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Bovespa cai no 2º trimestre e fecha o semestre em queda de 9,96%

O mês de junho foi marcado pelo sentimento de aversão ao risco no mercado doméstico, o Ibovespa refletiu o comportamento observado nos últimos dois meses e encerrou o mês em queda de 3,43%. Com este resultado a bolsa amarga mais uma vez o último lugar no ranking dos investimentos- mesmo resultado de abril e maio.

A sequencia de quedas imposta ao Ibovespa contribuiu para que o índice da bolsa paulista apresente retorno negativo de 9,01% no acumulado do segundo trimestre do ano. No primeiro semestre de 2011 Já na primeira metade deste ano, a baixa acumulado o índice Bovespa marca rentabilidade negativa de 9,96% – os três principais índices das bolsas norte-americanos apresentaram retorno positivo entre 4,55% e 7,23% no mesmo período.

Com rendimento de 2,16 no mês, ao contrário do retorno apresentado no mês de maio, o ouro negociado na BM&F não terminou o mês em território negativo. O retorno variação real, ou seja, descontada a inflação medida pelo IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercado, o ouro aparece no topo do ranking como investimento mais rentável do mês de junho.

A variação cambial medida  pela taxa Ptax, aparece no segundo posto do ranking, com valorização real positiva de1,39%. No segmento de renda fixa, o CDI – Certificado de Depósito Interbancário, que registro alta de 1,13% em junho, seguido pelos CDBs pré-fixados de trinta dias, que apresentaram retorno de1,14% em junho.

A tradicional caderneta de poupança, registrou ganhos, como nos meses anteriores, e fechou junho com variação de 0,79%.

IMA – Índice de Mercado Anbima

A instabilidade que se abateu sobre o mercado também contribuiu para a queda na rentabilidade dos títulos atrelados ao IMA.

O indicador que apresentou o pior resultado no mês foi o IMA B 5+, composto por NTN-B com prazo maior que 5 anos, com variação negativa de 1,12%. O melhor desempenho no mês ficou por conta do IMA-S que subiu 0,96%, seguido pelo IRF-M1 com valorização de 0,94%. O IMA B que é composto pelo IMA-B 5 e IMA-B 5+ apresentou variação negativa de o,3º%.

Grécia

A principal fonte de preocupação dos investidores no mês de junho foi a economia grega. Ante o potencial do risco de default, os ministros das Finanças da Zona do Euro condicionaram a liberação da verba de € 12 bilhões para o financiamento da dívida grega, à aprovação, pelo Parlamento grego, de um novo pacote mais rigoroso. O plano de austeridade prevê privatizações de até € 50 bilhões, além de reduções salariais e elevação da carga tributária.

Apesar dos protestos por parte da população grega, o Parlamento aprovou, na última quarta-feira, 29/06, o plano de austeridade fiscal imposto pelo FMI – Fundo Monetário Internacional e pela União Europeia para a concessão parcela do pacote de auxílio financeira, além da elaboração de um novo plano de resgate à economia do país. Na quinta-feira, 30/06, o parlamento grego sancionou em segundo turno a aprovação do pacote de medidas de austeridade.

Como efeito do plano de austeridade aprovado no Parlamento grego, o governo Alemão e os principais bancos do país entraram em acordo para ampliar o vencimento da dívida da Grécia às instituições privadas alemãs.

Fim do QE2

Nos Estados Unidos, o mês junho marcou o fim da segunda fase do programa de compra de títulos do Federal Reserve, o Quantitative Easing 2. O FED, a autoridade monetária norte-americana, comprou US$ 600 bilhões em títulos públicos com o objetivo de injetar dinheiro no mercado, a fim de estimular uma recuperação mais acelerada da economia.

Sem surpresas no campo monetário, o mês de junho também foi marcado pela reunião do FED. A taxa básica de juros norte-americana foi mantida entre 0% e 0,25% ao ano. Contudo, o discurso Ben Bernanke, do presidente da instituição, agitou os mercados e pressionou as bolsas no mundo todo.

O Federal Reserve diminuiu suas projeções de crescimento para a economia dos Estados Unidos em 2011. As projeções que antes estavam entre um crescimento de 3,1% e 3,3% para elevação de entre 2,7% e 2,9%.

As informações de Bernanke, apontam  que uma nova rodada de flexibilização econômica pode ser opção para o Federal Reserve caso se mostrem necessárias novas medidas para assegurar a recuperação da economia do país.

Rating do Brasil e desaceleração da inflação

O mercado brasileiro acompanhou, no mês de junho, a elevação do rating soberano do Brasil pela Moody´s, passando de Baa3 para Baa2, ao mesmo tempo, a agência de classificação de risco também sustentou a perspectiva positiva para a nota. De acordo com a informação divulgada pela Moody’s, os fatores responsáveis pela capacidade de reação da economia brasileira a choques externos são o nível elevado de reservas internacionais, o solido nível de reservas dos bancos e a exposição limitada da dívida à moeda estrangeira.

Em relação ao cenário inflacionário, a segunda edição de 2011 do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central mostrou que o Banco Central espera um crescimento de 4% da economia para este ano, taxa que é considerada mais harmônica com um ritmo de crescimento sustentável.

Segundo a autoridade monetária, “a evolução do PIB – Produto Interno Bruto nos dois últimos trimestres de 2010 e no primeiro trimestre de 2011 confirma a avaliação do Banco Central, expressa nos últimos Relatórios de Inflação, de que as taxas de crescimento têm se deslocado para níveis mais compatíveis com o crescimento de longo prazo”.

Ainda, a autoridade monetária igualmente revelou que, no seu cenário de referência, as projeções para o índice de inflação oficial abalizam taxa de 5,8% no acumulado de 2011 e 4,8% para 2012. Já para o segundo trimestre de 2013, a estimativa é hoje de 4,4%.

Cabe ressaltar que o CMN – Conselho Monetário Nacional conservou a meta de inflação em 4,5% ao ano para 2013, ampliando o patamar já apresentado como objetivo para 2011 e 2012. A variação da inflação também foi conservada em 2 pontos percentuais para baixo e para cima. Assim, o centro da meta fica em 4,5% ao ano, com piso em 2,5% e teto em 6,5%, em linha com as estimativas do mercado.

Autor: Manoel Junior

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