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Na avaliação do Copom, inflação acumula sinais favoráveis.

O COPOM – Comitê de Política Monetária divulgou nesta quinta-feira (8), a ata de sua última reunião, quando reduziu a taxa básica de juros de 12,50% para 12% ao ano, pegando grande parte dos analistas do mercado financeiro de surpresa.  Na avaliação da autoridade monetária a redução se justifica pois, “tempestivamente” (oportunamente) atenuar as implicações de um ambiente global mais restritivo, em virtude da nova fase da crise financeira internacional, “ajustes moderados” na taxa de juros “são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012″.

Metas de Inflação é uma política econômica onde principal objetivo dos países que adotam é diminuir e manter a inflação em níveis baixos. Para isto eles fazem um anúncio prévio de uma meta numérica para a inflação em prazo predeterminado e se comprometem explicitamente de que o Banco Central irá buscar o cumprimento desta meta fixada. Para alcançar a meta estabelecida, muitas vezes pelo Governo, o BC deve utilizar todos os instrumentos possíveis como a taxa de juros, o crescimento da base monetária ou a taxa de câmbio.

No Brasil, o BC tem de ajustar a taxa de juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Mudança de expectativa

Em decorrência da crise que se abateu sobre as principais economias do globo, o Banco Central alterou suas expectativas em relação ao cenário de 2012. Em julho, a autoridade monetária projetava que tanto no cenário de referência – que implica em câmbio e taxa de juros estáveis nos próximos meses – e no cenário de mercado – que considera a trajetória para câmbio e juros estimados pelo mercado financeiro – o índice de inflação, medido pelo IPCA, estava acima da meta central de inflação de 4,5% em 2012.

Entretanto, ao fim do mês de agosto, na última reunião do Copom, o Banco Central informou que suas projeções foram alteradas. “Para 2012, as projeções de inflação no cenário de referência e no de mercado recuaram, posicionando-se ao redor do valor central da meta nos dois casos. No que se refere ao primeiro semestre de 2013, a projeção de inflação recuou no cenário de referência e permaneceu estável no cenário de mercado, nos dois casos posicionando-se ao redor do valor central da meta”, na avaliação da autoridade monetária.

Um “cenário alternativo” revelado pelo Banco Central, reconhece que atual desgaste do cenário internacional provocaria um choque sobre a economia local “equivalente a um quarto” do impacto ocorrido no auge a crise internacional de 2008 e 2009. Além do mais, julga que a atual degradação do cenário internacional seja mais persistente do que a verificada em 2008, entretanto, menos aguda, sem observância de eventos extremos.

“Nesse cenário alternativo, a atividade econômica doméstica desacelera e, apesar de ocorrer depreciação da taxa de câmbio e de haver redução da taxa básica de juros, entre outros, a taxa de inflação se posiciona em patamar inferior ao que seria observado caso não fosse considerado o supracitado efeito da crise internacional”, advertiu o Banco Central.

Inflação mostra ’sinais favoráveis’

Na avaliação do Banco Central, o cenário para a inflação, a partir do mês de julho, mostra sinais favoráveis. “O Comitê avalia como relevantes, embora decrescentes, os riscos derivados da persistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda”.

O Banco Central sustentou a estimativa, já anunciada por seu presidente, Alexandre Tombini, de que a inflação deverá iniciar um ciclo de queda  nos últimos meses deste ano. “O Copom prevê que neste trimestre se encerra o ciclo de elevação da inflação acumulada em doze meses. A partir do quarto trimestre [outubro], o cenário central indica tendência declinante para a inflação acumulada em doze meses, ou seja, a mesma passa a se deslocar na direção da trajetória de metas”, notificou o BC.

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