Na semana de 12 a 16 de janeiro de 2026, o mercado acompanhou indicadores importantes ligados à inflação, juros e atividade econômica no Brasil, além do desempenho da Bolsa e do dólar. No cenário internacional, os destaques vieram da China, com dados de comércio exterior, dos Estados Unidos, com inflação dentro do esperado, e da Zona do Euro, com melhora na produção industrial. Este relatório reúne esses pontos de forma organizada, oferecendo uma visão geral do momento econômico e servindo como apoio para análise e planejamento ao longo de 2026.

Inflação no Brasil: pressão menor no curto prazo, mas atenção segue no radar
Na semana, o mercado acompanhou sinais de inflação mais comportada no curto prazo, sem a divulgação do IPCA “cheio” dentro desses dias. Um dos destaques foi o IGP 10 de janeiro, que subiu 0,29%, indicando variação moderada de preços no início do mês.
O IGP 10 (Índice Geral de Preços – 10) é um indicador calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) que mede a variação de preços no Brasil com base em três componentes:
• IPA 10 (preços no atacado) – peso de 60%;
• IPC 10 (preços ao consumidor) – peso de 30%;
• INCC 10 (custos da construção civil) – peso de 10%.
Ele coleta preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência, funcionando como um termômetro antecipado da inflação, já que capta movimentos de preços antes da divulgação do IPCA. Por isso, esse tipo de indicador ajuda a “medir a temperatura” do custo de produtos e serviços e influencia a leitura do mercado sobre o ritmo da inflação à frente.
Juros no Brasil: Selic ainda alta e mercado ajustando expectativas
Mesmo sem decisão do Copom na semana, a discussão sobre juros continuou intensa. A lógica é simples: se a atividade econômica mostra força, o Banco Central tende a ter menos pressa para iniciar cortes relevantes na Selic. Isso apareceu na reação do mercado após a divulgação de dados de atividade (como o IBC-Br), que reforçaram a percepção de que os juros podem ficar altos por mais tempo antes de cair de forma mais consistente.
Crescimento econômico: sinais mistos (serviços fracos no mês, mas “prévia do PIB” forte)
Do lado da atividade, os dados trouxeram um quadro misto, porém importante. O IBGE informou queda de 0,1% no volume de serviços em novembro (na comparação com outubro), após uma sequência de altas, e ainda assim o setor ficou +2,5% em 12 meses. Isso sugere um pequeno respiro no ritmo da economia, especialmente em serviços; um setor que o Banco Central acompanha de perto por ter ligação com inflação mais “persistente”.
Ao mesmo tempo, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que representa uma estimativa preliminar do PIB, avançou 0,7% em novembro (acima do esperado em pesquisas), sinalizando que a economia pode ter crescido com mais força do que se imaginava no fim de 2025. Em linguagem simples: um dado apontou perda de fôlego em serviços, mas outro mostrou atividade agregada mais forte, o que mantém o debate sobre juros em aberto.
Bolsa (Ibovespa): recordes e ajustes, mas saldo da semana ficou positivo
A Bolsa teve uma semana de movimentos fortes, com momentos de alta e também de ajustes técnicos. No meio da semana, o Ibovespa renovou máximas do período e chegou a operar acima de 164 mil pontos.
No fim, houve realização e ajustes (incluindo vencimento de opções), e o índice encerrou a sexta-feira em 164.799,98 pontos (-0,46% no dia), mas ainda assim subiu 0,88% na semana. Apesar das oscilações, o mercado acionário manteve um tom construtivo, sustentado pela expectativa de queda de juros mais à frente em 2026, ainda que não “imediata”.
Dólar: oscilação na semana e fechamento perto de estabilidade, com faixa bem definida
O dólar teve uma semana de variações, refletindo tanto o cenário externo (dados dos EUA e juros lá fora) quanto fatores locais (atividade e apetite a risco). Em alguns pregões, a moeda mostrou alta; em outros, devolveu parte do movimento. Um retrato claro disso aparece nos fechamentos: na quarta (14/01), o dólar comercial fechou perto de R$ 5,402; já na quinta (15/01), recuou e terminou em R$ 5,368.
Na prática, a semana ficou marcada por uma faixa de negociação bem visível, com mínima ao redor de R$ 5,354 e máxima próxima de R$ 5,424 nos dias de maior oscilação.
Cenário internacional: China com comércio forte, EUA com inflação “na medida” e Europa com indústria melhor.
A China chamou atenção pelos números do comércio: em dezembro, as exportações cresceram 6,6% (ano contra ano) e as importações subiram 5,7%, sinalizando demanda externa ainda forte e importações reagindo no fim do ano. Esses dados são relevantes porque a China influencia diretamente commodities, cadeias globais e sentimento de risco em mercados emergentes.
Estados Unidos. O destaque internacional mais direto da semana foi a inflação americana de dezembro. O CPI subiu 0,3% no mês, com 2,7% em 12 meses; o núcleo (sem alimentos e energia) veio em 0,2% no mês e 2,6% em 12 meses. Em linguagem simples: a inflação não assustou e ajudou a sustentar a leitura de que o Fed pode manter uma postura cautelosa, sem precisar voltar a apertar juros.
Quanto aos juros, a taxa básica dos EUA estava na faixa de 3,50% a 3,75% (faixa-alvo do Fed), e autoridades reforçaram a ideia de calibragem “com calma”, evitando pressa em novos movimentos.
Zona do Euro. A Europa trouxe surpresa positiva na indústria: a produção industrial da Zona do Euro subiu 0,7% em novembro (mensal) e ficou +2,5% em 12 meses, acima do que o mercado projetava. Além disso, a balança comercial do bloco veio em 15,2 bilhões de euros no dado de novembro. Isso sugere melhora gradual, ainda que a economia europeia siga com crescimento moderado.
Conclusão
A semana de 12 a 16 de janeiro de 2026 foi marcada por um cenário de estabilidade com atenção redobrada, tanto no Brasil quanto no exterior. No campo da inflação, o destaque foi o IGP-10 de janeiro (+0,29%), que indicou um comportamento moderado dos preços no início do mês, ajudando a manter uma percepção de inflação mais controlada no curto prazo. Ao mesmo tempo, o debate sobre juros seguiu relevante, pois dados de atividade mostraram sinais mistos: o setor de serviços recuou 0,1% no mês, mas ainda acumulou alta de 2,5% em 12 meses, enquanto o IBC-Br avançou 0,7%, sugerindo que a economia continua resiliente, o que pode reduzir a pressa por cortes mais rápidos na Selic.
Nos mercados, a Bolsa manteve um desempenho positivo na semana, mesmo com oscilações: o Ibovespa fechou em 164.799,98 pontos, com alta semanal de 0,88%, reforçando um tom construtivo para o início do ano. Já o dólar variou dentro de uma faixa bem definida, encerrando o período próximo da estabilidade, refletindo um equilíbrio entre fatores internos e externos. No cenário internacional, os dados foram predominantemente positivos: a China apresentou comércio forte (exportações +6,6% e importações +5,7%), os Estados Unidos divulgaram inflação dentro do esperado (CPI +0,3% no mês e 2,7% em 12 meses; núcleo 2,6%), e a Zona do Euro surpreendeu com melhora industrial (produção +0,7% no mês e +2,5% em 12 meses, com superávit comercial de 15,2 bilhões de euros). Em síntese, a semana reforçou um ambiente de acomodação e otimismo moderado, com sinais de atividade ainda firme e inflação sob controle, mas mantendo a necessidade de acompanhamento constante dos indicadores e das decisões de política monetária ao longo de 2026
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A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.
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