NOSSA VISÃO – 17/05/2021

RETROSPECTIVA

Semana marcada pela divulgação do CPI dos Estados unidos, índice que mede a inflação norte-americana, que veio acima das expectativas, gerando volatilidade no mercado, devido a nova perspectiva de normalização da política monetária por lá, afetando os ativos de risco ao redor do mundo.

A possível antecipação da política monetária por lá, pressionam as taxas dos títulos mais longas nos Estados Unidos, em especial os de 10 anos, podendo gerar uma nova onda de desvalorização do real frente ao dólar.

Mesmo com o otimismo criado devido a vacinação em massa da população, onde crianças com idade acima de 12 anos já começaram a receber a primeira dose da vacina, as preocupações com a inflação foram o principal motivador do mercado, que ocasionou na queda de 1,1% no Dow Jones, 1,4% no S&P e 2,3% na Nasdaq.

Por aqui, o Ibovespa caiu 0,12% na semana, impulsionado pelo exterior em clima de aversão ao risco. A rodada de balanços da semana até contribuiu para um avanço no mercado, fechando algumas sessões no campo positivo, mas não suficiente para sustentar a semana.

Os temas relacionados a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da COVID19, na semana com o depoimento do ex-presidente da Pfizer no brasil em 2020, Carlos Murilo. As declarações divergentes nos depoimentos de Carlos Murilo e Fabio Wajngarten geraram muitos ruídos políticos.

O relator da CPI, Renan Calheiros chegou a pedir à presidência do colegiado a prisão do ex-secretário de comunicação do governo federal Fabio Wajngarten, devido as divergências encontradas no depoimento, entretanto o pedido foi negado pelo presidente da comissão, Omar Aziz.

Carlos Murilo confirmou o desinteresse do atual governo em adquirir as vacinas da empresa estadunidense, produzida em parceria com o laboratório alemão BioNtech. De acordo com o depoimento, o governo negou três ofertas em relação aos imunizantes.

Os imbróglios políticos têm impedido o brasil de aproveitar o bom humor externo, o avanço na agenda de vacinação é ponto chave para resolver o problema mais urgente no país. O Brasil completa nesse mês, quatro meses de vacinação no país, com 57,8 milhões de doses aplicadas, incluindo 19,1 milhões de pessoas que receberam a segunda dose e estão imunizadas.

Infelizmente, a falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para a produção da Coronavac e da vacina da AstraZeneca/Oxford muito provavelmente deve atrasar a vacinação para os próximos períodos.

Entretanto, a média móvel em relação aos óbitos não apresentou tendência de alta em nenhum estado brasileiro, e apresentou uma tendência de queda em 22 estados, evidenciando que passamos pelo pior momento da crise.

Na Europa e na Ásia, a agenda vazia levou o foco para o exterior, focado nos resultados corporativos, rodada de balanços e inflação nos Estados Unidos. Em resumo, ambas regiões fecharam a semana em alta.

RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,06% para 5,15%. Para 2022, a previsão para o IPCA também subiu, de 3,61% para 3,64%. Para 2023 e 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 3,21% para a 3,45% em 2021. Para 2022, a estimativa saiu 2,33% para 2,38%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.

A taxa de câmbio saiu de R$5,35 para R$5,30 em 2021. Para 2022, o valor caiu de R$5,40 para R$5,35. Para 2023, a projeção ficou em R$5,20. Em 2024, o valor ficou em R$5,10.

Para a taxa Selic, os analistas mantiveram os 5,50% em 2021, a estimativa subiu de 6,25% para 6,50% em 2022. 2023 e 2024, a projeção foi mantida para 6,50%.

PERSPECTIVA

Observaremos durante a semana o desenrolar da CPI do Covid, que vem apresentando um grau de sensibilidade considerável em relação aos ativos de risco do Brasil, além do discurso dos membros do FOMC.

As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente.

Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.

Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diário – 14/05/2021

Índices de Referência – Abril/2021

Deixe um Comentário

Repetir o Post


Arquivos
  • setembro 2026
  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • outubro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • abril 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • dezembro 2012
  • novembro 2012
  • outubro 2012
  • setembro 2012
  • agosto 2012
  • julho 2012
  • junho 2012
  • maio 2012
  • abril 2012
  • março 2012
  • fevereiro 2012
  • janeiro 2012
  • dezembro 2011
  • novembro 2011
  • outubro 2011
  • setembro 2011
  • agosto 2011
  • julho 2011
  • junho 2011
  • maio 2011
  • abril 2011
  • março 2011
  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011
  • dezembro 2010
  • novembro 2010
  • outubro 2010
  • setembro 2010
  • agosto 2010
  • julho 2010
  • junho 2010