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Morar sozinho, liberdade ou problema?

Algumas pessoas moram sozinhas por opção. Porém, outras, moram sozinhas por não ter alternativa. Nestes casos não importa a idade, 18 ou 81 anos, o sentimento é sempre o mesmo: “E agora, o que esperar”?

De início, a percepção da maioria das pessoas é de liberdade por não ter que dividir o mesmo espaço com outras pessoas. Poder andar sem roupas pela casa, acordar a hora que bem quiser e ainda por cima deixar a cama desarrumada. Ninguém vai te chamar a atenção porque comeu besteira no almoço e no jantar, ou porque chegou em casa bêbado ou bêbada, ou ainda, por ter deixado a toalha molhada sobre a cama.

Mas nesta nova fase, nem tudo são flores, as pessoas que optam por morar sozinhos estão muito mais propensas a se endividar que aqueles que dividem as suas despesas com outra ou outras pessoas. Uma pesquisa divulgada pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito e pela CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas revelou que 79% das pessoas que participaram do estudo afirmaram não ter realizado qualquer tipo de planejamento ao decidir morar sozinhos.

Sem planejamento, mostra a pesquisa, 25% das pessoas que optaram por morar sozinho ficaram endividadas.

Pouco menos da metade, cerca de 45%, das pessoas endividadas julgam que o fato de morar sozinhos contribui para elevar a possibilidade de descontrole financeiro. Metade admite ter se endividado por não dividir com alguém as despesas.

O estudo revelou que grande parte dos que optaram por morar sozinhos não têm muito controle dos custos domésticos. A desorganização financeira está ligada ao fato de 33% dos entrevistados não dar a devida importância que o assunto merece e outros 27% por não ter o hábito.

Outro fato que chamou a atenção dos pesquisadores é que apenas 33% das pessoas costuma guardar dinheiro, o restante não tem esse comportamento. Mesmo não tendo o hábito de guardar dinheiro, 40% das pessoas que moram sozinhas costumeiramente parcelam suas compras e o mais preocupante é que 33% tem pelo menos uma parcela em atraso.

Morar sozinho traz a vantagem das pessoas não terem que dar satisfação a ninguém, porém pode levar ao desequilíbrio financeiro, uma vez que entre os principais motivos que levam estas pessoas ao desequilíbrio orçamentário estão as despesas com baladas, bares e restaurantes (28,4%), além de compra de roupas, sapatos e acessórios.

Morar sozinho requer muita disciplina para manter as obrigações em dia. Pois, neste caso é a própria pessoa que precisa controlar o orçamento e conservar a “casa” em ordem.

Anbima promove mudanças nas regras e conteúdo para certificação e atualização – Revisado

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas.

A certificação é regulamentada  pelo Banco Central através da Resolução 3.158/03 que visa estabelecer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar no Brasil precisam tomar medidas visando que seus colaboradores, para exercerem as atividades de distribuição e intermediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica.

Na mesma linha a autoridade monetária publicou a Resolução 3.309/05 que dispõe sobre a certificação de empregados das cooperativas de crédito e sobre a atuação dessas instituições na distribuição de cotas de fundos de investimentos.

Visando atender aos dispositivos legais a Anbima assumiu o compromisso de elaborar e manter um programa detalhado com o objetivo de permanecer sempre alinhado à legislação em vigor, objetivando a inclusão de novos assuntos, tão logo o dinamismo e a evolução do mercado de capitais venham torná-los relevantes e essenciais.

Desta forma, as alterações no conteúdo dos Códigos elaborados e mantidos pela Anbima são atualizados sempre que necessário, dentre as alterações que entraram em vigor em 02/07/2018 está a cessação da prova para a renovação das certificações da CPA-10 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 10) e da CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 20).

Segundo o código em vigor a renovação dessas certificações serão realizadas unicamente por meio de cursos, seja oferecido pela própria Anbima ou pelo mercado. Igualmente, a atualização do CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA) será também realizada por meio de curso oferecido pela Anbima ou pelo mercado, somente para profissionais de instituições financeiras associadas a Anbima.

Para os profissionais que atuem em instituições financeiras o prazo foi mantido em cinco anos, entretanto para quem exerça atividades em cooperativas de crédito, entidades seguradoras e de previdência complementar, RPPS ou instituições de agente autônomo de investimento, o prazo para atualização da certificação será de três anos, mediante realização de curso oferecido, apenas, pela Anbima.

Cabe esclarecer que para quem contratou curso de atualização antes de 02/07/2018, a Anbima vai considerar como válido para efeitos de renovação, desde que respeitado o prazo de vencimento.

Outra alteração promovida pela Anbima foi provocada pela entrada em vigor da Instrução 558/15 da CVM, que permitiu que os gestores comercializem seus próprios fundos, assim além da CGA, os profissionais deverão obter uma certificação pertinente à função de distribuição de produtos, ou seja, CPA-10 ou CPA-20.

Além das alterações descritas acima, a Anbima promoveu a adequação do conteúdo do programa, tanto de certificação como de atualização. As mudanças não são significativas, pois tratam basicamente de adaptar o conteúdo programático as modificações no edital e códigos de regulação e melhores práticas da entidade. As mudanças passam a valer a partir de 01/01/2019.

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas.

A SELIC e o seu bolso

Você em algum momento já deve ter se perguntado: mas afinal o que é essa tal taxa SELIC e para que serve?

Na verdade, a SELIC tem dois significados, primeiramente vamos entender o que é a SELIC Meta e qual a sua finalidade.

A SELIC Meta é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Nestas reuniões, os membros do Copom discutem uma série de fatores que afetam a economia.

A estimativa para a inflação, por exemplo, tem o objetivo de estabelecer qual será a taxa básica daquele período. São realizadas 8 reuniões anuais. A SELIC é utilizada para manter a inflação dentro do patamar especificado, pois o objetivo da política monetária é manter a inflação sobre controle.

Já a taxa SELIC Over é a taxa média ponderada das operações realizadas entre as instituições financeiras pelo prazo de um dia, com a garantia de Títulos Pública Federal. Resumidamente um banco toma dinheiro emprestado de outro oferecendo como garantia títulos públicos e se comprometendo a quitar o empréstimo no dia seguinte. Esta operação é conhecida como “Operação Compromissada”.

A Taxa SELIC, a partir de 01/01/1998 é divulgada em percentual ao ano, considerando o ano base de 252 úteis, ou seja, é calculada apenas sobre dias úteis.

Utilizada como paramento, pelos bancos, para fixar as taxa que cobrarão nos empréstimos ou as taxas que pagarão nas aplicações;

Calculada e divulgada diariamente pelo SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia, daí o nome Taxa SELIC.

