendações do Gafi, cientes de que o combate a esse mal era função de todos, já que o crime busca refúgio em locais desguarnecidos, mas continua afetando a todos, os países passaram a aprovar leis em suas jurisdições para se prevenirem contra a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas e substâncias entorpecentes, gerando assim a primeira geração de leis. Assim, eram considerados como processo de lavagem de dinheiro os arranjos empreendidos para dar característica de licitude aos recursos provenientes apenas do narcotráfico.

A própria experiência na aplicação das leis demonstrou que, com o narcotráfico, “andavam” juntos outros crimes, como o tráfico de armas e de munição, extorsão, corrupção etc, e, portanto, atacar a circulação de recursos derivados apenas do narcotráfico não era suficiente. Houve, assim, necessidade de ampliação do rol dos crimes que antecedem ao processo de lavagem de dinheiro, chegando-se à segunda geração de leis, e já nessa nova onda foi aprovada no Brasil a Lei 9613/98 que trazia oito crimes antecedentes.

Pela terceira recomendação do Gafi, os países devem incluir a maior quantidade possível de crimes antecedentes, por isso, as legislações mais avançadas – e nesse escopo inclui-se a lei brasileira – têm deixado de citar os crimes antecedentes para criminalizar as ações que visam a dar aparência de legalidade aos recursos provenientes de qualquer atividade ilegal, nascendo aí as leis de terceira geração. É essa mentalidade que justifica o artigo 1º da lei 9613/98 que, alterado pela Lei 12683/2012, tipifica o crime de lavagem de dinheiro no Brasil como: “Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal”.

Esse contexto permite-nos entender, de maneira muito resumida, os esforços que o mundo e o Brasil tem empreendido para atacar a lavagem de dinheiro, sem falar ainda no financiamento do terrorismo, pelo alto nível de dano que esse crime provoca em nossas sociedades, já que dinheiro proveniente de crimes pode corromper agentes públicos, agentes políticos, sem falar em financiamento de campanhas políticas, como temos ouvido e visto nos telejornais brasileiros, e assim comprometer os processos democráticos. Acrescenta-se ainda o desequilíbrio nas leis de oferta e procura, já que empresas estruturadas para lavar dinheiro não têm qualquer compromisso com eficiência, aliás podem vender qualquer mercadoria perdendo uma boa parcela do valor de custo, já que o objetivo é dar aparência de legalidade a dinheiro sujo.

Além desses grandes riscos que afetam todos nós, caso haja uma cooperativa financeira envolvida em processo de lavagem de dinheiro, diretores podem ter sérios problemas com a justiça e até serem presos, (o artigo 1º da lei 9613/98 prevê de 3 a 10 anos de prisão), a cooperativa pode ser multada em valores substanciais (artigo 12 da mesma Lei) e o pior dos cenários, pode haver o comprometimento da imagem da instituição.

Imagine uma instituição financeira citada em notícias em redes nacionais ligando-a à lavagem de dinheiro. Quantos potenciais associados não se pode perder? Quanto em depósito, inclusive as possibilidades de novas captações? Mensurar isso não é fácil. É melhor evitar, porque pode representar a morte da instituição, como já aconteceu, por exemplo, com o Banco Rural.

Agora, no universo próprio do cooperativismo, os dirigentes e empregados têm um motivo que antecede as exigências do marco legal e regulatório para adotar as melhores práticas de prevenção á lavagem de dinheiro, é algo que está na gênese de uma cooperativa, um dos sete princípios cooperativistas, o sétimo: “interesse pela comunidade”.

Pelas informações que estão no site da OCB, por esse princípio, “as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos membros”.

Os crimes que antecedem a lavagem de dinheiro e consequentemente o próprio processo que busca dar a recursos ilícitos aparência de licitude são ações que atentam contra o desenvolvimento sustentado das comunidades e da sociedade brasileira e mundial, como um todo, como já vimos, portanto, tomar todas as medidas necessárias para que cada cooperativa financeira evite ser usada em operações de lavagem de dinheiro é, para dirigentes e empregados, mais que uma imposição legal, é principiológica, é imposição para que a organização seja considerada cooperativa. Portanto, mãos à obra!

Fonte: Portal do Cooperativismo Financeiro.