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NOSSA VISÃO – 06/09/2021



RETROSPECTIVA

Semana de cautela no cenário econômico marcada por uma queda de -3,10% no fechamento semanal do Ibovespa dado aos receios quanto ao cenário político.

No Brasil foi aprovado na Câmara dos Deputados o texto que altera as regras do Imposto de Renda, tanto para pessoas físicas quanto para empresas. Segundo o relator Celso Sabino, apesar da redução de impostos, não haverá queda na arrecadação dos estados e municípios, pois há outros mecanismos de compensação previsto no próprio projeto.

No texto aprovado há previsão de corte de 7% na alíquota do Imposto de Renda para empresas, caindo de 15% para 8%. Além da tributação no mercado financeiro que passará a ter uma taxa de 20% sobre lucros e dividendos. Para pessoas físicas a reforma do Imposto de Renda atualizará a tabela atual, sendo assim, para trabalhadores que recebem até R$ 2.5 mil mensal seria isento de contribuição. O texto da reforma segue para apreciação do Senado, fato que deixa os investidores atentos quanto ao desenrolar deste tema.

O Produto Interno Bruto do segundo trimestre de 2021 teve uma leve variação negativa em 0,1% em comparação com o primeiro trimestre do ano. Em contrapartida, comparando a igual período do ano anterior, o PIB teve crescimento de 12,4% no segundo trimestre de 2021.

Nos Estados Unidos houve a divulgação dos dados de emprego registrando 235 mil empregos não agrícolas em agosto, que obteve um resultado abaixo do esperado e dos dados do último mês, trazendo especulação no mercado quanto a retirada das medidas de estímulos monetários do Federal Reserve (FED).



RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu, de 7,27% para 7,58% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 3,95% para 3,98%. Para 2023, as estimativas ficaram em 3,25%. Para 2024, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 5,22% para 5,15% em 2021, após longas semanas de alta. Para 2022, a estimativa saiu de 2,00% para 1,98%. Para 2023 caiu de 2,50% para 2,35% e para 2024, as projeções ficaram em 2,50%.

Para a taxa de câmbio, a estimativa aumentou de R$5,15 para R$ 5,17 em 2021. Para 2022, o valor manteve em R$ 5,20. Para 2023, a projeção saiu de R$5,05 para R$5,07. No ano seguinte, o valor subiu de R$5,00 para R$ 5,05.

Para a taxa Selic, os analistas subiram a projeção de 7,50% para 7,63% em 2021. Para 2022, a projeção subiu de 7,50% para 7,75%. No ano seguinte, a projeção foi mantida em 6,50% e também para 2024.




PERSPECTIVA

Para essa semana a atenção será voltada aqui no Brasil para a divulgação do IPCA de agosto e vendas no varejo, as expectativas com relação ao IPCA são de preocupação tendo em vista a crise hídrica e o significativo aumento nos preços da energia elétrica.

Ainda essa semana o Banco Central Europeu (BCE) vai se reunir trazendo uma expectativa de redução dos estímulos dado um recente aumento na inflação. A inflação por lá subir 3% sendo a maior em 10 anos.

As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente.

Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




Nossa Visão – 18/05/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em alta de 1,04%, aos 57.248 pontos. Com sessões de altas e baixas, o índice fechou a semana praticamente estável, com leve variação positiva de 0,17%.

Depois da vitória apertada na Câmara dos Deputados, na votação da MP 665 que trata dos critérios para obtenção do auxílio-desemprego, o governo levou à votação a MP 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença. O resultado foi outra aprovação, porém com um custo elevado. Os deputados aprovaram, na noite de quarta-feira (13), três emendas que alteram o teor da matéria e já são consideradas a primeira derrota real do governo em relação ao ajuste fiscal.

A principal muda as regras do polêmico fator previdenciário (cálculo feito atualmente para concessão de aposentadorias) e dá alternativa ao trabalhador para aplicar a chamada regra 85/95 – que permite aposentadoria integral em vez do fator. A aprovação desta emenda teve 232 votos favoráveis e 210 contrários. A segunda emenda aprovada, por sua vez, retira do texto o item que repassa para as empresas a responsabilidade de bancar o valor integral do auxílio-doença dos seus trabalhadores. A terceira regulamenta a pensão por morte para pessoas com deficiência.

Pelos cálculos, a mudança aumentará os gastos da previdência em R$ 40 bilhões em dez anos, ou seja, um grande golpe no ajuste fiscal. As previsões são de que a presidente Dilma vetará o texto que muda as regras do fator previdenciário e devolverá um texto mais moderado, entre o que o governo quer e o que o Congresso aprovou.

Dados frustrantes da economia americana contrariaram o discurso de alguns membros do Federal Reserve (Fed), que durante as últimas semanas fizeram declarações mais convergentes com uma política monetária austera. A inflação ao produtor nos EUA sofreu uma retração de 0,4%, ante expectativas de um avanço de 0,2%, a produção industrial caiu 0,3%, ante previsões de avanço de 0,1%, e o índice de confiança do consumidor de Michigan desabou para 88,6 pontos, contra projeções de 96 pontos. Em suma, o mercado de trabalho tem dado sinais de recuperação, mas a economia como um todo vai em direção oposta, em que pese a injeção de liquidez na economia americana nos últimos anos.

Na zona do euro, a Grécia liberou 750 milhões de euros ao FMI, e conseguiu ganhar mais tempo para negociar com seus credores os termos de seu resgate internacional. O interessante é que o dinheiro saiu das próprias reservas que a Grécia mantém no FMI, com o país não necessitando de recorrer a recursos internos.

O mercado financeiro voltou a elevar suas projeções para a inflação deste ano, medida pelo IPCA. De acordo com o Relatório Focus revelado hoje, a estimativa dos economistas ouvidos pela autoridade monetária passou de 8,29% para 8,31%. Para 2016, os especialistas consultados veem o IPCA a 5,50 % ao final do ano, ante 5,51% da última pesquisa. Em relação a SELIC, o mercado financeiro manteve a previsão para o fim deste ano em 13,50%. Sobre o PIB, a pesquisa manteve a projeção de contração de 1,20% da semana anterior. Para 2016 a previsão de crescimento foi mantida em 1,00%.

Para a semana, estão previstas a divulgação de dados do setor industrial (PMI) tanto na China quanto na Europa. No Brasil, está prevista a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, e espera-se contração do índice em relação a fevereiro. Também está prevista a divulgação do IPCA-15, com as projeções convergindo entre 0,60% e 0,70% em maio.

A Câmara dos Deputados segue com as votações do ajuste fiscal. Desta vez, o plenário votará as duas últimas propostas do ajuste, a MP 668 (aumenta as alíquotas de contribuição o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação) e o PL 863/15 (reduz o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamento concedido a 56 segmentos da economia)

Por hora, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

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