Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

Em linha com a expectativa do mercado Copom eleva juros para 12,25% ao ano

Em linha com a expectativa da maioria dos agentes do mercado financeiro, o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central, em decisão unânime,  no último dia de reunião do colegiado,  nesta quarta-feira, 8/06,  resolveu elevar a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, em 0,25 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Assim sendo, os juros continuam no patamar mais alto desde janeiro de 2009.

Com este, é o quarto aumento sucessivo da taxa de juros, que desde o início deste ano vem subindo objetivando debelar as pressões inflacionárias. Para impedir uma alta maior dos preços, o Banco Central age para reduzir o consumo. Em 2011, a taxa básica de juros da economia brasileira subiu 1,5 ponto percentual, o ano iniciou com a taxa em 10,75% ao ano.

Justificativa

No encerramento da reunião, o Banco Central divulgou a seguinte frase: “Dando seguimento ao processo de ajuste gradual das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% a.a., sem viés. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012″.

Expectativa do mercado e juros reais

A decisão sobre a taxa de juros veio em linha com o que esperava a maior parte dos agentes do mercado financeiro. O próprio Banco Central já havia da indícios de mudanças na política de juros ao sinalizar que reduziria o ritmo de elevação. Nas duas primeiras reuniões deste ano, os juros foram elevados em 0,5 ponto percentual. Na reunião do Copom em abril, porém, a autoridade monetária diminuiu o ritmo de elevação dos juros para 0,25 ponto percentual.

Com a alta da taxa básica de juros da economia para 12,25% ao ano, o Brasil manteve a liderança isolada no ranking mundial de juros reais, que são calculados após deduzida a inflação projetada para os próximos doze meses. Juros elevados tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar o dólar ainda mais para baixo.

Sistema de metas para a inflação

Pelo sistema de metas de inflação definido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional,  o Banco Central tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, de acordo com o Relatório de Mercado – Focus,  os analistas do mercado financeiro reduziram sua projeção para o IPCA –  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2011 de 6,23% para 6,22%. Para 2012, por sua vez, a estimativa dos economistas das instituições pesquisadas pelo Banco Central para o IPCA continuou  em 5,1%.

O Banco Central também já deu indícios que não buscaria, por meio dos juros e do compulsório (instrumentos de política monetária), o centro da meta de inflação em 2011. O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, considerou que seria “aceitável” um IPCA acima do centro da meta neste ano por conta da redução da oferta de alimentos – que pressionou para cima os preços no início de 2011.

Autor: Manoel Junior

Deixe um Comentário

Repetir o Post