junho, 2011

QUER TRABALHAR NO MERCADO FINANCEIRO?

Trabalhar nos poderosos Bancos de Investimento e Desenvolvimento, nas Bolsas de Valores e nas grandes seguradoras não é tarefa exclusiva de profissionais com perfil agressivo.

Esta idéia é equivocada e não traduz o significado de atuar no setor financeiro. Caso você tenha se identificado com o perfil acima, é necessário saber que na maioria das vezes as vagas abertas preferirão profissionais moderados e conservadores.

Como o mercado é amplo, pessoas com diferentes perfis e formações têm chance de fazer carreira no setor. Administração, Economia, Contabilidade, Engenharia e Atuária são as áreas mais cotadas para atuar nas empresas do ramo.

Para construir carreira em finanças, o profissional deverá ter sólida formação em macroeconomia, microeconomia, economia internacional e métodos quantitativos, economia financeira e monetária e até possíveis especializações em microeconomia bancária, mercado de capitais, análise e gestão de riscos, entre outras.

Ao contrário de muitos setores que estão saturados, o mercado financeiro apresenta alta rotatividade de profissionais, resultando na abertura de vagas principalmente para cargos iniciantes. Os muitos processos de fusões e aquisições também estimula a abertura de posições para recém-formados.

O bom profissional não é só aquele que estuda muito, é também o que sabe dar o rumo certo à carreira e acumular bagagem, além de conhecimento através de certificações e cursos. Ao estagiário, a dica é fazer uma reflexão e definir o que quer seguir. Planejar e realizar um projeto de estágio também é valido.

Por isso, é bom interagir com profissionais do setor para questionar a rotina de trabalho e evitar decepções. Afinal, muitas vezes se começa no back-office de um banco para executar tarefas muito diferentes do imaginado.

Por fim, é necessário entender que cada empresa tem a sua cultura, seu estilo de trabalho. Isso deve ser analisado pelo futuro profissional, já que um banco nacional pode ser mais flexível e um internacional mais conservador.

Fonte: Universia notícias

Sugestão: Camila Delfino

Recebi uma herança: como escolher um planejador financeiro?

Recebi uma herança. Busquei a indicação de três profissionais de planejamento financeiro. Conversei com pessoas próximas que me informaram que este ainda é um mercado em desenvolvimento e sem parâmetros estabelecidos. Como saber se um trabalho de planejamento está sendo bem feito? O que esperar de um planejamento financeiro com excelência?

Por: Alexandre Canalini, CFP (Certified Financial Planner):

A oscilação do mercado de capitais, a integração e a rapidez com que os ativos passaram a incorporar novas informações e casos de recebimento de heranças tornaram a demanda por profissionais do setor ainda maior.

Um indivíduo que busque orientação financeira tem um grande desafio pela frente. Como avaliar um bom trabalho num segmento recente e sem padrões estabelecidos no Brasil?

Um planejamento financeiro inicia com um trabalho investigativo. Com a coleta das informações e o diagnóstico do cliente, é iniciada a fase de estruturação e posterior orientação. Durante todo processo de coleta de informações, estruturação e orientação, algumas diretrizes precisam ser adotadas para o desenvolvimento imparcial da atividade.

A orientação financeira, com frequência coloca o planejador em situações em que há conflito de interesse entre a melhor solução para o cliente e a recomendação mais rentável ao planejador. Em boa parte dos casos esse conflito surge nos preços dos produtos financeiros usados. Diante dessa situação, um bom planejador financeiro deve atuar com o compromisso de colocar o interesse do cliente em primeiro lugar não obtendo qualquer vantagem ou ganho pessoal com as indicações de produtos.

No momento em que é identificada a necessidade de uso de um produto financeiro, o planejador, ao fazer a indicação, deve agir com probidade, revelando qualquer conflito atual ou potencial que possa ocorrer entre a indicação feita e o seu interesse.

