Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

Nossa Visão – 26/06/2017

Retrospectiva

Enquanto o presidente Temer viajava, causou grande surpresa e decepção a desarticulação do governo na derrota por 10 a 9, da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, na última semana. Ainda bem que isso não inviabilizou o trâmite da matéria na casa, já que o texto do projeto deve ser votado na CCJ nesta semana, onde precisa ser realmente aprovado antes do envio para o plenário.

Na Rússia, o presidente brasileiro encontrou-se com o seu colega, Vladimir Putin para a assinatura de declaração conjunta que defende o combate ao aquecimento global, entre outros temas, visão contrária à do presidente Donald Trump sobre o assunto. Foram também assinados atos que visam a melhorar o comércio entre os dois países e sobre a cooperação tecnológica na área nuclear.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado na semana passada que o crescimento empresarial da região perdeu força em maio. Embora o PMI industrial tenha avançado de 57 pontos em abril para 57,3 em maio, o PMI de serviços caiu de 56,3 em abril para 54,7 pontos em maio, levando também para evolução negativa o PMI composto.

Nos EUA, o PMI industrial caiu de 52,7 pontos em maio, para 52,1 em junho, enquanto o PMI de serviços recuou de 53,6 pontos em maio, para 53 em junho. Apesar da queda no mês, a leitura acima dos 50 pontos ainda indica expansão.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de resultados mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,15% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,53%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,21% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,95%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que subiu 0,13% na segunda leitura de junho, registrou deflação de 0,12% na terceira. O índice caiu em todas as sete capitais em que é pesquisado e a maior queda foi no grupo habitação, por conta da redução dos preços da energia elétrica.

Por sua vez, o IPCA-15, depois de avançar 0,24% em maio, desacelerou a alta para 0,16% em junho e passou a subir 3,52% em doze meses. Foi a menor variação para um mês de junho desde 2006.

Na semana anterior foi também divulgado o Relatório Trimestral de Inflação, em que o Banco Central manteve a previsão de um avanço de 0,5% para o PIB neste ano e reduziu a estimativa de inflação de 2017 para 3,8%.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de nova queda com o Ibovespa caindo 0,87%. O dólar, por sua vez subiu 1,37% e o IMA-B Total recuou 0,27%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,48% em 2017, frente a expectativa de 3,64% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,30%, frente a 4,33% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores.  E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como nas pesquisas anteriores.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,39%, frente a 0,40% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,10%, frente a 2,20% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,32, no fim de 2017, frente a R$ 3,30 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança e da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA, serão divulgados os pedidos de bens duráveis em maio, uma nova estimativa do PIB do primeiro trimestre deste ano, além de vários pronunciamentos de membros do FOMC sobre a política monetária.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, os dados fiscais de maio e a confiança do consumidor em junho.

No que diz respeito à economia internacional, merecem destaque os pronunciamentos que os membros do FED deverão fazer em várias instancias sobre o andamento da política monetária no país.

No Brasil, a divulgação dos dados fiscais de maio e os indicadores parciais de inflação serão os eventos mais acompanhados pelo mercado financeiro, em um momento em que o IPCA do mês de junho poderá apresentar deflação, a primeira desde 2006.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 26/06/2017

Índices de Referência – Maio / 2017

Deixe um Comentário

Repetir o Post