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RETROSPECTIVA
A última semana foi marcada pelas discussões em relação a política monetária, devido a reunião do FED e a divulgação da Ata do Copom por aqui, também tivemos a PEC dos precatórios, que segue para o Senado e a divulgação dos balanços das empresas referente ao 3º trimestre.
O Ibovespa, principal índice acionário do mercado, apresentou alta acumulada de 1,3%na semana, tendo que até quinta-feira o índice acumulava queda e veio se recuperar apenas na sexta-feira, repercutindo os dados do mercado em relação aos balanços das empresas, referente ao 3º trimestre de 2021 e se aproveitando do bom humor externo, com o Payroll dos Estados Unidos, vindo melhor que o esperado.
Tivemos a Divulgação da Ata do Copom, onde o comitê deixou bem claro as suas preocupações em relação as desancoragens das expectativas inflacionarias, que podem gerar um alto custo para a economia de longo prazo, com isso, motiva o Copom a elevar os juros a convergir a inflação ao centro da meta em ainda 2022.
A reunião do FED, se mostrou em linha com as expectativas de mercado, anunciando o início do Tapering, que seria a redução da compra de títulos, impactando a liquidez global, e influenciando os ativos de risco.
Entretanto a autoridade monetária informou que continuará a contribuir para a retomada econômica, fato que gerou otimismo no mercado. O que se espera é que o banco central norte americano, eleve os juros em meados de 2022.
Em relação a PEC dos precatórios, que altera a regra do teto de gastos, avançou na Câmara e deve seguir para o Senado, pela proposta, o espaço adicional para o teto de gastos para 2022 é de aproximadamente de R$ 92 Bilhões.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 9,17% para 9,33% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA subiu de 4,55% para 4,63%. Para 2023, as estimativas ficaram em 3,27%. Para 2024, as projeções saíram dos 3,07% para 3,10%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 4,94% para 4,93% para 2021. Para 2022, a estimativa caiu de 1,20% para 1,00%. Para 2023, a projeção ficou em 2,00%. Para 2024 caiu de 2,20% para 2,05%.
Para a taxa de câmbio, a estimativa ficou em R$5,50. Para 2022, o valor ficou em R$5,50. Para 2023, a projeção saiu de R$5,25 para R$5,30 e para o ano seguinte o valor ficou em R$5,20.
Para a taxa Selic, os analistas mantiveram a projeção da taxa em 9,25% em 2021. Para 2022, a taxa subiu de 10,25% para 11,00%. Em 2023, a projeção subiu de 7,25% para 7,50% e avançou também de 6,75% para 7,00% em 2024.
Apesar da agenda cheia, o foco segue para a PEC dos precatórios, que será votada em segundo turno na Câmara e deverá passar para o Senado.
Quanto as expectativas com relação ao Brasil, passa por um processo de imunização mais eficiente. Teremos que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Os dados indicam uma pressão persistente nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, segue sendo o principal foco, devido as recentes manobras do governo para amplia-lo.
Caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
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