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Consultoria em Investimentos

Nossa Visão – 31/07/2017

Retrospectiva

Em outra semana de recesso parlamentar, o noticiário político se concentrou no retorno dos trabalhos legislativos que serão retomados no próximo dia 2. Nesse mesmo dia, os deputados poderão analisar em plenário a denúncia contra o presidente Temer apresentada pelo procurador-geral da República. Aliados do presidente disseram já ter 250 votos para barrar a denúncia, sendo que apenas 172, dos 513 possíveis são necessários.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o sentimento econômico atingiu a maior pontuação em uma década, com os 111,2 pontos em julho, em vista do maior otimismo nos setores de serviços e construção civil, segundo dados da Comissão Europeia. A confiança na indústria permaneceu no maior nível em mais de seis anos.

Nos EUA, foi divulgado um aumento maior que o esperado de pedidos de bens duráveis. A alta foi de 6,5%, enquanto os analistas esperavam um aumento de 2,9% em junho. Já a confiança do consumidor se recuperou em julho, com o índice atingindo 121,1 pontos, próximo do recorde.

Foi também divulgada a primeira estimativa da evolução do PIB no segundo trimestre, que registrou alta de 2,6% na comparação anual, frente uma expectativa de 2,8%. O consumo das famílias e o investimento empresarial que mais impulsionaram a atividade.

Por sua vez, a reunião do FOMC não apresentou surpresas, com a manutenção da taxa básica de juros entre 1% e 1,25% aa, graças a ausência sinais inflacionários relevantes.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 2,29%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 1,13%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, 0,02%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,70%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou queda de 0,11% na terceira quadrissemana de julho, sendo que havia caído 0,15% na segunda. O IPC-S, que havia recuado 0,05% na segunda quadrissemana, registrou alta de 0,09% na terceira. Por sua vez, o IGP-M, a inflação do aluguel, recuou 0,72% em julho, e completou o quarto mês com deflação.

Conforme o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil em junho, apurada através da Pnad Contínua foi de 13%, com 13,4 milhões de pessoas desempregadas. No final do primeiro trimestre a taxa de desemprego era de 13,7%.

Além da reunião do Copom, em que foi decidido o sétimo corte da taxa Selic, desta feita de 10,25% para 9,25% aa, foi também divulgado na semana que o setor público consolidado registrou déficit de R$ 19,6 bilhões em junho, elevando para R$ 35,2 bilhões o déficit acumulado no ano.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de alta. O Ibovespa avançou 1,26%, acumulando alta de 8,75% no ano e de 14,29% em doze meses. O dólar, por sua vez subiu 0,64%, acumulando variação negativa de 3,48% no ano e o IMA-B Total subiu 0,63% na semana, acumulando alta de 9,44% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,40% em 2017, frente a expectativa de 3,33% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8%, como na pesquisa anterior e para o final de 2018 em 7,75%, frente a 8%, na última pesquisa.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, igual a pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,43, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor, da taxa de desemprego, das vendas no varejo e do PMI industrial, em julho, bem como o PIB do segundo trimestre.

Nos EUA, serão divulgados o consumo pessoal, o PMI industrial e a taxa de desemprego em julho.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação, a produção industrial em junho e a ata da última reunião do Copom.

No que diz respeito à economia internacional, serão divulgados importantes dados de atividade e do emprego tanto na zona do euro, quanto nos EUA.

No Brasil, além da divulgação da produção industrial em junho, o mercado estará atento a ata da última reunião do Copom, já de olho na próxima redução da taxa Selic.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 31/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017


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