Resumidamente quando acontece a elevação da SELIC os investidores preferem emprestar dinheiro ao governo, uma vez que o rendimento fica atrativo. Por outro lado, quando a SELIC cai, os investidores dão preferência por resgatar os recursos aplicados uma vez que o rendimento dos títulos públicos diminui e desta forma os recursos resgatados irão transitar pelos bancos que são “obrigados” a emprestar dinheiro ao consumidor em busca de obter um retorno maior. Desta forma, quanto maior a SELIC, mais “caro” será tomar dinheiro emprestado das instituições financeiras, pois que haverá menos dinheiro disponível

Pense em dinheiro como uma mercadoria como outra qualquer. Também neste caso será aplicada a lei de oferta e procura, ou seja, quanto menos dinheiro circulando mais caro será, maior a quantidade de dinheiro circulando menos ele custará.

Além de controlar o acesso ao crédito a SELIC também contribui para o controle de entrada e saída de investimentos estrangeiros. O investidor atraído por uma taxa de juros mais alta faz ingressar mais dinheiro no país e quanto maior a entrada de dólares no país, menor a cotação dessa moeda norte-americana e vice-versa.

As pessoas normalmente reclamam dos juros altos uma vez que diminuem o consumo, o que acaba prejudicando o comércio e a indústria, pois o consumo tende a diminuir em função da dificuldade de financiamento. A redução das vendas no comércio provoca queda nos pedidos à indústria que por sua vez reduz a produção, o que em um segundo momento tem como consequência a elevação do desemprego, provocando a retração da economia.

Outra consequência da elevação na taxa básica de juros é o ingresso no sistema financeiro brasileiro de capital estrangeiro que tem a única finalidade de aproveitar o momento de juros elevados. Como mostrado acima, isso provoca uma redução da diferença entre o Real e o dólar, pois se trata de capital especulativo. A redução da diferença entre o Real e o dólar torna o produto nacional menos atrativo, se comparado aos produtos estrangeiros, e desta forma reduz as exportações agravando ainda mais os reflexos sobre a economia. Como estes recursos podem sair daqui a qualquer momento vai provocar oscilação na moeda norte-americana.

O consumidor é afetado, pois a SELIC é o “termômetro” para a fixação das taxas de juros praticadas no país: cartões de crédito, empréstimo pessoal, cheque especial, crediário, poupança e as várias modalidades de aplicações financeiras disponíveis no mercado. Até o mercado de ações sofre os impactos das altas e baixas da SELIC.

Como a taxa SELIC Over surge dos empréstimos realizados entre bancos é a partir desta taxa média que as instituições financeiras irão definir qual taxa cobrarão para conceder um empréstimo ou qual a taxa irão pagar em um título de renda fixa. Quanto menor o patamar da SELIC, mais “barato” fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo.

Contudo, essa relação não é direta. No momento em que a autoridade monetária (BC) reduz a SELIC Meta, essa queda não é repassada de imediato ao consumidor. Isso ocorre porque as instituições financeiras embutem nos financiamentos, os impostos (IOF), a inadimplência, suas despesas administrativas e ainda o seu lucro. A diferença entre a taxa que as instituições pagam para tomar dinheiro emprestado de seus clientes (títulos de renda fixa) e o que cobram no momento de conceder um empréstimo é o conhecido por “spread bancário”.

Por outro lado, os juros pagos pelas instituições financeiras também sofrem a influência da SELIC, pois as pessoas que conseguem um equilíbrio em sua vida financeira, ao poupar o excedente vai conseguir um melhor rendimento. De uma maneira geral, quanto maior a SELIC, maior o rendimento das aplicações de renda fixa (CDB, LCI, LCI e até a Caderneta de Poupança) no momento da aplicação.

Então, muita atenção com as altas e baixas da taxa SELIC na hora de tomar ou emprestar dinheiro no mercado financeiro.

Anbima promove mudanças nas regras e conteúdo para certificação e atualização

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas.

A certificação é regulamentada  pelo Banco Central através da Resolução 3.158/03 que visa estabelecer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar no Brasil precisam tomar medidas visando que seus colaboradores, para exercerem as atividades de distribuição e intermediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica.

A mesma linha a autoridade monetária publicou a Resolução 3.309/05 que dispõe sobre a certificação de empregados das cooperativas de crédito e sobre a atuação dessas instituições na distribuição de cotas de fundos de investimentos.

Visando atender aos dispositivos legais a Anbima assumiu o compromisso de elaborar e manter um  programa  detalhado com o objetivo de permanecer sempre alinhado à legislação em vigor, objetivando  a inclusão de novos assuntos, tão logo o dinamismo e a evolução do mercado de capitais venham torná-los relevantes e essenciais.

Desta forma, as alterações no conteúdo dos Códigos elaborados e mantidos pela Anbima são atualizados sempre que necessário, dentre as alterações que entraram em vigor em 02/07/2018 está a cessação da prova para a renovação das certificações da CPA-10 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 10) e da CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 20). Segundo o código em vigor a renovação dessas certificações serão realizadas unicamente por meio de cursos, seja oferecido pela própria Anbima ou pelo mercado. Igualmente, a atualização do CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA)  será também realizada por meio de  curso oferecido pela Anbima ou pelo mercado.

Para os profissionais que atuem em instituições financeiras o prazo foi mantido em cinco anos, entretanto para quem exerça atividades em cooperativas de crédito, entidades seguradoras e de previdência complementar ou  instituições de agente autônomo de investimento , o prazo para atualização da certificação será de três anos.

Cabe esclarecer que para quem contratou curso de atualização antes de 02/07/2018, a Anbima vai considerar como válido para efeitos de renovação, desde que respeitado o prazo de vencimento.

Outra alteração promovida pela Anbima foi provocada pela entrada em vigor da Instrução 558/15 da CVM, que permitiu que os gestores comercializem seus próprios fundos, assim além da CGA, os profissionais deverão obter uma certificação pertinente à função de distribuição de produtos, ou seja, CPA-10 ou CPA-20.

Além das alterações descritas acima, a Anbima promoveu a adequação do conteúdo do programa, tanto de certificação como de atualização. As mudanças não são significativas, pois tratam basicamente de adaptar o conteúdo programático as modificações no edital e códigos de regulação e melhores praticas da entidade. As mudanças passam a valer a partir de 01/01/2019.

