
Para assistir ao relatório Nossa Visão em formato de vídeo, clique aqui.
Retrospectiva
O principal destaque da última semana, ficou para a reunião do COPOM que foi realizada no dia último dia 02, na qual, foi anunciado uma nova alta para na taxa Selic de 1,5 ponto percentual, assim passando de 9,25% ao ano (a.a.) para 10,75% a.a.
É a primeira vez desde maio de 2017 que o Brasil volta a ter a taxa básica de jutos em dois dígitos.
Já o Ibovespa, subiu cerca de 0,49%, indo para a quarta semana consecutiva de alta, fechando a semana em 112.244 pontos.
Na última semana, a câmara recebeu a pec dos combustíveis, que é uma proposta de emenda da constituição defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, e que permite a União, os Estados e Municípios, a zerar ou reduzir parcialmente a alíquotas dos tributos que incidem em cima dos combustíveis e o gás.
Já para essa semana, o foco estará voltado divulgação do Índice de Preço do Consumidor Ampliado (IPCA) do mês de janeiro, aos dados da economia, além da divulgação dos dados relacionados as vendas no varejo no mês de dezembro.
Já no resumo internacional, o foco ficou no aumento de tensão entre Rússia e Ucrânia, e no possível conflito entre os dois países. Já os Estados Unidos, deram a ordem para o envio de tropas para o leste europeu, para defender a Ucrânia de uma potencial invasão russa.
Já na China, após o feriado do ano novo lunar, tivemos a divulgação de alguns dados que aprontaram para leve expansão no país.
Tivemos também, a divulgação do Payroll americano. Na qual, foram divulgados os números em relação a criação de empregos americanos, números esses, que ficaram acima das expectativas dos mercados.
Relatório Focus
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 5,38% para 5,44% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA ficou em 3,50%. Para 2024, as estimativas se mantiveram em 3,00%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 0,30% em 2022. Para 2023, a estimativa caiu de 1,55% para 1,53%. Para 2024 a projeção se manteve em 2,00%, e para 2025, a projeção também se manteve em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor se manteve em R$5,60. Para 2023, a projeção se manteve em R$ 5,50. Para o ano de 2024, a projeção caiu de R$ 5,40 para R$ 5,39, e para 2025 a projeção caiu de R$ 5,39 para R$ 5,35.
Para a taxa Selic em 2022, a projeção se manteve em 11,75%. No ano seguinte, a projeção manteve a mesma para 8,00%. Em 2024 e 2025, as projeções também se mantiveram em 7,00%.
Para essa semana, além do IPCA do mês de janeiro, aos dados da economia real e dados no varejo no mês de dezembro, também teremos a divulgação da ata da última reunião do Copom.
Outra divulgação pelo Banco Central que acontecerá essa semana, será o IBC-Br, referente ao mês de dezembro, que costuma ser chamado de “prévia do PIB”. A expectativa é que o indicador apresente variação positiva mensal de 0,2%.
Essa semana teremos o discurso de Christine Lagarde, Presidente do Banco Central Europeu, na qual sempre é acompanhado pelos investidores de perto, pois costumam fornecer indicações sobre futuras mudanças na política monetária e nas taxas de juros.
Já nos Estados Unidos, serão divulgados os números das importações, exportações e balança comercial de dezembro. Além disso, os dados de inflação também serão divulgados. O índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro sairá ao final da semana, com expectativa de alta de 0,5%.
Na Europa, essa semana conheceremos os dados da inflação da Alemanha, além do PIB do Reino Unido.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento do país, segue sendo um tema de preocupação, principalmente devido as manobras do governo para ampliar o teto de gastos.
Outro fator que tende a trazer um cenário mais desafiador é a antecipação da corrida eleitoral, onde há uma expectativa de alta polarização entre os candidatos à presidência.
Sendo assim, permanece a recomendação de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.
Já em fundos de médio e curto prazo, houve alterações. Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma maior porcentagem de exposição em fundos de curto prazo (CDI), que agora passa a ser 15%, enquanto os fundos de médio prazo, passam a representar 10% de acordo com a nossa alocação tática.
Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).
Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

Para assistir ao relatório Nossa Visão em formato de vídeo, clique aqui.
