Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

Fundos imobiliários: proteção contra variação da inflação.

Em economia, inflação é definida como a queda do valor de mercado ou poder de compra da moeda. Entretanto, é popularmente empregada para se referir ao aumento geral dos preços. Inflação é o oposto de deflação. Índices de preços dentro de uma faixa entre 2 a 4,5% ao ano é uma situação chamada de estabilidade de preços. Inflação “zero” não é o que se deseja, pois pode apontar a ocorrência de uma estagnação da economia, momento em que a renda e, consequentemente, a demanda, estão muito baixas, significando alto desemprego e crise.

Mas como se proteger dos efeitos da inflação? Existem no mercado modalidades de aplicações financeiras que objetivam proteger, o investidor da elevação dos preços de serviços e produtos.

Títulos públicos, como as NTN-B, que são corrigidos pela variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo são uma alternativa para os investidores que buscam proteção contra a variação dos índices de preços, porém, não são as únicas.

As aplicações  em imóveis também pode proporcionar proteção contra a variação dos preços. Esta modalidade de investimentos geralmente está atrelada a variação do IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercado, pois os contratos de aluguel são corrigidos pela variação do índice calculado e divulgado pela FGV- Fundação Getúlio Vargas.

Desta forma, quem que aplica em fundos imobiliários igualmente tem o rendimento de sua aplicação atrelada neste índice. A maioria dos contratos de aluguéis dos imóveis que compõem a carteira dos fundos são corrigidos pelo IGP-M. Logo, se o índice sobe,  a possibilidade de retorno proporcionado pelo  fundo é maior.

Entretanto, é importante ressaltar que a relação da rentabilidade de fundos com o IGP-M é direta.  Porém se a taxa desocupação do imóvel for elevada o retorno pode não acompanhar a variação do IGP-M.

Modelo de contrato

É importante destacar que nem todos os contratos de aluguel são ajustados pelo IGP-M. Muito embora, a grande maioria tenha como base o reajuste por este índice, alguns são corrigidos com base em outros índices de inflação. Em alguns casos, o IPCA é utilizado.

Para conhecer o índice de correção dos aluguéis e que vai influir na sua rentabilidade, é necessário avaliar o modelo do regulamento, normalmente disponível apenas no lançamento do fundo. Caso contrário, é preciso entrar em contato com o administrador.

Benefícios

Compra ou alugar o imóvel ou aplicar através de fundos de investimento?

Uma das vantagens está na tributação. O investimento através de fundos imobiliários é isento de pagamento de imposto de renda, enquanto o recebimento de aluguel do imóvel físico é tributado.

Cabe destacar que a venda das cotas dos fundos no mercado secundário com valorização, há a cobrança de IR, entretanto o retorno mensal é isento.  Ao contrário no caso do imóvel alugado, o IR pode chegar a 27,5% sobre o valor da locação. Logo, há uma grande diferença.

Outras Proficuidades

O investimento através de cotas de fundos imobiliários traz inúmeras vantagens ao investidor imobiliário. As mais importantes são:

Acesso a empreendimentos de qualidade: Os fundos reúnem vários investidores que, somados, representam um volume de investimento importante, possibilitando adquirir participações ou mesmo imóveis inteiros antes inacessíveis a investidores individuais.

Acesso a inquilinos ou atividades de primeira linha: Os fundos imobiliários brasileiros são proprietários de grandes shoppings centers (ex.: Shopping Higienópolis, Dom Pedro, ABC Plaza, etc.), empreendimentos dentro os melhores do país no setor varejista, além de possuírem imóveis locados a inquilinos de excelente qualidade.

Acesso de investidores de qualquer porte: pelo valor baixo de suas cotas (os lançamentos mais acessíveis aceitaram investimentos iniciais a partir de R$ 1.000,00), desde pequenos poupadores até grandes fundos de pensão ou fundos internacionais têm acesso a este mercado.

Praticidade: para se vender um imóvel, por menor que seja, há necessidade de se obter uma série de certidões, anuência do cônjuge, além de custos caros de corretagem, cartório, ITBI, etc., num processo moroso e caro. As cotas dos Fundos Imobiliários que são alvo dos investidores pessoa física são negociadas na BOVESPA, cuja negociação é rápida (uma vez fechado negócio, o vendedor recebe seu dinheiro em D+3, ou seja, no 3º dia útil após o dia da venda) e sem qualquer burocracia, desde que as cotas estejam depositadas junto à corretora de valores que representa o vendedor.

Fracionamento: se um proprietário de um imóvel necessita de recursos para uma viagem, por exemplo, e só possui um imóvel, terá que vendê-lo, mesmo que o valor que necessite seja parte do valor que estava investido no imóvel. Com cotas de um fundo imobiliário basta vender somente o montante necessário. Por outro lado, se um investidor recebe a renda de um fundo imobiliário e não vai necessitar destes recursos, pode comprar mais cotas deste fundo ou de outro; com imóveis, da forma tradicional, isto não é possível.

Transparência: a negociação das cotas num mercado organizado e transparente como o da BOVESPA traz a segurança de que se está fazendo um negócio pelo melhor peço possível no momento, já que todo o mercado tem a informação do que está ocorrendo, bem como das ofertas de compra e venda.

Terceirização da administração: ter cotas de um fundo imobiliário é não ter que administrar diretamente o investimento imobiliário feito, missão que é desempenhada por profissionais do mercado, fiscalizados e sob a responsabilidade de uma instituição financeira administradora.

Deixe um Comentário

Repetir o Post