Nossa Visão 13/11/2023

RETROSPECTIVA

O Ibovespa fechou a semana com alta de 2,04%, voltando a casa dos 120 mil pontos e atinge o maior nível desde agosto. A inflação abaixo do esperado contribuiu positivamente para a alta do IPCA. O dólar encerrou a semana aos R$ 4,91, com queda de -0,51% na sexta. A inflação abaixo do esperado e a desaceleração na economia doméstica indica que o ciclo de corte da Selic deve permanecer até meados de 2024.


deuce vaughn jersey
jordan max aura 4
college football jerseys
decathlon bmx
NCAA Jerseys
black stetson hat
smith and soul
dallas cowboys slippers mens
blundstone uomo
smith and soul
bauchtasche eastpak
adidas yeezy boost 350 turtle dove
NCAA Jerseys
brock purdy jersey
penn state jersey

Foi divulgado na última sexta-feira, 10, o IPCA referente ao mês de outubro. Com alta de 0,24%, o indicador fica no campo positivo pelo quarto mês seguido. No acumulado no ano, a alta é de 3,75% e nos últimos 12 meses é de 4,82%. As altas foram dadas em 8 dos 9 grupos pesquisados, com destaque com a alta em Transportes e Alimentação e Bebidas, ambos com o maior impacto no índice (0,7 p.p.). Transportes teve alta de 0,35% apesar na queda no preço dos combustíveis (gasolina com -1,53%, gás veicular -1,23% e etanol com -0,96%). O aumento nos preços das passagens aéreas (23,70%) foi o que mais contribuiu para o resultado do grupo, com impacto de 0,14 p.p. No grupo de Alimentação e bebidas, a alta foi de 0,31%, com destaque para as altas em alimentação no domicílio, 0,27%, e alimentação fora do domicílio, 0,42%.


O INPC também teve seu resultado divulgado pelo IBGE, com alta foi de 0,12% no mês de outubro, 3,04% no ano e 4,14% nos últimos 12 meses. Após uma queda de 0,74% em setembro, os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,23% em outubro. Nos produtos não alimentícios, a alta foi de apenas 0,09%.


A PEC (Proposta de emenda à Constituição) da reforma tributária foi finalmente aprovada em dois turnos pelo senado federal e agora retorna a Câmara dos Deputados para apreciação das alterações no texto que deve acontecer ainda em 2023. Caso os deputados optem por alterar alguma parte do texto, a aprovação deve ser concluída apenas em 2024. Entre as principais mudanças aprovadas (vale ressaltar que o texto original da PEC 45 já foi modificado), estão entre elas uma trava para a carga tributária, a ampliação do Fundo de Desenvolvimento Regional em 20 bilhões de reais e a inclusão de revisões de regimes especiais a cada cinco anos. Além disso, o texto aprovado conta com algumas alterações que favorecerão setores da economia como taxistas, clubes de futebol, bancos, entre outros. A mudança ajudará a trazer transparência para carga tributária do Brasil, além de diminuir a complexidade do sistema tributário como um todo.


O Banco Central divulgou na última semana a ata da reunião do Copom. A mensagem foi mais dura, trazendo cautela e parcimônia no processo de cortes de juros, mensagem que vem sendo repetida nos últimos meses. Ressaltou que o ambiente global é de incertezas, com os EUA tendo dificuldades no combate à inflação e a economia global mostrando sinais de desaceleração. Além disso, observou que a incerteza fiscal também é um problema e que o comitê deve ficar atento a isso. Entretanto, o documento destacou a atividade econômica mostrando sinais de fraqueza e que a inflação se mostrou benigna, fatores que contribuem para a continuação do corte de juros.


Na seara fiscal, o setor público consolidado registrou déficit de 18,1 bilhões de reais em setembro. Nos 12 meses, o déficit é de 101,9 bilhões de reais, equivalente a 1,0% do PIB e 0,3% maior que o registrado em agosto. Enquanto a Dívida Bruta do Governo Central ficou estável em 74,4% do PIB. Também foram divulgadas as vendas no varejo ampliado referentes a setembro, que registraram aumento de 0,2% em relação a agosto, puxado primordialmente pelo setor de supermercadista esperado.