Retrospectiva
Tivemos uma semana mais tranquila com bons resultados para a bolsa de valores e para o câmbio.
O Ibovespa continuou a ter resultados positivos durante a semana e a encerrou com alta de +2,7% totalizando quase 112 mil pontos.
Por outro lado, o dólar fechou a semana com uma queda de -0,75% em relação ao real com cotação da moeda à R$ 5,38/USD.
A prévia do IPCA-15 apresentou alta de 0,58% no último mês, bem acima das previsões que o mercado projetou e acumulou alta de 10,2% nos últimos 12 meses.
As contas externas encerraram 2021 com déficit de US$ 28 bilhões, pior que o resultado de 2020, mas melhor que os resultados pré-pandemia.
Bolsonaro sancionou o orçamento de 2022, aprovando gastos discricionários para poder recompor o orçamento de gastos obrigatórios, principalmente no que tange à folha de pagamento.
O Brasil foi convidado a fazer parte da OCDE, porém terá que cumprir alguns requisitos para que seja parte da organização que realiza pesquisas, define diretrizes e firma importantes acordos que impactam sobre a política e a economia dos países membros, a fim de promover o desenvolvimento de seus participantes.
A tensão geopolítica entre Rússia e Ucrânia está pressionando o preço do barril do petróleo em momentos de vulnerabilidade enérgica da Europa, o que aumentou a dependência do uso do gás natural. Com isso, os governadores decidiram prorrogar o congelamento do ICMS sobre combustíveis por mais 60 dias para tentar conter os preços, já que o barril de petróleo chegou a 90 dólares, o maior valor desde 2014.
O Fed manteve as expectativas da elevação da taxa de juros, mas não é apropriado subi-la em breve, o que possivelmente irá acontecer somente em março.
Além disso, o presidente do banco central norte americano informou que não descarta a possibilidade de elevar a taxa em as reuniões durante o ano. Com isso, o mercado passou a precificar 5 altas nos juros americanos em 2022.
Em 2021 o índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), indicador de inflação utilizado pelo Fed, subiu 3,9%, o maior aumento desde 1990. Já a economia cresceu 5,7%, o resultado mais forte desde 1984.
Na China, na véspera do feriado de Ano Novo Lunar, maior feriado do país e que se inicia nessa semana, os índices HSI e CSI 300 acumulam queda de -4% na semana causado pelo aumento nos casos de Covid-19, que atingiram o pico dos últimos 18 meses, além do pessimismo do mercado em relação às empresas de tecnologia.
Além disso, a sinalização da injeção de estímulos na economia favoreceu as moedas exportadoras de commodities.
Focus 28/01/202
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 5,15% para 5,38% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 3,40% para 3,50%. Para 2024, as estimativas se mantiveram em 3,00%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 0,29% para 0,30% em 2022. Para 2023, a estimativa caiu de 1,69% para 1,55%. Para 2024 a projeção se manteve em 2,00%, e para 2025, a projeção também se manteve em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor se manteve em R$5,60. Para 2023, a projeção se manteve em R$ 5,50. Para o ano de 2024, a projeção se manteve em R$ 5,40 e para 2025 a projeção se manteve em R$ 5,39.
Para a taxa Selic em 2022, a projeção se manteve em 11,75%. No ano seguinte, a projeção manteve a mesma para 8,00%. Em 2024 e 2025, as projeções também se mantiveram em 7,00%.
No Brasil, teremos a reunião do Copom na terça e quarta-feira, as expectativas são de que a taxa Selic alcance 10,75% na tentativa de minimizar a inflação.
Além disso, haverá divulgação do resultado primário do setor público consolidado, da criação de empregos formais (CAGED) e da produção industrial, todos referentes a dezembro.
No cenário internacional teremos a publicação de dados de emprego nos Estados Unidos de dezembro.
Teremos também os resultados do PIB do 4º trimestre e dos índices de inflação ao consumidor e ao produtor na Zona do Euro referente a janeiro.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento do país, segue sendo um tema de preocupação, principalmente devido as manobras do governo para ampliar o teto de gastos.
Outro fator que tende a trazer um cenário mais desafiador é a antecipação da corrida eleitoral, onde há uma expectativa de alta polarização entre os candidatos à presidência.
