março, 2011

Tombini diz que não vai agir para reverter valorização do real

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, deu resposta negativa ao senador Blairo Maggi (PR-MT), que queria saber se a autoridade monetária vai agir para reverter a excessiva valorização da moeda nacional.
Segundo ele, agentes financeiros apontam que a questão cambial mudará assim que os juros voltarem a subir no mercado internacional, no início de 2012.

Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, Tombini lembrou ao senador Maggi, maior produtor de soja do mundo e preocupado com o baixo valor do câmbio para exportação, que o regime de câmbio no Brasil é flutuante.

Ele comentou que há um excesso de liquidez internacional, e os juros praticados estão muito baixos, fazendo com que investidores busquem países de juros elevados como o Brasil para suas aplicações.

Mas voltou a alertar que as empresas devem ficar atentas a fim de não correrem riscos de prejuízo ao apostar, por longo prazo, na valorização do real.
Ele afirmou que a situação de juros baixos no mercado internacional, decorrente da crise de 2008, não é uma situação permanente. Portanto, os juros lá fora devem voltar a crescer e ajudar a taxa de câmbio doméstica a se desvalorizar.

“Ninguém tem bola de cristal, mas o mercado está antecipando para o início do ano que vem”, esse possível aumento no juro internacional, disse Tombini no Senado.

Bolsas da Ásia registram altas, Tóquio sobe 4,36%

Os progressos nos esforços do Japão para evitar uma tragédia nuclear no país reduziram a ansiedade dos investidores no mercado acionário, permitindo uma nova rodada de valorização nos principais indicadores das Bolsas da Ásia.

Após o feriado de ontem em Tóquio, o Nikkei 225 avançou 4,36% neste pregão, para 9.608,32 pontos. As ações da Toyota ganharam 4,05%, acompanhadas pelas da Toshiba (4,14%) e Sony (3,22%).

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve alta de 0,76%, aos 22.857,90 pontos, enquanto em Xangai, o Shanghai Composite subiu 0,34%, para 2.919,14 pontos. O Taiwan Taiex, da Bolsa de Taipé, avançou 0,48%, para 8.508,04 pontos e, em Seul, o índice Kospi ganhou 0,51%, marcando 2.013,66 pontos.

Em Sydney, o S&P/ASX 200 ficou praticamente estável, registrando alta de 0,01%, aos 4.643,40 pontos. As ações da BHP Billiton caíram 0,67% e as da Rio Tinto, 0,56%.

Ofensiva na Líbia e crise nuclear no Japão direcionam Bolsas da Ásia

As Bolsas da Ásia iniciaram a semana em alta, influenciadas pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional, diante da ofensiva dos países ocidentais na Líbia. As bases do ditador Muamar Gadafi foram atacas por terra e ar, numa ação coordenada por Estados Unidos, Reino Unido e França.

No Japão, a crise nuclear ainda preocupa, porém progressos nas medidas para evitar uma catástrofe minimizaram os temores no mercado. A Bolsa de Tóquio não operou nesta segunda-feira devido a um feriado local.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,73%, para 22.685,20 pontos, acompanhado pelo Shanghai Composite, da Bolsa de Xangai, que ganhou 0,08%, marcando 2.909,14 pontos. Os indicadores apresentaram fôlego, apesar do novo aumento no compulsório promovido pelo banco central chinês na última sexta-feira.

Em Taipé, o Taiwan Taiex avançou 0,87%, para 8.467,71 pontos e, em Seul, o índice Kospi teve valorização de 1,33%, aos 2.003,42 pontos. O S&P/ASX 200, da bolsa de Sydney, subiu 0,35%, para 4.642,80 pontos, ajudado pelas ações do setor bancário.