Fundos imobiliários: proteção contra variação da inflação.

Em economia, inflação é definida como a queda do valor de mercado ou poder de compra da moeda. Entretanto, é popularmente empregada para se referir ao aumento geral dos preços. Inflação é o oposto de deflação. Índices de preços dentro de uma faixa entre 2 a 4,5% ao ano é uma situação chamada de estabilidade de preços. Inflação “zero” não é o que se deseja, pois pode apontar a ocorrência de uma estagnação da economia, momento em que a renda e, consequentemente, a demanda, estão muito baixas, significando alto desemprego e crise.

Mas como se proteger dos efeitos da inflação? Existem no mercado modalidades de aplicações financeiras que objetivam proteger, o investidor da elevação dos preços de serviços e produtos.

Títulos públicos, como as NTN-B, que são corrigidos pela variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo são uma alternativa para os investidores que buscam proteção contra a variação dos índices de preços, porém, não são as únicas.

As aplicações  em imóveis também pode proporcionar proteção contra a variação dos preços. Esta modalidade de investimentos geralmente está atrelada a variação do IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercado, pois os contratos de aluguel são corrigidos pela variação do índice calculado e divulgado pela FGV- Fundação Getúlio Vargas.

Desta forma, quem que aplica em fundos imobiliários igualmente tem o rendimento de sua aplicação atrelada neste índice. A maioria dos contratos de aluguéis dos imóveis que compõem a carteira dos fundos são corrigidos pelo IGP-M. Logo, se o índice sobe,  a possibilidade de retorno proporcionado pelo  fundo é maior.

Entretanto, é importante ressaltar que a relação da rentabilidade de fundos com o IGP-M é direta.  Porém se a taxa desocupação do imóvel for elevada o retorno pode não acompanhar a variação do IGP-M.

Modelo de contrato

É importante destacar que nem todos os contratos de aluguel são ajustados pelo IGP-M. Muito embora, a grande maioria tenha como base o reajuste por este índice, alguns são corrigidos com base em outros índices de inflação. Em alguns casos, o IPCA é utilizado.

Para conhecer o índice de correção dos aluguéis e que vai influir na sua rentabilidade, é necessário avaliar o modelo do regulamento, normalmente disponível apenas no lançamento do fundo. Caso contrário, é preciso entrar em contato com o administrador.

Benefícios

Compra ou alugar o imóvel ou aplicar através de fundos de investimento?

Uma das vantagens está na tributação. O investimento através de fundos imobiliários é isento de pagamento de imposto de renda, enquanto o recebimento de aluguel do imóvel físico é tributado.

Cabe destacar que a venda das cotas dos fundos no mercado secundário com valorização, há a cobrança de IR, entretanto o retorno mensal é isento.  Ao contrário no caso do imóvel alugado, o IR pode chegar a 27,5% sobre o valor da locação. Logo, há uma grande diferença.

Outras Proficuidades

O investimento através de cotas de fundos imobiliários traz inúmeras vantagens ao investidor imobiliário. As mais importantes são:

Acesso a empreendimentos de qualidade: Os fundos reúnem vários investidores que, somados, representam um volume de investimento importante, possibilitando adquirir participações ou mesmo imóveis inteiros antes inacessíveis a investidores individuais.

Acesso a inquilinos ou atividades de primeira linha: Os fundos imobiliários brasileiros são proprietários de grandes shoppings centers (ex.: Shopping Higienópolis, Dom Pedro, ABC Plaza, etc.), empreendimentos dentro os melhores do país no setor varejista, além de possuírem imóveis locados a inquilinos de excelente qualidade.

Acesso de investidores de qualquer porte: pelo valor baixo de suas cotas (os lançamentos mais acessíveis aceitaram investimentos iniciais a partir de R$ 1.000,00), desde pequenos poupadores até grandes fundos de pensão ou fundos internacionais têm acesso a este mercado.

Praticidade: para se vender um imóvel, por menor que seja, há necessidade de se obter uma série de certidões, anuência do cônjuge, além de custos caros de corretagem, cartório, ITBI, etc., num processo moroso e caro. As cotas dos Fundos Imobiliários que são alvo dos investidores pessoa física são negociadas na BOVESPA, cuja negociação é rápida (uma vez fechado negócio, o vendedor recebe seu dinheiro em D+3, ou seja, no 3º dia útil após o dia da venda) e sem qualquer burocracia, desde que as cotas estejam depositadas junto à corretora de valores que representa o vendedor.

Fracionamento: se um proprietário de um imóvel necessita de recursos para uma viagem, por exemplo, e só possui um imóvel, terá que vendê-lo, mesmo que o valor que necessite seja parte do valor que estava investido no imóvel. Com cotas de um fundo imobiliário basta vender somente o montante necessário. Por outro lado, se um investidor recebe a renda de um fundo imobiliário e não vai necessitar destes recursos, pode comprar mais cotas deste fundo ou de outro; com imóveis, da forma tradicional, isto não é possível.

Transparência: a negociação das cotas num mercado organizado e transparente como o da BOVESPA traz a segurança de que se está fazendo um negócio pelo melhor peço possível no momento, já que todo o mercado tem a informação do que está ocorrendo, bem como das ofertas de compra e venda.

Terceirização da administração: ter cotas de um fundo imobiliário é não ter que administrar diretamente o investimento imobiliário feito, missão que é desempenhada por profissionais do mercado, fiscalizados e sob a responsabilidade de uma instituição financeira administradora.

Deixe um Comentário

Repetir o Post


Arquivos
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • outubro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • abril 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • dezembro 2012
  • novembro 2012
  • outubro 2012
  • setembro 2012
  • agosto 2012
  • julho 2012
  • junho 2012
  • maio 2012
  • abril 2012
  • março 2012
  • fevereiro 2012
  • janeiro 2012
  • dezembro 2011
  • novembro 2011
  • outubro 2011
  • setembro 2011
  • agosto 2011
  • julho 2011
  • junho 2011
  • maio 2011
  • abril 2011
  • março 2011
  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011
  • dezembro 2010
  • novembro 2010
  • outubro 2010
  • setembro 2010
  • agosto 2010
  • julho 2010
  • junho 2010