janeiro, 2011

Lucro do Bradesco avança 25% em 2010, para R$ 10 bilhões

O Banco Bradesco fechou 2010 com lucro líquido contábil de R$ 10,021 bilhões, elevação de 25% em relação aos R$ 8,012 bilhões somados um ano antes. Apenas no quarto trimestre de 2010, o lucro foi de R$ 2,986 bilhões, superior aos R$ 2,523 bilhões somados nos três meses antecedentes.

Dos R$ 10 bilhões apurados no exercício passado, R$ 7,104 bilhões vieram das atividades financeiras e os R$ 2,918 bilhões restantes decorreram das atividades de seguros, previdência e capitalização.

Ao fim de dezembro de 2010, a carteira de crédito expandida – incluindo avais e fianças, antecipação de recebíveis de cartões de crédito, cessão de crédito (FIDC e CRI) e operações com risco de crédito – carteira comercial – subiu 23% na comparação com um ano antes, chegando a R$ 293,555 bilhões. As operações com pessoas físicas registraram alta de 19,5%, para R$ 98,122 bilhões, e aquelas com pessoas jurídicas somaram R$ 195,433 bilhões, ampliação de 24,9%.

O Bradesco informou que “a qualidade da carteira de crédito apresentou melhora significativa em 2010, comparativamente a 2009, principalmente em decorrência da redução da inadimplência, bem como do expressivo crescimento da carteira de crédito dos novos tomadores”.

Os ativos totais chegaram a R$ 637,485 bilhões ao fim de dezembro de 2010, uma expansão de 25,9% na comparação com mesmo intervalo do calendário antecedente. Durante o ano passado, o Bradesco conclui acordos importantes, como a aquisição do Ibi Services, no México, incluindo o negócio referente à varejista brasileira C&A, e a parceria com o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) para a criação e administração da bandeira de cartões Elo. A rede de atendimento foi ampliada com a inauguração de 178 agências.

Alta demanda por executivos faz salários dispararem em SP, diz ‘Economist’

Executivos-chefes e diretores de empresas têm ganhado mais em São Paulo do que em cidades como Nova York, Londres, Cingapura e Hong Kong, relata reportagem desta quinta-feira da Economist, citando pesquisas recentes feitas pela associação executiva AESC e pela empresa de recrutamento Dasein.

A revista diz que parte do aumento nos salários dos executivos brasileiros se deve ao “boom” na demanda por profissionais, em meio ao crescimento econômico do país, principalmente nas áreas de combustível e infraestrutura. E, ao mesmo tempo, à falta de pessoas qualificadas para preencher vagas.

Como exemplo, a Economist cita que, enquanto o Brasil coloca no mercado cerca de 35 mil engenheiros por ano, a China forma 400 mil desses profissionais por ano, e a Índia, 250 mil por ano.

Segundo dados da agência de recursos humanos Manpower citados na Economist, 64% dos empregadores brasileiros dizem sentir dificuldades para preencher suas vagas em aberto, contra 40% na China e 16% na Índia.

Real forte

De acordo com a revista, a força do real estimula artificialmente a posição do Brasil em comparações internacionais de salários. Mas, mesmo em pagamentos feitos em reais, os salários executivos estão crescendo em ritmo forte, disse à publicação Edílson Câmara, da empresa de recrutamento Egon Zehnder.

“Multinacionais que costumavam comandar suas operações latino-americanas a partir de Miami, México ou Buenos Aires mudaram principalmente para São Paulo. (…) Uma onda de aquisições estrangeiras e incursões de empresas brasileiras no exterior elevaram a demanda por diretores com experiência internacional”, aponta a Economist.

Muitas empresas tentam preencher essa demanda com executivos estrangeiros, mas a ainda alta taxa de criminalidade paulistana e a necessidade de falar português desestimulam parte deles a vir a São Paulo.

A Economist conclui que, no cenário atual, os grandes beneficiários da disputa por talentos parecem ser os executivos expatriados que pensam em voltar ao Brasil.

Panamericano teria rombo maior que R$ 2,5 bi, diz jornal

A nova gestão do banco Panamericano (BPNM4) apurou que o rombo na instituição controlada pelo grupo Silvio Santos pode ser maior que os R$ 2,5 bilhões estimados inicialmente pelo Banco Central, segundo informação publicada nesta quinta-feira por jornal.

Segundo O Estado de S.Paulo, o banco precisará de um nova injeção de recursos e uma das alternativas sendo avaliadas seria um novo empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Procurado pelo jornal, o banco não comentou o assunto e o diretor executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno, informou não ter conhecimento das informações.

O rombo descoberto em novembro passado obrigou o empresário Silvio Santos a dar seu patrimônio como garantia ao empréstimo do FGC.

Segundo o jornal, o empresário, junto com o Panamericano, FGC e Caixa estariam negociando, acompanhados pelo Banco Central, uma solução para o problema, que seria divulgada na segunda-feira, quando o banco deve apresentar resultados trimestrais.

Representantes do Panamericano e do BC não puderam ser imediatamente contatados pela Reuters para comentar o assunto.