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Copom surpreende mercado e eleva Selic em 0,25 ponto percentual para 12% ao ano.

Após o encerramento da reunião do Copom – Comitê de Política Monetária, organismo composto pelos diretores e pelo presidente da autoridade monetária, nesta quarta-feira, 20/04 , foi informado que a taxa básica de juros da economia brasileira foi elevada de 11,75% para 12,00% ao ano.

A noticia da decisão pegou de surpresa a maior parte dos analistas do mercado financeiro, que esperava em uma subida mais forte, para 12,25% ao ano. Entretanto, a definição do Copom sobre o percentual de elevação taxa de juros, não foi unânime. Cinco diretores votaram pelo aumento de 0,25 pontos percentual anunciado nesta quarta, enquanto outros dois se mostraram favoráveis para por um aumento de 0,5 ponto.

Com esta, é a terceira alta seguida dos juros brasileiros. A Selic já tinha sido elevada em janeiro e março deste ano. O Bacen  utiliza a taxa de juros como instrumento de política monetária para tentar controlar a inflação. Com isso, pretende conter a demanda por produtos e serviços.

Com a elevação dos juros anunciada, os juros continuaram no patamar mais elevado desde janeiro de 2009, quando eram de 12,75% ao ano. Os analista de mercado, de acordo com o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, espera que a taxa encerre o ano em 12,25% ao ano.

Esclarecimento
No encerramento da reunião do Copom, foi divulgada a seguinte nota: “Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pelo aumento da taxa Selic em 0,50 p.p. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012″, informou. Desta forma, a autoridade monetária sinaliza que novos aumentos podem vir.

Ranking dos juros
Após a elevação da taxa Selic para 12,00% ao ano, o Brasil permaneceu isolado em primeiro lugar no ranking mundial de juros reais – que são calculados após a dedução da inflação projetada para os próximos doze meses. Juros altos tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar ainda mais para baixo o dólar.

A taxa real de juros do Brasil subiu para 6,2% ao ano, quase o triplo do segundo colocado (Turquia, com 2,2% ao ano). A taxa média de juros de 40 países pesquisados está negativa em 0,9% ao ano.

Pressões inflacionárias
As pressões inflacionárias dos primeiros meses deste ano estão relacionadas, sobretudo, com a alta dos preços das commodities – produtos com cotação internacional-, como alimentos, minério de ferro e petróleo, dos serviços e dos transportes. Segundo analistas, o preço dos alimentos e dos serviços deverá continuar pressionando a inflação nos próximos meses. Juntos, eles representam  cerca de 50% do IPCA.

Os preços dos transportes, contaminados pelos aumentos no preço dos combustíveis, também vem registrando aumento nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, analistas consideram que a indexação, ainda presente na economia brasileira, assim como a elevação das expectativas para o IPCA, também contribuem para pressionar para cima a inflação. Por outro lado, o dólar baixo tem ajudado o BC no controle da inflação no Brasil, uma vez que torna os produtos importados mais baratos.

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