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas. A certificação é regulamentada  pelo Banco Central através da Resolução 3.158/03 que visa estabelecer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar no Brasil precisam tomar medidas visando que seus colaboradores, para exercerem as atividades de distribuição e intermediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica. A mesma linha a autoridade monetária publicou a Resolução 3.309/05 que dispõe sobre a certificação de empregados das cooperativas de crédito e sobre a atuação dessas instituições na distribuição de cotas de fundos de investimentos.Visando atender aos dispositivos legais a Anbima assumiu o compromisso de elaborar e manter um  programa  detalhado com o objetivo de permanecer sempre alinhado à legislação em vigor, objetivando  a inclusão de novos assuntos, tão logo o dinamismo e a evolução do mercado de capitais venham torná-los relevantes e essenciais.

O que analisar antes de investir

Antes de escolher onde aplicar o capital disponível é fundamental que decidamos como estes recursos serão utilizado futuramente, pois essa decisão será determinante na hora de optar pelo tipo de investimento. Por isso, a importância de listar seus objetivos e direcionar para cada tipo de aplicação o dinheiro necessário para atender a cada propósito. Caso existam mais objetivos que sua capacidade de poupança, deve-se buscar eleger quais os mais importantes.

Os objetivos de investimento podem ser classificados em termos mais específicos, como, por exemplo, “compra de uma casa”, ou mais gerais, como, “formação de poupança para utilização futura” ou “aquela viagem dos sonhos”, etc. Porém, especificá-los melhor pode ajudar na hora de escolher o investimento mais adequado, principalmente se a cada um estiver associada uma estimativa de valor.

Conscientemente ou não, somos forçados a escolher entre quatro aspectos importantes no instante de optar pela melhor alternativa ao aplicar nosso dinheiro: o risco (possibilidade de não conseguir o retorno esperado), o retorno, a liquidez (a facilidade em resgatar a aplicação) e o valor mínimo para investimento.
Um conceito deve estar sempre em mente: é pouco provável que encontremos em uma única modalidade de investimentos estes quatro atributos perfeitamente alinhados. Senão vejamos, as aplicações em ações são consideradas alternativas de alta rentabilidade, porém a volatilidade (risco) é considerada alta. Já a caderneta de poupança combina alta liquidez e baixíssimo risco, contudo seu rendimento é considerado irrisório. Dependendo das circunstancias e da situação da economia, a poupança não conseguem nem repor a inflação.

E por falar em risco, uma das coisas mais importantes que devemos entender é que não existe retorno sem risco, ou seja, quanto maior ou menor o risco de um determinado investimento, maior ou menor o retorno esperado.

Então, o retorno de um investimento está diretamente associado aos riscos dos ativos e valores mobiliários que compõem a carteira de investimentos.

Esta possibilidade de escolha está representada no gráfico baixo.

Entendendo:

O início da reta pontilhada representa os ativos que costumam ser chamados de “Livres de Risco”. Este tipo de ativo, para uma taxa conhecida como taxa livre de risco, é geralmente representado por títulos do governo, pois estes apresentam baixo risco de default (inadimplência) e alta liquidez.

Conforme caminhamos para a direita na linha horizontal (risco), o grau de incerteza perante o retorno esperado aumenta, pois estaríamos investindo em ativos de maior risco, como fundos de investimento, dólar, ações, derivativos, etc. É importante que entendamos qual nível de risco é o mais adequado ao nosso perfil.

Conhecer nossa tolerância ao risco é fundamental para traçarmos uma estratégia de longo prazo. A nossa tolerância ao risco expressa a quantidade de volatilidade que conseguimos aceitar, resumidamente o quanto estamos dispostos a ganhar ou perder.

O quesito liquidez também é um aspecto muito relevante ao se optar por uma modalidade ou outra de investimento. Em que pese à facilidade de se comprar e vender uma ação de 1ª linha (as mais negociadas), por exemplo, saber o exato momento de realizar uma ou outra operação não é uma tarefa das mais fáceis: nesta modalidade de aplicação é aconselhável ter um horizonte de tempo de longo prazo, especialmente em função da volatilidade. Assim, para ter relativo sucesso neste segmento do mercado financeiro são necessários paciência e sangue frio.

Mas como fazer?

A grande dúvida da maioria das pessoas está em compreender como equilibrar estes fatores no momento de optar pela modalidade de aplicação mais adequada a sua necessidade, neste caso será aconselhável privilegiar o fator que melhor atenda aos nossos objetivos deixando os outros aspectos em segundo plano.

Mais uma vez, entenda que dificilmente conseguiremos combinar todos estes fatores em uma única modalidade de aplicação financeira.

Por exemplo, para acumular recursos objetivando uma renda extra na aposentadoria, a liquidez, ou seja, facilidade em resgatar o dinheiro não é prioridade, e sim, o rendimento da aplicação escolhida.

Como vimos acima, um rendimento maior, normalmente é acompanhando de maiores riscos.

No caso de uma reserva de recursos para aposentadoria uma alternativa interessante seria aplicar em títulos da dívida federal como a NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional). Através do Tesouro Direto, é possível adquirir uma NTN-B Principal com vencimento em 2040, que tem como característica básica a proteção do capital contra a variação da inflação e ainda pagar juros prefixados (que em 13/06/2018 eram de 5,8666% ao ano).

Esta modalidade de investimento é garantida pelo Tesouro Nacional que recompra esses títulos de segunda a sexta-feira, a partir das 09;30hs até as 05:00hs, o que garante a liquidez destes ativos. É importante ressaltar que o valor de compra ou venda é o mesmo praticado pelo mercado. Porém é preciso estar atendo ao fato de que resgates antes do vencimento podem acarretar prejuízos para o investidor em função das oscilações nas taxas de juros de mercado, por este motivo é de vital importância tomar a decisão de investimento de forma consciente. No vencimento, este risco deixa de existir, pois a taxa a ser paga será a mesma combinada no momento da aplicação.

O investimento em ações, para acumular recursos para aposentadoria, pode ser também uma alternativa interessante, pois no longo prazo, em tese, podemos esperar que o preço da carteira de ações escolhida se recupere de eventuais recuos que por ventura tenham ocorrido no meio do caminho. Não cometa o erro de aplicar em ações, pensando em aposentadoria, o dinheiro que pode ser necessário para situações de emergência.

O horizonte de tempo é outro fator que deve ser pesado no momento de escolher a melhor alternativa para aplicar seus recursos. Pessoas mais novas tendem a ter uma capacidade maior para correr riscos em suas aplicações, pois seu horizonte de aplicação é maior. Por sua vez, uma pessoa de mais idade deveria evitar investimentos mais arriscados. Entretanto, esta situação vai depender, sobretudo, do perfil do investidor.

