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Nossa Visão – 24/07/2017

Retrospectiva

Em uma semana de recesso parlamentar, o governo anunciou, na quinta-feira, uma forte elevação nas alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, objetivando uma injeção de R$ 10,4 bilhões nos cofres públicos, neste ano. Também comunicou sobre um contingenciamento adicional de R$ 5,9 bilhões no Orçamento federal, buscando assegurar a meta fiscal deste ano. Segundo estudos, o impacto das novas alíquotas no IPCA será ao redor de 0,5%.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado que a inflação da região em junho foi de 1,3% na base anual, totalmente em linha com as expectativas do mercado.

Nos EUA, foi divulgado o indicador Empire Manufacturing que caiu de 19,8 pontos em maio, para 9,8 em junho, sendo que o consenso era que caísse para 15 pontos.

Na China, que no primeiro semestre deste ano, importou 25% de tudo que o Brasil exportou, o crescimento do PIB no segundo trimestre foi de 6,9%, ritmo igual ao do primeiro. Já as vendas do varejo cresceram 11% em junho sobre o ano anterior e a produção industrial 7,6%.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,54%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,01%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,54%, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,09%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe, que registrou estabilidade na primeira quadrissemana de julho, caiu 0,15% na segunda. O IPC-S, que havia recuado 0,18% na primeira quadrissemana, registrou queda de 0,05% na segunda. Por sua vez, o IGP-M, a inflação do aluguel, que recuou 0,95% na primeira prévia de julho, caiu 0,71% na segunda prévia.

Já o IPCA-15, depois de ter avançado 0,16% em junho, registrou a sua primeira deflação em sete anos ao recuar 0,18% em julho. Alimentação, bebidas e transportes, registraram as maiores quedas nos preços.

Por outro lado, foi anunciado pela Receita Federal que a arrecadação federal no primeiro semestre do ano somou R$ 648,5 bilhões e se expandiu em 0,77%, descontada a inflação, na comparação com o primeiro semestre de 2016.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de queda. O Ibovespa recuou 1,15%, mas acumula alta de 7,40% no ano e de 13,48% em doze meses. O dólar, por sua vez recuou 2,02%, acumulando variação negativa de 4,10% no ano e o IMA-B Total subiu 1,77% na semana, acumulando alta de 8,76% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,33% em 2017, frente a expectativa de 3,29% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,20%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que agora, para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8%, e para o final de 2018 também em 8%, ambas como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,34%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,00%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, igual a pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,43, frente a R$ 3,45 no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança na economia, em julho.

Nos EUA, será divulgada as encomendas de bens duráveis em junho, o PMI industrial e a confiança do consumidor em julho, o PIB do segundo trimestre, além da reunião do FOMC que irá deliberar sobre a política monetária.

No Brasil, serão divulgados, os indicadores parciais de inflação, a taxa de desemprego em junho, além da reunião do Copom que irá deliberar sobre a política monetária.

No que diz respeito à economia internacional, o principal evento será a reunião do FED, enquanto no Brasil será a reunião do Copom, quando é esperada a redução de 1 p.p da taxa Selic.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 24/07/2017

Índices de Referência – Junho / 2017


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