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Consultoria em Investimentos

Nossa Visão – 14/08/2017

Retrospectiva

Enquanto o assunto reforma da Previdência não volta a ser amplamente discutido, a revisão da meta fiscal de 2017 e 2018, foi o tema que exigiu a maior atenção do governo na semana que passou. Diante das sucessivas frustrações com as receitas e dada a dificuldade de aumentar ainda mais os impostos, para a equipe econômica não restou outra alternativa senão rever as metas, sem desconsiderar o corte adicional de gastos. A ideia é ampliar o déficit deste ano de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões e o de 2018 de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial da Alemanha subiu 2,4% em junho, frente ao mesmo mês do ano anterior, quando a expectativa era de uma evolução de 3,7%.

Nos EUA, foi divulgado que os preços ao consumidor subiram menos que o esperado em julho. Enquanto o mercado estimava em 0,2% a alta do CPI, na realidade ela foi de 0,1% em relação a junho e de 1,7% na base ano. Ainda abaixo da meta de 2% do FED.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de baixas, por conta do aumento da aversão ao risco em função das tensões entre os EUA e a Coréia do Norte. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,81%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 2,69%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 1,43% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,12%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou queda de 0,01% em julho, iniciou o mês de agosto com avanço de 0,04%. O IPC-S, que havia subido 0,38% em julho, começou o mês com alta de 0,41%, por conta da alta da gasolina. Já o IGP-M, depois de ter registrado queda de 0,95% em julho, teve, na primeira quadrissemana de agosto, queda de 0,03%.

Apesar dos combustíveis e da energia elétrica mais caros, a inflação medida pelo IPCA teve alta de 0,24% em julho e em doze meses, a alta 2,71%, ficou abaixo do piso da meta que é de 3%. No ano a inflação acumulada ficou em 1,43%.

Para a bolsa brasileira, a semana foi novamente de avanço. O Ibovespa subiu 0,69%, acumulando alta de 11,84% no ano e de 15,54% em doze meses. O dólar, por sua vez subiu 1,51%, reduzindo a variação negativa para 2,75% no ano. O IMA-B Total, por sua vez caiu 0,55% na semana, acumulando alta de 10,31% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,50% em 2017, frente a expectativa de 3,45% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7,5%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,50%, também como na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e de US$ 76,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em junho, de nova prévia do PIB do segundo trimestre, da inflação do consumidor em julho e da ata da última reunião do BCE.

Nos EUA, será divulgada a produção industrial e as vendas no varejo em julho e a ata da última reunião do FED.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação e o IBC-Br de junho.

No exterior as atenções estarão voltadas para os dados de atividade da zona do euro e da ata da última reunião do FED. No Brasil, o mercado acompanhará com redobrada atenção a divulgação da revisão da meta do déficit primário em 2017 e 2018.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 11/08/2017

Índices de Referência – Julho / 2017


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