Tem gente que não suporta o menor nível de risco.

Por outro lado, se o objetivo é uma viagem de férias programada para o próximo ano, os recursos necessários deveriam ser aplicados em CDB corrigido pela variação do CDI ou um fundo DI, que garantem maior liquidez e menor volatilidade. Nesta situação deve-se priorizar a liquidez. Não podemos, neste caso, correr o risco de perder parte do dinheiro.

Se a viagem programada for para o exterior, a preocupação com o risco deve ser maior ainda, pois a variação dos preços da moeda estrangeira pode impedir que o objetivo seja alcançado. Um fundo cambial (que acompanha o vaivém da taxa de câmbio), seria a opção mais indicada, pode acontecer de não apresentar o retorno mais atrativo do mercado em muitas ocasiões, mas nestes casos rentabilidade é o que menos importa. O relevante nesta situação é que tenhamos a quantidade de dólares suficiente para que possamos realizar a viagem. Assim, caso o dólar suba ou caia 30% teremos a quantia necessária para cumprir nosso objetivo.

Formar uma reserva financeira para emergências também exige uma observação à parte. A grande maioria dos consultores financeiros recomenda que guardemos o equivalente a seis meses de nossas despesas mensais para situações imprevistas.

O que priorizar? Eis a questão!

Um aspecto que deve ser considerado é que nem todas as pessoas tem condições para acumular seis meses de suas despesas de uma hora para outra. Nos casos em que a renda for baixa, e a manutenção da família consumir boa parte dela, não haverá condições de se formar essa reserva no curto prazo.

Nessas situações, é indicada a elaboração de um planejamento e desta forma estabelecer em quanto tempo se pretende acumular tais recursos. Em um, dois ou três anos?

Reserva para emergência formada, o horizonte de tempo aumenta e desta forma é possível correr um pouco mais de riscos. Para esta reserva já formada, o retorno é importante, mas a “segurança” é ainda mais. Uma aplicação em titulo público corrigida pela variação da taxa Selic Over, um CDB atrelado a variação do CDI ou fundo de perfil conservador (DI ou Renda Fixa) são as alternativas mais indicadas.

O raciocínio neste caso seria: já temos uma reserva para seis meses podemos arriscar um pouco mais. Logo, para os recursos que pouparmos a mais, poderíamos pensar em investimentos um pouco menos conservadores.

Mas nada do que foi colocado anteriormente fará sentido sem o mínimo de conhecimento, pois é preciso entender que o mercado financeiro e de capitais, tem grande importância para o ambiente econômico, principalmente na medida em que os negócios enfrentam uma concorrência cada vez maior.

Aqueles dispostos a investir seus recursos nesse mercado, precisam estar atentos para que consigam trabalhar seu capital de melhor forma possível, seja para aplicar ou para financiar seus investimentos. Como o nosso mercado, assim como em outros países, está sempre em mutação, é necessário nos manter atentos e atualizados sobre tudo o que vem ocorrendo.

A experiência no mundo dos investimentos irá aprimorar a capacidade de empregar bem seu capital, fazendo com que o patrimônio líquido familiar possa crescer a cada dia.

A falta de conhecimento por sua vez irá limitar o acesso ao mercado de capitais, visto que um investidor racional jamais deverá aplicar seus recursos em um mercado ou produto que não conhece.

A lição que fica é: nunca vá na “onda do momento” ou confie naquela “dica quente”, e aplique seu dinheiro em uma modalidade de investimento que não conheça.

Fica a dica!

Informação e o mercado

A Informação assume, atualmente, grande importância no processo de tomada de decisão. Ela torna-se fundamental, principalmente, quando o objeto de análise é uma alternativa de investimento ou mesmo aplicação financeira, seja em que nível for, o compramos no mercado financeiro é basicamente informação.

A Moderna Teoria do Portfólio é, hoje, largamente utilizada para a toma de decisões de investimentos. Muitos dos conceitos da Moderna Teoria do Portfólio foram produzidas durante a década de 1960.

Os preceitos dessa teoria afirmam que os mercados financeiros são eficientes, pois os investidores tomam suas decisões de forma racional, informados e agem exclusivamente com as informações disponíveis. Uma vez que todos têm acesso ao mesmo conjunto de informações, todos os ativos negociados constantemente e todos tem seus preços fixados corretamente. Desta forma, os preços permanentemente reproduzem todas as informações disponíveis publicamente e não há nenhuma maneira de qualquer investidor comprar um ativo a um preço vantajoso.

O conceito de que os mercados são e agem de forma eficiente é um dos princípios fundamentais da Moderna Teoria das Carteiras. A suposição dos mercados eficientes propõe que os preços retratam o tempo todo as informações disponíveis sobre um ativo e/ou mercado. Uma vez que todos os participantes têm acesso ao mesmo conjunto de informações, nenhum investidor levará vantagem na projeção de retorno dos preços dos ativos.

O conceito de informação deriva do latim e significa um processo de comunicação ou algo relacionado com comunicação, mas na realidade existem muitas e variadas definições de informação, cada uma mais complexa que outra. Podemos também dizer que informação representa um recurso que tem por objetivo o acumulo de conhecimento, ou, mais especificamente, informação é tudo o que reduz a incerteza, um instrumento de compreensão do mundo e da ação sobre este.

A informação tornou-se uma necessidade crescente para qualquer setor da atividade humana e é indispensável .

Quando o assunto é planejamento financeiro pessoal, informação torna-se o principal instrumento para o perfeito controle financeiro.

O planejamento financeiro resulta da aplicação dos princípios de finanças aos efeitos monetários resultantes das decisões dos indivíduos e das famílias. Retrata o estabelecimento de metas para o acumulo de recursos que irão formar o patrimônio de um indivíduo de uma família. Com este planejamento conseguimos responder questões do tipo: o que fazer com o dinheiro acumulado? Como fazer para alcançar determinado objetivo? O que fazer para conseguir guardar dinheiro? O que fazer com o dinheiro que acumulado até a data em que vou usá-lo?

Para elaborar um planejamento financeiro, informação é o elemento principal.

O orçamento pessoal e seu fluxo de caixa representam um conjunto de informações, é de grande importância, para o processo do planejamento de investimento, pois permite identificar a sua capacidade de poupança ou necessidade de financiamento com crédito.

Uma vez definido o planejamento financeiro, se faz necessário avaliar o conhecimento sobre investimentos, pois é um fator de grande importância para que se efetue a avaliação do perfil de risco do investidor. Alguém que já tenha passado por momentos de dificuldade no mercado financeiro, tenderá a lidar melhor com situações adversas e optar por alternativas de investimento à sua disposição do que outro investidor com pouca experiência.