No cenário internacional, o presidente do Fed, Jerome Powell, deu um discurso mais hawkish que o mercado esperava, indicando que mesmo com a economia mostrando sinais de desaceleração o banco central pode voltar a subir os juros. No Reino Unido, a economia estagnou no terceiro trimestre e o baixo dinamismo da economia pode reduzir a necessidade de o banco central manter as taxas de juros elevadas por muito tempo.


Na China, os indicadores econômicos seguem fracos e a recuperação econômica do país é colocada em cheque. Os dados da balança comercial foram abaixo do esperado, com números de exportação abaixo da expectativa e importação acima. A balança comercial registrou superávit de U$ 57 bilhões de dólares em outubro, resultado mais fraco desde fevereiro. A inflação chinesa também preocupou o mercado. A inflação ao consumidor (IPC) de outubro veio no campo negativo, ficando em -0,1% m/m.






PERSPECTIVAS

A agenda econômica é tímida no exterior, com o principal evento sendo a divulgação do índice de preços ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos referente a outubro. Na china, oos dados de atividade serão divulgados durante a semana, incluindo produção industrial, vendas no varejo e o relatório de emprego. Na zona do euro, a leitura final da inflação ao consumidor de outubro da zona do euro será divulgada no final da semana.


No Brasil, teremos a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), indicador importante para avaliar o desempenho econômico do setor terciário referente a setembro. Além disso, o Índice de Atividade Economia do Banco Central (IBC-Br) será divulgado na quinta-feira. O IBC-Br é uma aproximação mensal do PIB e a estimativa do mercado é uma alta de 0,6%, resultado que encerraria o trimestre com contração e reforçaria o cenário de desaceleração da atividade doméstica neste semestre. Outro ponto de destaque é em relação a política fiscal, pois o governo tem até quinta-feira, 16, para apresentar a emenda ao projeto de lei orçamentária de 2024, com possível alteração da meta fiscal de déficit zero. A expectativa é que a nova meta deve ser um déficit de 0,5% do PIB, aproximadamente 57 bilhões de reais.Em análise as incertezas do mercado, também é prudente exercer cautela em relação a novos investimentos em fundos de longo prazo, como o IMA-B 5+. Recomenda-se, também, realizar realocações gradativas entre 10% e 15% em fundos com prazos mais extensos, especialmente aqueles que possuam títulos pré e pós-fixados em suas carteiras, como o IMA-Geral e o IMA-B. Adicionalmente, é aconselhável a manutenção de 5% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento.


Para um horizonte de médio prazo, recomendamos alocar 15% dos investimentos em índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, pois eles são alinhados com a meta de rentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). No entanto, é importante levar em consideração o cenário de queda na taxa de juros. Nesse contexto, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.


Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10% e 15%. Devido ao cenário de incertezas no exterior e a queda do juros aqui no Brasil, os segmentos de Curto Prazo estão ficando cada vez menos atrativos.


Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.


Com relação aos fundos de investimento no exterior, é aconselhável agir com cautela, especialmente considerando o atual cenário econômico, com inflação persistente e taxas de juros em patamares elevados, tantos os de curto quanto os juros de longo prazo (10 anos). Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), recomendamos que aqueles que já possuam exposição em fundos de investimento no exterior mantenham essa exposição, limitando-a a 10% do total dos investimentos.


Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável.


Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.












Deixe um Comentário

Repetir o Post


Arquivos
  • setembro 2026
  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • outubro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • abril 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • dezembro 2012
  • novembro 2012
  • outubro 2012
  • setembro 2012
  • agosto 2012
  • julho 2012
  • junho 2012
  • maio 2012
  • abril 2012
  • março 2012
  • fevereiro 2012
  • janeiro 2012
  • dezembro 2011
  • novembro 2011
  • outubro 2011
  • setembro 2011
  • agosto 2011
  • julho 2011
  • junho 2011
  • maio 2011
  • abril 2011
  • março 2011
  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011
  • dezembro 2010
  • novembro 2010
  • outubro 2010
  • setembro 2010
  • agosto 2010
  • julho 2010
  • junho 2010