Sendo assim, permanece a recomendação de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.
Já em fundos de médio e curto prazo, houve alterações. Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma maior porcentagem de exposição em fundos de curto prazo (CDI), que agora passa a ser 15%, enquanto os fundos de médio prazo, passam a representar 10% de acordo com a nossa alocação tática.
Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).
Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

Para assistir ao relatório Nossa Visão em formato de vídeo, clique aqui.
Retrospectiva
No Brasil, tivemos um cenário com preço do barril mais pressionado, podendo ser um fator de pressão para a inflação, e onde foi um dos principais “vilões” no ano de 2021.
Por outro lado, a alta de juros, desaceleração da atividade e possível redução na cobrança extra na tarifa de energia, contribuem para um cenário melhor em relação a inflação.
Em declaração, o presidente do Banco Central, afirmou que a inflação acumulada em doze meses, está próxima do pico e o ciclo de alta da taxa de juros está próximo do fim.
Sobre o fiscal, após a constatação de que as despesas no orçamento federal foram subestimadas em 9 bilhões, aumentou o desgaste do governo para negociar cortes necessários.
Seguindo o ciclo de alta observado na semana passada, o Ibovespa encerrou novamente a semana com alta de +1,9% em quase 109 mil pontos
Segundo a expectativa do mercado, existe grande possibilidade do FED entregar 04 elevações de na taxa básica de juros, e não 03, como divulgado pela instituição.
O dólar conseguiu se fortalecer contra as demais moedas fortes na última semana.
O Nasdaq acumula uma queda de mais de 9% no ano, enquanto o S&P caiu mais de 4% no mês de janeiro.
Já na China, tivemos o crescimento do PIB em 4% no último trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020. Com esse resultado, a economia chinesa cresceu cerca 8,1% em 2021.
O governo chinês, sinalizou a possibilidade de redução de imposto e medidas para apoiar o investimento em infraestrutura e o setor imobiliário, que foram bastante afetados em 2021 por medidas regulatórias.
Outro destaque dessa última semana, foi para a alta do preço do barril do petróleo, que mesmo com relatos sobre um plano coordenado entre Estados Unidos e China para lançar mão de reservas estratégicas.
Outro fato que contribuiu para a alta, foram as questões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia, que se intensificaram nos últimos dias.
Focus (21/01/2022)
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 5,09% para 5,15% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA se manteve em 3,40%. Para 2024, as estimativas se mantiveram em 3,00%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 0,29% em 2022. Para 2023, a estimativa caiu de 1,75% para 1,69%. Para 2024 a projeção se manteve em 2,00%, e para 2025, a projeção também se manteve em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor se manteve em R$5,60. Para 2023, a projeção aumentou de R$5,46 para R$ 5,50. Para o ano de 2024, a projeção se manteve em R$ 5,40 e para 2025 a projeção caiu de R$ 5,40% para R$ 5,39.
Para a taxa Selic em 2022, a projeção se manteve em 11,75%. No ano seguinte, a projeção manteve a mesma para 8,00%. Em 2024 e 2025, as projeções também se mantiveram em 7,00%.
No Brasil, o destaque dessa semana fica para a prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de janeiro, que será divulgado no dia 26/01, antes da abertura da bolsa.
Outro fato positivo, é a recuperação da capacidade dos reservatórios, que vem trazendo alívios para as hidroelétricas. A capacidade dos reservatórios no Nordeste subiu de 51% em janeiro de 2021 para 73% agora. No Norte, foi de 31% para 86%, enquanto no Sudeste e Centro-Oeste subiu de 23% para 38% este ano.
Já nos Estados Unidos, as atenções se voltam para a reunião Fed que irá começar durante essa semana, e ao final do encontro deverá anunciar algumas decisões. Segundo os especialistas, acredita que o Fed usará a reunião para comunicar um aumento, em março, de 0,25 ponto percentual nos juros, para combater as pressões inflacionárias nos EUA.
O conflito e possível invasão da Rússia na Ucrânia, vem trazendo bastante tensão ao redor do mundo. Muitos veículos de comunicação, divulgaram que tanto EUA como o Reino unido, se preparam para enviar soldados e equipamentos militares para a Ucrânia.