Outro fator importante para definição do perfil de risco, aliado a experiência com investimentos, é o grau de conhecimento do investidor sobre os produtos a disposição no mercado . Se o investidor conhecer as características de risco e retorno dos diversos produtos de investimento aumenta sua capacidade para tomar risco, dentre outros fatores.

O mercado financeiro e de capitais, tem grande importância para o ambiente econômico, principalmente a medida em que os negócios enfrentam cada vez mais concorrência.

Aos que estiverem dispostos a investir seus recursos nesse mercado, precisam estar atentos para que consigam trabalhar seu capital de melhor forma possível, seja para aplicar ou para financiar seus investimentos.

Como o mercado financeiro ao redor do mundo está sempre em mutação, é necessário se manter atento e atualizado sobre tudo ocorre tanto na economia, política e ativos.

A experiência no mundo dos investimentos dente a aprimorar a capacidade de empregar bem o capital, fazendo com que o patrimônio líquido familiar possa crescer dia a dia.

A falta de conhecimento por sua vez irá limitar o acesso ao mercado de capitais, visto que um investidor racional jamais deverá aplicar seus recursos em um mercado ou produto que não conhece. Logo, informação é primordial.

Nossa vida e a influência do dinheiro

Você já parou para pensar que desde muito cedo o dinheiro faz parte de nossas vidas e que para tirarmos o melhor proveito dele é imprescindível saber como usá-lo em nosso favor e da melhor forma possível? A busca pelo equilíbrio financeiro passa necessariamente por adquirir os conceitos e conhecimentos práticos sobre a melhor maneira de lidar com o dinheiro, o que vai contribuir para que sua vida financeira seja mais tranquila.

Uma reflexão mais profunda a respeito do mundo em que vivemos vai nos mostrar que atualmente o grau de complexidade é muito maior que o verificado em gerações passadas, especialmente no que diz respeito a finanças. Mas, uma observação mais atenta vai relevar que, apesar da evolução social e financeira, a maioria das pessoas tem uma educação financeira muito aquém da ideal. A sociedade em que vivemos é extremamente consumista e este consumismo facilitado pela abundância de crediário tem provocado o endividamento desmedido das famílias, o que em um segundo momento provoca a redução da renda e consequentemente a privação de um consumo de melhor qualidade do ponto de vista da satisfação das necessidades essenciais.

Informação, conhecimento, estas as palavras chaves quando o assunto é finanças, entretanto a maior parte das pessoas não está preocupada em buscar este conhecimento, que a princípio vai possibilitar uma gestão mais equilibrada em sua vida financeira.

Esta questão preocupa, pois não temos a cultura, a organização financeira como foco. Nossas crianças não são educadas para lidar com esta situação, pois nas escolas pouco ou nada se fala sobre o assunto. As crianças tornam-se adultos, partem para o mercado de trabalho sem a menor noção de como gerenciar a sua vida financeira. Por sua vez, as empresas também não dão a devida importância ao tema e muito pouco investem nesta área. Nos “papos de botequim” ou no chá com as amigas o assunto, gestão financeira pessoal, dificilmente é tratado, talvez por constrangimento, mas geralmente por falta de conhecimento. Observando-se o núcleo familiar percebemos que na grande maioria dos casos não se criou o habito de discutir e elaborar um orçamento familiar. Assim, em que pese todos nós termos que lidar frequentemente com o assunto dinheiro, são poucas as pessoas que criaram o saudável habito de buscar informar-se para poder melhor gerir seus recursos.

Uma triste constatação é que a maior parte das pessoas não tenha muito interesse pelo assunto por acreditar que conhece mais do que realmente sabe, e desta forma fica a falsa impressão de compreendermos os conceitos e práticas ligados à gestão financeira. Segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em maio/2017 o percentual de famílias endividadas chegou 57,6%, um recuo de 1,3 ponto percentual se comparado ao mês de abril após três períodos de alta. O indicador também ficou abaixo dos 58,7% observados no mesmo período do ano passado. Entretanto, em que pese à queda do percentual de famílias endividadas, a proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso apresentou leve aumento, alcançando 24,2% em maio, ante 24,1% em abril e 23,7% em maio de 2016. Estatisticamente, 3 em cada 4 famílias sentem alguma dificuldade para chegar ao fim do mês com seus rendimentos. E você, como cuida do dinheiro? Vamos juntos descobrir como administrar melhor e de maneira mais eficaz seus recursos financeiros?

Como dizia Fernando Pessoa, a vida é a maior empresa do mundo e devemos administra-la da melhor maneira possível. Mas para que possamos realizar esta tarefa precisamos entender que finanças é um departamento das nossas vidas e se um departamento não funcionar adequadamente, certamente comprometerá o funcionamento dos demais.

Assuma a administração de sua vida financeira e seja feliz!

Os passos para construir o controle financeiro pessoal

Como pudemos observar em outros artigos publicados nesta página, para ter uma vida financeira equilibrada é necessário planejamento e disciplina, mas para que isso aconteça você tem que tomar a inciativa de organizar o seu orçamento doméstico.

A partir daí, investir e fazer crescer o seu patrimônio.

Para contribuir e incentivar esta mudança de paradigma, relacionamos algumas dicas que podem ajudar nesta nova etapa da gestão.

Planejamento, a base de tudo.

Primeiramente é preciso saber como e onde o seu dinheiro está sendo gasto.

Sendo assim, o primeiro passo é organizar um orçamento pessoal. Faça o acompanhamento mensal de receitas e despesas, para realizar este acompanhamento é primordial a utilização de um sistema, que pode ser um aplicativo ou uma planilha eletrônica.

O importante é registrar todas as suas receitas e despesas.

Fatores que afetam sua vida financeira.

O PIB recuou, inflação e o dólar subiram o Copom elevou a taxa Selic.

Mas afinal em que isso afeta minha vida financeira?

Sempre que há alguma alteração nas variáveis econômicas temos que avaliar se há a necessidade de reprogramar nosso orçamento para que possamos enfrentar um momento de crise ou mesmo uma situação favorável

No caso de elevação dos índices de inflação, queda no PIB e elevação dos juros pelo Copom, o reflexo é negativo, pois inflação mais alta significa maiores preços e os juros são elevados para inibir o consumo, pois as taxas cobradas nos financiamentos, cheque especial e cartão de credito serão maiores, o que leva a um aumento das despesas mensais.

Em momentos de crise ou aperto da economia, mesmo tendo uma fonte de renda, a melhor alternativa é fazer uma reserva para situações imprevistas que estes períodos podem acarretar.