A relação construída entre um planejador financeiro e um cliente é fundamentada na confiança, tanto na prestação das informações relevantes, as quais o planejador deve confidencialidade, quanto na indicação de soluções financeiras. A transparência, a honestidade e a isenção tanto do planejador quanto do cliente são fatores cruciais para um bom planejamento financeiro. Agir com integridade é uma postura obrigatória do profissional.

Um planejador financeiro possui habilidades e conhecimentos de diversos temas. A competência desenvolvida ao longo de sua formação deve ser somada a postura profissional e a conduta diante de todos “stakeholders”. A conduta digna e o respeito entre as partes relacionadas somam na construção do profissional e nas suas orientações.

A sofisticação do mercado de capitais, especialmente na estruturação de operações e na criação de instrumentos derivativos, muitas vezes de difícil entendimento até mesmo para os profissionais do mercado financeiro, passou a exigir mais rigor e zelo por parte dos planejadores. O compromisso assumido por um planejador em um projeto o obriga a agir de forma diligente e com grande dedicação.

O planejador deve atender as necessidades de um cliente de forma direta, clara e transparente. É comum um profissional ser procurado numa situação que o cliente precisa somente de uma alocação de ativos ou uma reestruturação de portfólio. Nesses casos é importante atender ao escopo que a situação impõe e tratar de forma objetiva o trabalho desenvolvido.

Os institutos que promovem certificações aos profissionais do setor exigem mais do que a assinatura e concordância com um código de ética e conduta. Possuem procedimentos dinâmicos com constantes modificações, avaliações, estudos, apurações e punições de profissionais que violem as diretrizes éticas estabelecidas pelos certificadores.

Um trabalho de excelência em planejamento financeiro passa em primeiro lugar pela ética do profissional, antes de qualquer outro atributo ou desempenho que possa ser atribuído.

Fonte: Valor-Online

Sugestão: Denise Estrella

EXIGÊNCIA DA CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL MELHORA A QUALIDADE DO MERCADO FINANCEIRO

Em um mercado extremamente competitivo como o financeiro, a exigência de certificação profissional para quem trabalha na área tornou-se requisito obrigatório desde 2002.

Desde que o Conselho Monetário Nacional tornou a certificação obrigatória, foram realizadas diversas provas para os profissionais que atendem investidores qualificados. Quem está buscando a certificação tem que voltar aos estudos e a atualização periódica para manter a qualidade e eficiência de seu trabalho.

A certificação é um exame aplicado pela ANBIMA que abrange todo conhecimento vinculado a investimentos, sendo que no Brasil optaram por certificações continuada devido à constante mudança da legislação.

O objetivo é avaliar o conhecimento dos profissionais sobre os produtos que oferecem aos clientes e sobre os padrões éticos. Para se certificar, é preciso realizar um exame marcado em horário agendado pelo próprio profissional e as inscrições podem ser feitas via internet.

Certificação é a palavra-chave para empresas que desejam tornar-se mais competitivas e para os profissionais que almejam o sucesso.

A tendência é que as certificações atinjam também outras áreas e que até passem a ser obrigatórias. Com certeza, é um “algo a mais” para o profissional, que é beneficiado com os estudos, podendo crescer dentro de seu segmento.

Outra vantagem para as empresas é que o profissional certificado já está pronto para atuar na área, sendo que os não certificados demandam um treinamento para começar a trabalhar.

Hoje, no Brasil, existem diversos tipos de certificação voltados à área financeira, sendo os mais importantes são:

CPA 10 – Certificação Profissional ANBIMA série 10
Destinada a profissionais que comercializam produtos de investimento em agências bancárias.

CPA 20 – Certificação Profissional ANBIMA série 20

Destinada a profissionais que comercializam  produtos a investidores qualificados.

CEA – (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA)

Destinada a profissionais que assessoram decisões de investimento, e que atuam em agências bancárias ou plataformas de atendimento a clientes.

CGA – (Certificação de Gestores ANBIMA)

Destinado àqueles profissionais que desempenham atividades de gestão remunerada de recursos de terceiros, possuindo poderes para tomar decisões de investimento.

Fonte: Jornal Carreira e Sucesso

Adaptação: Camila Delfino