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Entenda o Mercado de Derivativos

Derivativo é um contrato firmado entre duas partes no qual se determinam pagamentos futuros com base no comportamento dos preços de um ativo de mercado à vista. O segmento de derivativos compreende um grande número de operações que podem ser negociadas nos mercados a termo, de futuros, de opções ou de swap.

Em qualquer destes mercados, o investidor poderá negociar commodities ou ativos financeiros, como taxas de juro, índices de mercado etc. É normal encontrar investidores em busca de operações com derivativos com o objetivo de  especular ou simplesmente em busca proteção.  O investidor que busca proteção por intermédio de contratos de derivativos é conhecido no mercado por hedger.

Hedgers

Para esta categoria de investidor, o mercado de derivativos proporciona proteção e baixo risco. Tem como característica buscar proteção contra as oscilações de preços no mercado à vista é muito semelhante a uma apólice de seguro, onde o comprador paga um prêmio para limitar suas perdas. Caso o investidor não necessite usar sua “apólice” de seguro, terá perdido somente o valor do prêmio pago na contração do “serviço”. No caso de fortes oscilações no mercado, estará ele protegido.

Na prática, o contrato de derivativo é uma forma de limitar as perdas, que significa fixar um preço para o ativo, ou seja, travar um preço. Deste modo, seja qual for a direção que os preços dos ativos tomarem no mercado à vista, o investidor tem garantido um determinando preço para esse mesmo ativo em certa data futura que é fixada no contrato.

Em um cenário de queda dos preços do ativo no mercado à vista e o investidor tiver garantido um bom preço de venda, ganha dinheiro. Na alta ganha se garantiu um baixo preço de compra, ele compra e vende. Se nada disso acontecer, suas opções “viram pó” e ele perde a oportunidade. No Brasil, a negociação com contratos de derivativos no mercado de futuros é realizada na BM&FBOVESPA.

Derivativo – Termos mais usados

O contato com o mercado de derivativos em um primeiro momento pode parecer estranho. Para entender melhor o mercado é preciso conhecer a linguagem utilizada por seus participantes.

Opção: é um direito de comprar ou vender um montante de um determinado ativo a um preço pré-estabelecido dentro de um certo intervalo de tempo. Pode ser comparado a um seguro, pelo qual o agente paga um prêmio e tem o direito, e não a obrigação, de exercê-lo. Leia mais;

Put: termo em inglês que equivale a uma opção de venda. Ou seja, quem compra uma put tem o direito de vender um certo ativo por um preço pré-determinado;

Call: expressão análoga à put, porém que corresponde à uma opção de compra;

Opções americanas: diferentemente do que se pode imaginar em um primeiro momento, o termo não tem qualquer referência à geografia, mas refere-se às opções que podem ser exercidas em qualquer momento, ou seja, desde sua data de aquisição até sua data de vencimento. Leia mais;

Opções européias: contrastam-se às opções americanas, podendo ser exercidas somente na data do vencimento;

Prêmio da opção: valor a ser pago pelo investidor para adquirir uma opção. As variáveis que influenciam a determinação do prêmio são: preço e volatilidade do ativo objeto, tempo até o vencimento, taxa de juros e preço de exercício. Leia mais;

Black & Scholes: modelo matemático, desenvolvido pelos economistas Fisher Black e Myron Scholes, mais difundido para a determinação do valor justo do prêmio de uma opção. O modelo funciona para opções de compra ou venda do tipo europeu. No caso de opções do tipo americanas, somente para aquelas sobre ações sem dividendos;

Ativo objeto: designa o ativo primário dos derivativos. As opções, por exemplo, podem ser referenciadas em: ações, índices, moedas, contratos futuros, entre outros;

Preço de Exercício: valor pelo qual a opção pode ser exercida. Ou seja, o titular de uma opção poderá comprar ou vender ativo base por um determinado preço de exercício;

Virar pó: quando uma opção não é exercida, o investidor perde o valor total pago como prêmio. Diz-se, então, que a opção “virou pó″;

Opção at the money: é uma opção que apresenta preço de exercício igual ao preço do ativo objeto no mercado à vista;

Opção in the money: supondo uma opção de compra, é aquela em que o preço do ativo base no mercado à vista é superior ao preço de exercício, ou seja, caso exercida, o investidor apresentará lucro. Se for uma opção de venda, é aquela cujo preço de exercício está acima do preço do ativo objeto no mercado à vista;

Opção out of the money: contrapõe-se à opção in the money. Em caso de ser uma opção de compra, o preço de exercício acima do preço do ativo no mercado à vista. Sendo uma opção de venda, o preço do ativo no mercado à vista é superior ao preço de exercício;

Valor intrínseco: diferença entre o valor do ativo no mercado à vista e o preço de exercício;

Combinação de opções: operação em que um mesmo investidor compra ou vende duas ou mais opções sobre o mesmo ativo objeto, mas com preços de exercício e/ou datas de vencimento distintas. São exemplos as travas – em que se aposta na alta ou na baixa do mercado – e o butterfly spread – em que o agente ganha se o preço do ativo objeto não apresentar grande volatilidade.

Cap: esta expressão de língua inglesa representa a fixação por parte do investidor de um patamar máximo para a flutuação de suas aplicações;

Floor: estratégia equivalente ao cap, porém o agente estabelece um nível mínimo para a rentabilidade de seus papéis;

Collar: representa a construção simultânea de um cap e de um floor. O intervalo entre eles é o collar.

Swaps: são operações de troca de fluxo de caixa. Um investidor é remunerado por uma determinada aplicação e oferece outro ativo como forma de rentabilidade. Leia mais;

Hedge: termo que vem do inglês e que significa salvaguarda. Também denomina administração do risco. Por exemplo, o ato de tomar uma posição em outro mercado (futuros, por exemplo) oposta à posição no mercado à vista, para minimizar o risco de perdas financeiras em uma alteração de preços adversa. Leia mais;

Contratos futuros: trata-se de um compromisso de comprar ou vender determinado ativo numa data específica do futuro, por um preço previamente estabelecido. Leia mais.

Derivativos e a alavancagem

Alavancar significa colocar em risco mais do que 100% do patrimônio líquido do fundo. Esta estratégia só é possível através da utilização de contratos de derivativos. São negociados contratos futuros e operações sem que sejam desembolsadas grandes somas de dinheiro, “apostando” em um movimento certeiro nas datas de vencimento.

Esta estratégia é de alto risco. No caso de as operações de um fundo muito alavancado derem errado, as perdas podem ser devastadoras, até mesmo superior o patrimônio do fundo, e neste caso o investidor deve aportar recursos na proporção de sua quantidade de cotas. É de suma importancia ler regulamento e o prospecto do fundo, são estes os documentos que passam ao investidor as informações necessárias a tomada de decisão sobre investir ou não no fundo. Apresenta inclusive os principais risco a que o investidor está sujeito, principalmente o risco da utilização de derivativos.

Autor: Manoel Junior

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