Compare e pechinche uma das alternativas a nossa disposição nos dias atuais é o de poder comparar os preços com maior facilidade.

Lembre-se: esta estória de vender em 10 vezes sem juros não existe, negocie sempre um desconto para pagamento à vista.

Já ouviu falar em quarentena dos desejos?

Pois é, primeiramente devemos evitar as compras por impulso.

É preciso avaliar com cuidado se há necessidade de trocar seu jogo de sofá por um novo ou a televisão de LED por uma Smart TV, pode ser que hoje você tenha certeza absoluta de que precise destes objetos, mas será que daqui a algum tempo você estará pensando da mesma maneira?

Não queremos dizer com isso que você deva reprimir os seus desejos, mas é necessário adotar uma postura mais analítica para não comprar e se arrepender depois.

Planejar é fundamental

Como discutimos no artigo “Sonhos, planos e realidade”, todos nós temos objetivos de vida, mas para que possamos coloca-los em prática, e torna-los reais é fundamental planejar.

A importância das metas para o sucesso de seu planejamento

Meta pode ser definida como um caminho ou o passo-a-passo para se chegar a um objetivo. É um marco, um limite, um desafio, algo que se pode realizar, uma etapa a ser atingida dentro de um objetivo, no seu topo ou em parte. Resumidamente, as metas são os recursos utilizados para converter seu planejamento em sucesso.

Desta forma defini-las é o primeiro passo que se deve adotar, entretanto não defina metas muito ambiciosas logo de início, pois é natural encontrar dificuldades e neste estágio metas muito agressivas podem desestimular e jogar por terra todo o planejamento realizado. Estabeleça metas possíveis de serem atingidas e vá aumentando aos poucos. Assim as chances de alcançar os objetivos serão muito maiores.

Uma nova maneira de olhar

Outra mudança que precisa ser feita é a de avaliar as receitas e despesas apenas sob o prisma de curto prazo. Temos que começar a elaborar um orçamento para as nossas receitas e despesas anuais. Pois, existem algumas despesas que acontecem em apenas um período, tais como: matricula da escola dos filhos, renovação do seguro do carro, IPVA e IPTU e outras que podem variar de pessoa para pessoa.

O planejamento anual do orçamento é uma ferramenta de extrema importância estratégica, pois com ele é possível determinar metas, planos e ações que ajudam nas tomadas de decisão referentes aos seus projetos.

Com o planejamento anual, também é possível averiguar a sua real situação financeira, verificando possibilidades que podem fazer com que as metas e objetivos sejam alcançados de formas mais satisfatórias.

Viva dentro das suas possibilidades

A “dica” é manter um estilo de vida compatível com a sua capacidade financeira. Isso significa que em nenhuma circunstância, deve-se gastar mais do que se ganha.

Parece obvio, mas é isso que levam as pessoas ao descontrole financeiro. Geralmente quem gasta além de suas possibilidades, o faz comprando o que não precisa, com o dinheiro que não tem para agradar a quem não gosta.

Adote o estilo de vida compatível com a sua capacidade financeira do momento, e à medida que conseguir gastar menos do que ganha, poupe e gradativamente melhore o seu padrão de vida.

Invista em sua Educação Financeira

Não aplique o dinheiro, que você conseguiu poupar com tanta dificuldade, sem que conheça minimamente as alterativas de investimentos que pretende fazer. Entenda que ao investir seus recursos no mercado financeiro você está comprando basicamente informações e quanto mais bem informado você estiver menos riscos corre.

Educação Financeira não está ligada apenas em aprender como gastar pouco, mas saber quando e como investir, também faz parte deste processo.

Aprenda o básico sobre cálculos financeiros

A Matemática Financeira é uma ferramenta que estuda os efeitos das taxas de juros e do tempo sobre o dinheiro, desta forma é importante que você tenha algum conhecimento sobre o assunto, pois pode ser útil na análise de algumas alternativas de investimentos ou financiamentos de bens de consumo.

Em muitas situações a falta deste conhecimento leva a erros que podem ser catastróficos e induzir a tomar decisões no mínimo equivocadas.

Alavancagem, nem pensar  !!

Alavancagem financeira, consiste na utilização de recursos de terceiros (empréstimos e financiamentos) para obter um maior resultado.

A alavancagem pode não ser de todo ruim, mas você já deve ter ouvido alguém dizer ter dinheiro aplicado em caderneta de poupança e reclamar que está endividado no cartão de crédito e que também não aguenta mais pagar os juros do cheque especial. Esta é uma situação conhecida comumente como “alavancagem deficitária”,  é o pior tipo de alavancagem que possa existir. É imponderável que algumas pessoas tenham dinheiro na poupança rendendo TR + 6,17 ao ano (8,29% em 2016) e com dívidas no cartão de crédito que em 2016 cobrou juros de 484 %    isso mesmo !!

Se tiver recursos suficientes o ideal é se livrar logo das dívidas .

Troque ou venda o que não te serve

Não sabe o fazer com o jogo de sala antigo, ou ainda com aquela TV que está encostada em um canto sem uso?

Sabe aqueles sites de venda pela internet?

São uma ótima opção para se desfazer destes objetos que não  servem mais. Então anuncie a venda ou troca por algo de seu interesse ou que precise.

Desta forma, talvez possa reduzir o custo da compra do jogo de sala novo e assim contribuir para manter o seu orçamento equilibrado .

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Promova o uso compartilhado. Os norte-americanos tem um hábito salutar de compartilhar determinados bens que não utilizam com frequência.

A lógica é : se não for algo que o uso seja constante, a compra se mostra uma alternativa muito onerosa. Se necessitar de algo para utilização em um curto período não o compre, tome emprestado ou alugue.

Esta prática permite que, além de economizar, pratiquemos o desapego.

A importância do orçamento familiar

Para transformar sonhos em realidade é preciso estabelecer metas claras e objetivas, que geralmente necessitam de recursos financeiros para que sejam atingidas. Desta forma, controlar o orçamento pessoal ou familiar é vital. Para um bom planejamento financeiro, é imprescindível que toda a movimentação de recursos – incluindo todas as receitas, despesas e investimentos – esteja organizada. Isso inclui a participação e o comprometimento de cada membro da família, considerando os diferentes perfis de comportamento financeiro de seus integrantes.

Elaborar o orçamento familiar exige disciplina, desta forma, extremamente importante para lidar melhor com a vida financeira dentro de casa.

É um instrumento para desenvolver e incorporar novos hábitos à rotina, porém, ainda, representa uma alternativa para gerenciar o seu patrimônio. Contudo, nem todos alcançam os resultados almejados.

