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Consultoria em Investimentos

Nossa Visão – 07/08/2017

Retrospectiva

Após uma intensa articulação política que mobilizou o Palácio do Planalto nas últimas semanas, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, na última quarta-feira, a autorização para que o Supremo Tribunal Federal julgue a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Temer. O parecer que recomendava o arquivamento da acusação da PRG recebeu 263 votos favoráveis e 227 contrários.

No dia seguinte o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou haver disposição do governo em dar impulso para a votação de reformas neste ano. As mudanças na Previdência podem ser votadas até outubro e a reforma tributária até novembro. O ministro também admitiu que com a arrecadação sem crescer, já há estudos para a mudança da meta fiscal.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o índice de preços ao consumidor subiu 1,3% em julho, perante um ano antes, repetindo o número de junho. Já a taxa de desemprego na região ficou em 9,1% em junho, a menor marca desde fevereiro de 2009. Cerca de 14 milhões de pessoas estavam sem emprego.

E a agência Eurostat divulgou a primeira prévia da evolução do PIB da zona do euro, no segundo trimestre deste ano. Foi registrado um crescimento de 0,6% sobre o trimestre anterior e de 2,1% na comparação com o segundo trimestre de 2016.

Nos EUA, foi divulgado que os pedidos industriais tiveram uma alta de 3% em junho, após dois meses de quedas. A inflação do consumidor, por sua vez, ficou em 1,4% na base anual até julho, o nível mais baixo desde outubro, conforme prévia divulgada.

Quanto ao mercado de trabalho, continua robusto. Em julho foram criadas 209 mil novas vagas de trabalho não-rural, quando o esperado era de 178 mil. A taxa de desemprego que no mês anterior estava em 4,4% recuou para 4,3%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de altas na sua maioria. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 0,60%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,95%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 0,19%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,04%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou queda de 0,11% na terceira quadrissemana de julho, fechou o mês com queda de 0,01%. O IPC-S, que havia subido 0,09% na terceira quadrissemana, encerrou o mês com alta de 0,38%, por conta da alta da tarifa de energia elétrica.

Quanto à produção industrial, foi interrompido o período de dois meses seguidos de alta, para uma estabilização em junho, frente a maio. Na comparação anual houve uma ligeira alta de 0,5%.

Também foi divulgada a ata da última reunião do Copom, em que foi decidido o sétimo corte da taxa Selic, desta feita de 10,25% para 9,25% aa. O banco central chegou a discutir a hipótese de 0,75 pontos de redução da taxa Selic, mas acabou prevalecendo o corte de 1 ponto. Os membros do comitê concluíram por sinalizar um corte igual na próxima reunião, dependendo das condições do cenário econômico base.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de avanço. O Ibovespa subiu 2,14%, acumulando alta de 11,07% no ano e de 16,02% em doze meses. O dólar, por sua vez caiu 0,74%, acumulando variação negativa de 4,19% no ano e o IMA-B Total subiu 1,35% na semana, acumulando alta de 10,92% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,45% em 2017, frente a expectativa de 3,40% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 7,5%, frente a 8% na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,50%, frente a 7,75%, na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, frente a R$ 3,30 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, sendo que no último relatório era R$ 3,43.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do sentimento do investidor em julho.

Nos EUA, será divulgada a inflação do consumidor.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação e o IPCA de julho.

É uma semana fraca para a divulgação de indicadores econômicos e no Brasil conheceremos o IPCA de julho, ainda sem refletir totalmente o aumento de impostos incidentes sobre os combustíveis.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 07/08/2017

Índices de Referência – Junho / 2017


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