julho, 2011

Atesto que você é bom no que faz – Certificações ganham força em setores marcados pela competitividade.

Investir em cursos de extensão e pós-graduação pode não ser mais suficiente para se destacar em seu meio profissional. Pelo menos nos setores de alta competitividade, marcados por transformações velozes e desafios complexos, como o bancário, o da tecnologia da informação, de petróleo e gás, construção civil e saúde. Quem já trabalha ou pensa se candidatar a vagas em uma dessas áreas provavelmente descobriu um universo desconhecido para a maioria: o da certificação de pessoas. Para assegurar a preparação do profissional em exercer determinada função, várias empresas inclusive órgãos públicos – têm aplicado provas periódicas para testar seus conhecimentos.

Consolidado no exterior, principalmente nos EUA, o mercado de certificações surgiu no Brasil nos anos 80, quando empresas de informática passaram a exigir, dos profissionais de TI, comprovações teóricas e práticas de que eles dominavam softwares e sistemas operacionais importantes. Desde então, a pratica ganhou força em outros segmentos de negócios, principalmente no mercado financeiro. Seja como documento obrigatório para contratação ou para ganhar a tão sonhada promoção.

De qualquer forma, estamos tratando de um mercado com grande potencial de crescimento nos próximos dez anos, garante Marco Tyler-Williams, diretor-superintendente da Prepona, empresa líder na aplicação de provas para certificação de pessoas. Em 2010, a empresa aplicou, em parceria com a FGV, mais de 80 mil exames. Um aumento de 80% sobre 2009.         O Brasil adotou esse sistema em um ritmo acelerado, porque está avançado quando se trata de certificações de produtos e processos.

No caso da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), por exemplo, as instituições financeiras levantam quais tipos de atividades profissionais deveriam ser certificadas e as repassam à entidade que elabora o conteúdo das provas. O trabalho é realizado em parceria com a Prepona, que detém a tecnologia para aplicá-las; e com a FGV, que disponibiliza centros de testes conveniados em todo o Brasil para sua realização.

Acredita-se que é mais do que contribuir para a qualificação dos profissionais da área. A ideia também é buscar, a qualidade dos serviços – diz Ricardo Nardini, gerente executivo de Certificação e Educação da ANBIMA, que concede quatro certificações obrigatórias e duas optativas, uma para planejador financeiro e outra para analista de investimento.

Para trabalhar como agente autônoma de investimentos da corretora XP, a advogada Maria Cláudia Veloso, teve que ter 70% de acerto em uma prova com 80 questões sobre a profissão. A certificação, exigida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é concedida pela Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras dos Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (ANCORD).

Fonte: O Globo

Adaptação: Camila Delfino

Como o planejamento garante uma vida tranquila e mais produtiva?

Com as tarefas e ideias na ponta do lápis, fica muito mais fácil cumprir todas as obrigações com menos estresse, garante especialista.

Os tempos mudaram, mas a correria do dia a dia continua a mesma. Homens e mulheres ganharam novas atribuições, mas a vontade de que às 24 horas diárias se transformem em 48 não deixou de existir. Assim, o planejamento de cada passo se torna fundamental.

O que fazer para organizar seu tempo?  “É necessário, antes de tudo, definir aquilo que é a sua prioridade. O mais importante para você pode ser ter mais tempo para estar com a família, ou para sair com os amigos, ou até para fazer alguma atividade que goste como cozinhar ou se exercitar. O necessário é que exista um foco. A partir disso, deve-se traçar um planejamento da sua semana, e compartilhar isso com a família, afinal, o que adianta conseguir algumas horas livres para estar com a família se eles tiverem outros compromissos?”, afirma Christian Barbosa, especialista em administração do tempo e produtividade.

“Outra ação importante é respeitar seu horário de trabalho. Salvo exceções, ninguém precisa ficar todo o dia até às 22 horas no trabalho. Caso isso aconteça, a explicação é que você não está sabendo utilizar o seu horário de expediente de maneira produtiva”, destacada Christian.

E como a falta do planejamento pode ser prejudicial? Na “família”, Christian diz que deixar de separar um tempo para a esposa/marido, filhos, pais, irmãos cria o risco da exclusão natural das atividades que são programadas. “É na família que você renova as energias para começar um novo dia de trabalho”, lembra o especialista.

Fonte: www.administradores.com.br

Adaptação: Camila Delfino

A história do plano Real.

Mesmo que a volta do regime democrático no Brasil tenha se tornado um grande marco positivo da história da nação, não podemos dizer o mesmo quando o assunto são as condições socioeconômicas do país nos primeiros anos da democracia. Foram várias e desastrosas experiências que pretendiam conter a inflação desenfreada, como o Plano cruzado (1986), que se baseou no congelamento artificial dos preços, mas levou ao desabastecimento de muitos produtos. Já em 1987, o Brasil anunciou a suspensão dos pagamentos aos credores da divida externa, gerando um calote histórico.

O papel de solucionar o pesadelo da inflação no país coube ao então ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso no governo de Itamar Franco, para a elaboração de um plano que de fato resolvesse o problema. Lançado ainda no fim de 1993, o Plano Real baseou-se na criação de uma nova moeda dentro de um regime cambial fixo em relação ao dólar americano. O real passou a ter um teto e um piso pré-definido.

O Plano Real foi muito bem sucedido, pois os produtos se tornaram baratos, gerando um grande poder de compra e melhorando a vida dos trabalhadores, que não sentiam a necessidade de reivindicar melhores salários, e das empresas que puderam importar maquinas e matéria-prima com um custo muito menor. Assim, após vários anos de fracassos econômicos, enfim a economia brasileira começava a se reaquecer.

Mas, em 1999, o Banco Central do Brasil determinou que o real deixasse de ter cambio fixo e adotasse um cambio flutuante, seguindo as necessidades do mercado. Após essa medida tomada, o real desvalorizou significativamente.

Na pratica, em 1995 R$1 valia US$1,20. Já no final de 2002, devido à preocupação em torno da instabilidade politica no Brasil, o real ficou tão desvalorizado, que U$1 quase chegou a valer R$4. Mesmo com tudo isso, o Plano Real é considerado o mais bem-sucedido de todos  os planos econômicos da historia do Brasil.

Fonte: www.historiadetudo.com

Adaptação: Camila Delfino