O planejamento definido a partir do orçamento familiar é um impulso importante na realização dos seus planos pode dar muito mais liberdade para investir recursos em algo, como um bom imóvel, boas escolas para os filhos ou mesmo para você, ou ainda naquela viagem dos sonhos. Entretanto, a maior parte das pessoas não atingem os resultados almejados.

Nessas situações, o motivo pode ser um orçamento executado sem disciplina ou comprometimento necessário, mas com alguns ajustes é possível corrigir os principais problemas e obter, a partir daí bons resultados. Acompanhe a seguir uma das várias metodologias para a organização de um orçamento familiar e tente encontrar onde você pode estar errando.

1ª Etapa – Levantamento das receitas e despesas mensais

Inicialmente você deve registrar toda e qualquer fonte de rendimento, ou seja, qual a origem de suas receitas mensais. Aponte não apenas a fonte de sua renda, mas também os valores delas resultantes. Estes valores podem ser originários de salários, algum aluguel recebido, uma atividade extra, bem como outros benefícios regulares. No caso de existirem fontes de renda extra, mas eventuais, é preciso calcular uma média mensal para incluí-los no orçamento. Uma vez realizado o levantamento das receitas é hora de definir e registrar quais são as suas despesas, ou seja, quais as obrigações que frequentemente você precisa cumprir, tais como, despesas com energia, água, aluguel, impostos, sejam elas mensais, anuais ou outra periodicidade qualquer. Neste caso é crucial o registro, seja em papel, planilha eletrônica ou mesmo em um aplicativo instalado em seu computador, tablet ou smartphone.

2ª Etapa – Coleta de informações

Como forma de facilitar a identificação de suas despesas, procure basear suas informações em documentos, tais como, suas faturas, ou alguma espécie de documento que comprove o pagamento de uma conta (extratos bancário e de cartão de credito mensais ou anuais, comprovantes de pagamento, etc.). Este levantamento vai possibilitar que você conheça a real dimensão das despesas de sua família, estes dados são indispensáveis para a compreensão das receitas vinculadas às suas obrigações. O objetivo principal é levantar exatamente quais são as suas receitas e despesas. É importante entender que não é o caso de prever quais as despesas, mas de efetivamente conhece-las. Desta forma, nessa etapa todas as informações são muito importantes.

3ª Etapa – Separar despesas frequentes das eventuais

As despesas consideradas fixas são aquelas que aparecem, regularmente todos os meses. Essas obrigações podem se dividir em prestações da casa própria, carro, assinatura de TV a cabo, internet, telefone, mensalidade da escola das crianças, planos de saúde ou mesmo impostos, por exemplo. Por sua vez, os gastos tidos como variáveis podem oscilar mês a mês, como, as despesas com supermercado, combustível, pedágio e vestuário é fundamental identificar as despesas principais e proceder à separação destas das ocasionais, ou seja, aquelas não tão relevantes especialmente quando o objetivo for controlar os gastos. Frequentemente proceder algum ajuste, mesmo nas despesas ocasionais, é uma tarefa das mais complicadas, especialmente se não houver o comprometimento de todos os membros do núcleo familiar. Algumas despesas são imprescindíveis, pois você não pode adiar o pagamento da prestação ou do aluguel do seu imóvel, mas pode substituir um item mais caro por uma mais barato no supermercado ou diminuir a frequência das refeições fora de casa, por exemplo.

4ª Etapa – Definindo o quanto gastar

Para conhecer o quanto, do seu orçamento, está disponível é primordial levantar qual a parcela que está comprometida com o pagamento de dívidas, contas e outros compromissos assumidos. Este levantamento é importante, pois o não cumprimento de uma obrigação pode acarretar sanções que podem elevar suas despesas futuras, uma vez que podem gerar multas e juros por atraso. Definidas as despesas outro ponto que deve ser pensado é a constituição de uma reserva para eventuais emergências. Tais reservas têm por objetivo nos prevenir de imprevistos como, problemas de saúde, manutenção do imóvel e no carro. A constituição de uma poupança só vai ocorrer após a definição clara das receitas e gastos mensais, logo, é necessário estar preparado para os momentos em que não haverá sobras após o pagamento de todas as contas e a reserva do montante destinado ao fundo para emergências. Esta condição mostra que o seu orçamento está apertado, no limite e você assumiu obrigações até o limite do que era possível. Este é um sinalizador para que nos próximos meses você não cruze essa linha! Economizar pode representar a redução de alguns gastos, eliminar algumas despesas consideradas supérfluas e abrir mão de pequenos confortos. Mas com disciplina, persistência e organização — além do esforço de toda a família —, é factível constituir uma boa poupança para que possa conquistar os seus objetivos.

As vantagens do orçamento e planejamento familiar

Como visto no início, para tornar seus sonhos reais é necessário estipular metas claras e objetivas, e de recursos financeiros para que sejam alcançadas. Por isso, controlar o orçamento pessoal ou familiar é vital. Para isso planejar cada passo é importante e que exige o comprometimento de todos os membros da família, mas a constância e persistência é o que no final vai fazer a diferença.

Pratique

  • O orçamento é uma ferramenta valiosa para que você consiga gerenciar sua vida financeira. Crie o saudável hábito de fazê-lo. Você só tem a ganhar.
  • Lembre-se da regra de ouro: o objetivo principal é ter orçamento superavitário. Mantenha suas despesas sempre menores que suas receitas. Em resumo, gaste menos do que você recebe.
  • No início, caso experimente dificuldades em fazer o orçamento, não desanime. É normal haver dúvidas ao iniciarmos procedimentos novos.
  • Lembre-se de que existem diversas ferramentas para você fazer e acompanhar seu orçamento, desde as mais simples, como um pedaço de papel e um lápis, até as mais sofisticadas, como planilhas e programas de computador. Use aquela com a qual você se sente mais confortável.
  • Após conseguir obter um orçamento superavitário, ou seja, gastar menos do que recebe, crie o hábito de fazer uma poupança, tanto para realizar seus sonhos, como para ter segurança em situações imprevistas ou de emergência.
  • O uso do dinheiro muitas vezes envolve não apenas você mesmo, mas também sua família mais próxima. Caso essa seja sua realidade, não deixe de conversar com seus familiares e traçar planos em comum, de modo que todos estejam compromissados com o que for definido no planejamento orçamentário.

