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NOSSA VISÃO – 06/01/2020

Retrospectiva

A volatilidade esteve presente nos primeiros pregões do ano, com a tensão entre os EUA e o Oriente Médio no foco das atenções depois do ataque aéreo a Bagdá.

A tensão geopolítica instalada no Oriente Médio fez preço sobre os ativos, na medida em que se confirmava a morte do general Qasem Soleimani, comandante militar mais poderoso do Irã, em razão de ataque aéreo arquitetado pelos EUA.

Com isso, o preço do petróleo disparou. O contrato futuro do petróleo tipo Brent avançou mais de 4%, diante do temor de um revide por parte do Irã.

Destaque também para o acordo comercial entre EUA e China, cuja assinatura dos termos está prevista para meados de janeiro, e respondeu por boa parte dos ganhos vindos dos mercados acionários nos últimos pregões do ano passado.

Nos EUA, foi divulgado que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial mostrou que a atividade manufatureira continuou a se recuperar em dezembro. O índice ficou em 52,4 pontos, acima das expectativas de consenso.

Na China, atividade industrial também medida pelo PMI expandiu a um ritmo mais lento em dezembro para 51,5 pontos, ante 51,8 pontos do mês anterior.

Na região do euro, as indústrias encerraram o ano com fraqueza, após o PMI indicar que a atividade industrial contraiu pelo 11º mês seguido. O índice permaneceu abaixo dos 50 pontos que separa crescimento de contração, caindo a 46,3 pontos em dezembro, ante 46,9 pontos em novembro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda generalizada em razão das tensões entre EUA e Irã. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -0,88% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -0,29%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -0,16% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -0,76%.

Por aqui, em agenda esvaziada devido aos feriados, destaque para a divulgação do PMI do setor industrial, que muito embora tenha continuado a se expandir no final de 2019, as taxas de crescimento de novos pedidos e da produção diminuíram nitidamente, ao passo que se observou também um retorno aos cortes de empregos e à queda mais acentuada nas exportações em mais de uma década. O índice encerrou dezembro em 50,2 pontos, um recuo em relação aos 52,9 pontos registrados em novembro.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de novos recordes. O Ibovespa avançou 1,01% na semana, aos 117.706 pontos, acumulando valorização no ano de 1,78%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,056. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,14%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,32%, enquanto no mês acumula desvalorização de -0,31%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram mais uma vez a estimativa para o IPCA deste ano para 4,13%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 4,04%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa passou de 3,61% para 3,60%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,50%, ante 6,38% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 desta vez se manteve, com os analistas prevendo que a economia crescerá 1,17% este ano. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 1,10%. Para 2020, o mercado financeiro também manteve a previsão de expansão do PIB em 2,30%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,24%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%. No caso de 2020, a projeção do BACEN passou de 1,8% para 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,08 para R$ 4,09. Um mês atrás a estimativa também era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela sétima semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 76,12 bilhões. Há um mês, estava em US$ 75,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

No topo da agenda desta semana, as questões geopolíticas devem nortear os próximos pregões, e a volatilidade estará presente nas cotações dos ativos mais sensíveis ao ambiente atual, como moeda, petróleo e ouro. Neste ambiente, os investidores tendem a buscar proteção no ouro, dólar e títulos do tesouro, considerados “porto seguro”.

No campo da economia, destaque para a divulgação do PMI de serviços de várias regiões da Europa e também dos EUA. Serão revelados também o relatório de empregos nos EUA e zona do euro, além de dados da inflação na região do euro e China.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA relativo ao mês de dezembro, além de dados oficiais da produção industrial.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –03/01/20

Índices de Referência –Novembro/2019

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