RETROSPECTIVA
Na última sexta-feira o índice Ibovespa fechou em queda de 0,84%, ficando em 110.916 pontos. No acumulado semanal da segunda semana de negociação do ano de 2023, o índice registrou um avanço de 1,79% na bolsa.
Ainda na sexta-feira, a moeda americana teve um avanço de 0,13%, sendo negociada em R$5,11, para o acumulado da semana, a moeda registrou uma queda de 2,47%.
Na quinta-feira (19), o destaque negativo na bolsa ficou por conta da empresa Lojas Americanas onde, segundo a própria empresa, foi constatado “inconsistências em lançamentos contábeis” em seus balanços que podem chegar a 20 bilhões de reais.
No mesmo dia a empresa acumulou uma queda de 77,33%, o que representa uma perda de R$ 8,37 bi a valor de mercado. Esse foi o maior recuo de uma única empresa na bolsa no mesmo dia desde o ano de 2008, segundo um levantamento feito pela TradeMap.
Ainda no cenário nacional tivemos a movimentação do governo federal apresentando medidas econômicas por intermédio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que busca de maneira geral, ampliar a arrecadação para reduzir o rombo nas contas públicas.
No anuncio das medidas econômicas encabeçadas pelo novo ministro, estão o novo parcelamento extraordinário de dividas, intitulado “Litígio Zero”, e retirada do ICMS da base de cálculo dos créditos tributários de PIS/Cofins, objetivando com essa última medida, aumentar a arrecadação em aproximadamente R$ 30 bilhões.
O IBGE divulgou a produção industrial que teve queda em novembro em seis das quinze regiões pesquisadas, os destaques negativos ficaram para o estado do Pará (-5,2%) e para Pernambuco, com recuo de (-2%).
No cenário econômico americano, o destaque positivo ficou por conta do arrefecimento mensal na inflação (CPI – Sigla em inglês), apresentando um recuo de 0,1% no mês de dezembro e, de acordo com os dados do Departamento do Trabalho do respectivo país, no ano o índice acumula uma alta de 6,5%.
Com a inflação americana perdendo espaço no cenário econômico aumentam as expectativas de que o FED – Banco Central Americano diminua o ritmo no aumento da taxa de juros do país que hoje está entre 4,25% e 4,5% ao ano.
A percepção teórica com relação ao arrefecimento da inflação no país americano é de que o mercado nacional pode ser beneficiado por um aumento no fluxo de capital estrangeiro, uma vez que, a inflação em queda nos EUA e consequentemente a queda nas taxas de juros dos títulos americanos, podem derivar para uma procura maior dos investidores em outros países onde possam obter retornos mais atrativos, como no caso dos ativos de países como o Brasil.
Na China as atenções estão voltadas para o aumento de mortos pela Covid 19. O país abandonou a política de tolerância zero no dia 8 de dezembro, desde então, no último mês foram registradas 60 mil mortes pelo vírus.
Segundo informações do ministério da saúde do país feitas neste sábado (14), o pico das mortes já fora atingido e tem tendência de queda para os próximos meses.
Ainda na China, outro destaque importante na semana passada ficou por conta do registro do índice de preços ao consumidor que avançou em 1,8% em dezembro na base anual, não obstante, economista em entende que haverá elevação da taxa de juros no pais em um futuro próximo.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou em 5,36% para 5,39% em 2023. Para 2024, a previsão permaneceu em 3,70%. Para o ano de 2025, subiu de 3,30% para 3,50%. E para 2026, as projeções aumentaram de 3,20% para 3,22%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) diminuiu de 0,78% para 0,77% em 2023, para 2024, se manteve em 1,50%. Em 2025 permaneceu em 1,90%, e para o ano de 2026, se manteve em 2%.
A taxa de câmbio em 2023 se manteve em R$ 5,28. Assim como para o ano de 2024, que teve a projeção mantida em R$ R$ 5,30. Em 2025 a taxa também foi mantida em comparação com o boletim Focus anterior, ficando em R$ 5,30 e para o ano de 2026 a taxa aumentou de R$ 5,30 para R$ 5,35.
Para a taxa Selic, a projeção para o ano de 2023 aumentou de 12,25% para 12,50%. Para 2024 a projeção foi mantida em 9,25%. Já em 2025 a projeção foi elevada de 8% para 8,25% e por fim, para o ano de 2026 a projeção permaneceu em 8%.
PERSPECTIVAS
A China irá divulgar nesta segunda-feira uma ampla gama de informações econômica durante a presente semana como por exemplo, PIB anualizado e trimestral, a produção industrial do país, dados anualizados referente as vendas do varejo, a taxa de desemprego e realizara a coletiva de imprensa do DNE – Departamento de Estatística da China.
Na quarta-feira (18), os EUA irão divulgar as vendas no varejo anualizada e mensal, o índice de preços ao produtor industrial, a produção e vendas da indústria, os estoques das empresas, assim como também contará com a apresentação de dados voltados para as hipotecas no território americano.
Na quinta-feira, o país divulgará o número de pedidos contínuos por seguro-desemprego, o estoque bruto de petróleo e derivados.
No território nacional, as atenções dessa semana estarão voltadas para o Fórum de Davos que contará com a presença do ministro Fernando Haddad e possivelmente da nova ministra do meio ambiente, Marina Silva. O encontro é o primeiro após o início da pandemia no mundo.
Na mesma semana também haverá a divulgação de dados relacionados ao emprego e informações do IGP-10.
Tendo em vista a alta taxa Selic, os títulos públicos federais, principalmente na parte curta da curva, tonam-se atrativos para o RPPS. Devido ao período de incertezas, mantivemos a recomendação de cautela quanto aos novos aportes em fundos de investimento de longuíssimo prazo (IMA-B 5+), adicionalmente recomendamos até 5% em fundos de investimento de longo prazo (IMA-B/ IMA-Geral/ FIDC/ Crédito Privado). Além disso, recomendamos 5% em fundos Gestão Duration, tendo em vista a estratégia de gestão ativa do segmento.
No médio prazo, recomendamos índices pós fixados (IDKA IPCA 2A e IMA- B 5), chegando ao patamar de 15%.
Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e ao IRF-M1 na totalidade de 20%.
Recomendamos a aquisição gradativa de títulos privados (Letra Financeira e CDB), chegando ao patamar de 15%.
Quanto aos fundos de investimento no exterior, recomendamos cautela devido ao atual cenário econômico onde há expectativas de alta na taxa de juros nas principais economias do mundo, trazendo volatilidade no mercado acionário exterior à curto prazo. Recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.




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