Essa semana, também teremos a divulgação do PMI (índice de Gerente de Compra), de muitos países, entre eles, China, EUA, França, Reino unido, além da União Europeia.
Quanto as expectativas com relação ao Brasil, é fundamental acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica permanecer com medidas contracionistas para os próximos períodos devido a aceleração da inflação.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento do país, segue sendo um tema de preocupação, principalmente devido as manobras do governo para ampliar o teto de gastos.
Outro fator que tende a trazer um cenário mais desafiador é a antecipação da corrida eleitoral, onde há uma expectativa de alta polarização entre os candidatos à presidência.
Sendo assim, permanece a recomendação de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.
Já em fundos de médio e curto prazo, houve alterações. Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma maior porcentagem de exposição em fundos de curto prazo (CDI), que agora passa a ser 15%, enquanto os fundos de médio prazo, passam a representar 10% de acordo com a nossa alocação tática.
Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).
Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à a mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

Para assistir ao relatório Nossa Visão em formato de vídeo, clique aqui.
Retrospectiva
Tivemos uma semana mais tranquila para a bolsa de valores e câmbio, já que ambos apresentaram valorização.
O real encerrou a semana com cotação do dólar a R$ 5,53. Além disso, a bolsa também mostrou recuperação ao fechar a semana com alta de 4,1% e quase 107 mil pontos.
Tivemos a divulgação do IPCA de dezembro, o qual variou 0,73%, estando acima das expectativas. Como resultado, o índice alcançou 10,06% em 2021, a maior alta desde 2015.
O INPC também acelerou 0,73% em dezembro, com avanço de 10,16% em 2021.
Também tivemos a divulgação do desempenho do setor de serviços no mês de novembro, que atingiu 2,4%, acima do que se era esperado.
Os servidores públicos continuaram pressionando o governo para que haja aumento nos salários, porém não há mais espaço dentro do teto constitucional de gastos.
Além do aumento do preço das commodities, o preço do minério de ferro também subiu em vários lugares do mundo por conta das fortes chuvas em Minas Gerais que causaram suspensão das atividades das mineradoras.
O presidente do Fed informou que o país não demanda mais política monetária acomodatícia. Além disso, o balanço patrimonial do Fed deve diminuir aceleradamente, como resultado, houve alívio aos mercados e enfraquecimento do dólar em âmbito global e alta das bolsas.
Nos EUA, a inflação ao consumidor encerrou o ano com alta de 7,0%, o valor mais alto desde 1982.
Na China, a inflação ao consumidor registrou alta de 1,5% e a inflação ao produtor registrou 10,3%, ambos abaixo dos valores esperados pelo consenso.
Focus (14/01/2022)
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 5,03% para 5,09% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 3,36% para 3,40%. Para 2024, as estimativas se mantiveram em 3,00%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 0,28% para 0,29% em 2022. Para 2023, a estimativa aumentou de 1,70% para 1,75%. Para 2024 a projeção se manteve em 2,00%, e para 2025, a projeção também se manteve em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor se manteve em R$5,60. Para 2023, a projeção aumentou de R$5,45 para R$ 5,46. Para o ano de 2024, a projeção aumentou R$ 5,39 para R$ 5,40 e para 2025 a projeção se manteve em 5,40%.
Para a taxa Selic em 2022, a projeção se manteve em 11,75%. No ano seguinte, a projeção manteve a mesma para 8,00%. Em 2024 e 2025, as projeções também se mantiveram em 7,00%.
No Brasil, os destaques dessa semana serão para a divulgação do IBC-BR referente ao mês de novembro, o qual possui expectativa de ganho de 0,65%.
O IGP-10 de janeiro será divulgada nesta segunda feira (17), a projeção do índice é de queda (-0,5%).
Os funcionários públicos federais devem paralisar as atividades no dia 18 em reinvindicação à reposição das perdas inflacionárias.
A China irá divulgar nessa semana o PIB do 4º trimestre de 2021, além da taxa de desemprego, produção industrial acumulada durante ano passado e outros dados de atividade econômica.
Na zona euro teremos a divulgação dos dados da inflação no mês de dezembro.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter, sem ainda desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.