Muitas vezes não é fácil encarar os gastos e a incerteza no orçamento é incômoda. Com a facilidade de acesso ao crédito nos últimos tempos, é natural que as pessoas estejam mais propensas a buscar atender as suas demandas reprimidas por anos e ao consumo desenfreado. Assim, controlar o impulso e analisar melhor a situação financeira real de sua família requer um mínimo de audácia, mas, principalmente, atitude. Ainda que não seja uma tarefa das mais fáceis exercer o controle, a elaboração de um orçamento familiar é bem mais simples. Há a disposição uma grande variedade de programas, planilhas e aplicativos que podem contribuir para execução dessa empreitada com menos complicação. Com os instrumentos apropriados, é absolutamente concebível proceder às mudanças necessárias e deixar o dinheiro trabalhar a seu favor.

Veja abaixo a integra do comunicado da Susep sobre as alterações para as famílias de fundos PGBL e VGBL

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Novas Regras Para as Famílias PGBL e VGBL

22/09/2017

Conselho Nacional de Seguros Privados acata os votos da autarquia para alteração das resoluções e para o desenvolvimento de uma nova linha de produtos

“A Susep mantém um amplo diálogo com as entidades representativas do setor de seguros e vem antecipando tendências. Estamos coordenando grupos e comissões com o objetivo de autorizar produtos cada vez mais customizados e prontos para atender às necessidades do novo consumidor e fomentar o mercado. Nesse sentido, antenada à transição demográfica da população brasileira e às discussões em torno da reforma da Previdência, a autarquia identificou um ambiente favorável para o aperfeiçoamento dos produtos de acumulação e propôs, ao Conselho, uma profunda revisão dos normativos desse segmento”. Com essas palavras, o titular da Superintendência de Seguro Privados, Joaquim Mendanha de Ataídes, comentou a deliberação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) de acatar o conjunto de sugestões da autarquia em relação ao Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e ao Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) e famílias.

A decisão ocorreu nesta sexta-feira, dia 22 de setembro, durante a 212ª sessão ordinária do CNSP, em Brasília. Na prática, segundo o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, as novas regras buscam estimular o desenvolvimento de um mercado de anuidades no Brasil em linha com os novos tempos. “Esse é mais um passo importante para o setor e para a sociedade, além de tornar o sistema mais ágil, menos burocrático e em certa medida inovador”, pontuou De Paula. “O Estado precisava abrir novas frentes em relação ao tema. Sabemos que o sistema tende a avançar mais nos próximos anos e quem ganhará com isso será o consumidor”, concluiu, informando que este ano, a Susep constituiu a Comissão Especial de Produtos de Previdência Privada e Vida que conta com representantes da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber). O conjunto de alterações proposto também contou com a importante contribuição da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Entre as cinco alterações propostas pela Susep está a possibilidade de transformação de parte da provisão de benefícios em renda nos produtos PGBL, PGBL Programado, VGBL e VGBL Programado. De acordo com o voto da autarquia, também fica autorizada a inserção da figura do Participante/Segurado Qualificado, tomando como exemplo o disposto na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 554/14 para investidor qualificado. Para mais, passa a vigorar a possibilidade de os fundos preverem remuneração com base em performance ou desempenho, além da taxa de administração; a atualização da tábua biométrica limite para AT-2000M; a previsão de regras de improvement de tábuas biométricas; e o aperfeiçoamento das cláusulas de vesting, sobretudo em relação à extinção do plano, da instituidora ou da inexistência de participantes vinculados ao plano coletivo.

Em síntese, o titular da Coordenação-Geral de Monitoramento de Conduta (CGCOM) da Susep, César da Rocha Neves, observa que as famílias PGBL e VGBL englobam mercados muito concentrados. “No caso do PGBL, em 2016, dez seguradoras eram responsáveis por 97% do total de contribuições e em relação ao VGBL, quatro seguradoras respondem por 92% dos prêmios”, explicou, acrescentando que as modificações propostas pela autarquia trarão mais fluidez e controle de riscos para as supervisionadas, redução do custo de capital e, principalmente, trarão mais transparência para o consumidor e a evolução dos fatores de renda oferecidos pelo mercado.

PGBL e família

Criado há 20 anos, em 1997, atualmente, há 20 sociedades seguradoras e Entidades Abertas de Previdência Aberta Complementar (EAPCs) comercializando o produto.

Criação de produtos:

· PGBL Programado – possibilita ao participante o planejamento de resgates programados em um único plano, sem prejuízo da conversão da provisão em renda atuarial;

· Plano com Desempenho Referenciado (PDR) – possibilita ao participante remuneração da provisão de rentabilidade do Fundo de Investimento Exclusivo (FIE), com critério de desempenho mínimo atrelado a um percentual de um índice de renda fixa.

Inovação de produtos:

· Plano de Previdência Vida Planejada: no plano com essa característica, o FIE, associado ao período de diferimento, deve apresentar percentual decrescente de exposição a investimentos com maior risco, especialmente em ativos de renda variável, ao logo do período de diferimento;

· Plano com Renda Imediata (PRI) com estrutura a termo de taxa de juros para cálculo do fator de conversão em renda: nesse caso, a estrutura pode ser elaborada pela própria sociedade seguradora/EAPC. A alteração visa a criar concorrência no mercado de seguros por meio de portabilidades para produtos mais atrativos;

· Planos com garantia de estrutura a termo de taxa de juros para cálculo do fator de conversão em renda: nesse caso, a estrutura deve ser elaborada por instituição independente, com conhecida capacidade técnica.

VGBL e família

Criado em 2001, atualmente, há 20 sociedades seguradoras comercializando o produto.

Criação de produtos:

· VGBL Programado – possibilita ao segurado o planejamento de resgates programados em um único plano, sem prejuízo da conversão da provisão em renda atuarial;

· Vida com Desempenho Referenciado (VDR) – possibilita ao segurado remuneração da provisão de rentabilidade do FIE, com critério de desempenho mínimo atrelado a um percentual de um índice de renda fixa.

Inovação de produtos:

· Vida Planejada: no plano com essa característica, o FIE, associado ao período de diferimento, deve apresentar percentual decrescente de exposição a investimentos com maior risco, especialmente em ativos de renda variável, ao logo do período de diferimento;

· Vida com Renda Imediata (VRI) com estrutura a termo de taxa de juros para cálculo do fator de conversão em renda: nesse caso, a estrutura pode ser elaborada pela própria sociedade seguradora. A alteração visa a criar concorrência no mercado de seguros por meio de portabilidades para produtos mais atrativos;

· Planos com garantia de estrutura a termo de taxa de juros para cálculo do fator de conversão em renda: nesse caso, a estrutura deve ser elaborada por instituição independente, com conhecida capacidade técnica.

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