RETROSPECTIVA
Semana positiva para os mercados, os resultados corporativos em linha com as expectativas e os dados norte-americanos em relação ao emprego amenizaram a expectativa de proximidade de retirada dos estímulos monetários, contribuindo para o bom humor global e ditando a semana.
Nos Estados Unidos, os números do setor do trabalho as declarações dos membros do Federal Reserve ficaram no destaque da semana. Em relação a pandemia, Joe Biden declarou apoio a retirada das proteções de propriedade intelectual em relação as vacinas contra a Covid-19.
A medida poderia contribuir para os países mais pobres em relação a confecção, podendo produzir de maneira genérica em pró de acabar com a pandemia em certas nações que ainda não possuem clara perspectivas de melhoras.
O bom momento norte americano só não pode ser visto na Nasdaq, termômetro para o mercado financeiro e com maior foco nas empresas do ramo tecnológico, devido à proximidade da possível retirada dos estímulos monetários, o setor que mais cresceu em plena pandemia começa a se ajustar com as realizações de lucro.
Por aqui, aproveitamos o bom humor global, o excesso de liquidez no mundo aliado aos sucessíveis aumentos na taxa básica de juros doméstica, contribuíram para que o Brasil experimentasse uma valorização mais significativa do real frente ao dólar, valorizando 3,68% na semana.
Outro ponto de destaque na semana, foi a decisão do Banco Central do Brasil em elevar a taxa Selic para 3,50%, em conformidade com as expectativas de mercado, deste modo, o Brasil da continuidade ao processo de normalização da politica monetária, visando a desaceleração da inflação para os próximos períodos, buscando principalmente se manter dentro do centro da meta em 2022.
O processo de vacinação com algumas dificuldades de logística e planejamento, a CPI da Covid 19, que na semana ouviu o ex-ministro da saúde, Nelson Teich, foram os fatores que contribuíram para maior volatilidade na semana, ocasionando um sentimento de cautela para assunção de risco.
Na Europa, os indicadores econômicos começam a indicar um processo de recuperação econômica, elevando as expectativas de mercado e ocasionando uma disparada nos principais índices por lá.
Um dos principais pontos na semana, foi a decisão do Banco Central da Inglaterra em anunciar a desaceleração no ritmo de compra de títulos, entretanto as taxas de juros continuam as mesmas, embora tenha sido enfatizado que a decisão não é uma mudança na conduta da política monetária.
Na Ásia, a semana ficou marcada pela volatilidade trazida pela tensão nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que acabou por ofuscar os dados econômicos divulgados na semana.
Entretanto, a balança comercial da China foi o ponto de destaque, a exportações crescem pelo quarto mês consecutivo e as importações vem acompanhando.
Em resumo, na semana, tivemos um avanço do Ibovespa em 2,64%, avanço de 2,66% no Dow Jones e um recuo de (1,50%) na Nasdaq.
RELATÓRIO FOCUS
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 5,04% para 5,06%. Para 2022, a previsão para o IPCA permaneceu em 3,61%. Para 2023 2024, as estimativas ficaram em 3,25%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 3,14% para a 3,21% em 2021. Para 2022, a estimativa também subiu, de 2,31% para 2,33%. Para 2023 e 2024, as projeções ficaram em 2,50%.
A taxa de câmbio saiu de R$5,40 para R$5,35 em 2021. Para 2022, a taxa ficou em R$5,40. Para 2023, a projeção ficou em R$5,20. Em 2024, saiu de R$5,08 para R$5,10.
Para a taxa Selic, os analistas mantiveram os 5,50% em 2021, a estimativa ficou em 6,25% para 2022. Para os próximos dois anos seguintes, a projeção foi mantida para 6,50%.
PERSPECTIVA
Observaremos durante a semana o desenrolar da CPI do Covid, que vem apresentando um grau de sensibilidade considerável em relação aos ativos de risco do Brasil.
As expectativas positivas em relação ao Brasil, passam por um processo de imunização mais eficiente, e ao que parece, podemos estar próximos dessa aceleração.
Teremos agora que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.
Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.
Devemos observar também, o desenrolar da PEC emergencial, que já em vigência aumenta o poder de compra dos consumidores e pode impactar a inflação de curto prazo.
A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada, agora com a Câmara e Senado definido.
Devemos observar também o processo de imunização da população brasileira com novas vacinas podendo entrar no plano inicial e agora com possível produção nacional com a ButantanVac.
A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.
Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.
Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.
Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.
O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
Indicadores Diário – 07/05/2021
Índices de Referência – Abril/2021
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