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Nossa Visão ESPECIAL – 18/05/2017

Caiu como uma “bomba” a notícia veiculada ontem à noite na mídia, dando conta que o Presidente Michel Temer teria dado aval ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, para comprar o silêncio de Eduardo Cunha. Na conversa entre ambos, que teria sido gravada por Joesley, Temer teria se manifestado favoravelmente a manutenção de uma mesada a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro, presos na operação Lava-Jato, para que ambos, tidos como conhecedores de segredos de dezenas de casos escabrosos, ficassem calados.

Em nota, o Presidente Michel Temer disse que “jamais” solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha e negou ter participado ou autorizado “qualquer movimento” para evitar delação do correligionário.

Não bastasse, Joesley teria afirmado que gravou conversa com o senador Aécio Neves que teria pedido R$ 2 milhões para custear despesas com advogados nos processos da Lava-Jato. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal, que teria rastreado o caminho dos reais e descoberto que eles foram depositados numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). Todos negam.

As notícias repercutiram imediatamente nos mercados financeiros. Embora aqui os mercados já estivessem fechados, lá fora os papéis de empresas brasileiras, negociados no exterior apresentavam quedas expressivas.

Hoje na abertura dos mercados locais, a tensão foi a marca registrada, de forma jamais vista em outras crises. O Ibovespa despencava mais de 10%, acionando o dispositivo “circuit-breaker”, que interrompe automaticamente os negócios, neste nível de queda. No mercado de juros futuros, as taxas subiam entre 100 e 180 pontos-base, dependendo do prazo de vencimento do contrato. Já os contratos de dólar futuro com vencimento em junho subiam forte, atingindo cotação superior a R$ 3,40.

O reflexo imediato desse evento inédito é do aumento da aversão ao risco para níveis altíssimos, e o que se espera é um período de intensa volatilidade, mas com viés de baixa.

A tomada de qualquer decisão de investimento neste momento crítico deve ser pautada pela razão, sob o risco de materializar perdas irreversíveis ao patrimônio do RPPS. Em outras palavras, vender ativos em um momento de pânico generalizado tende a ser desastroso.

Todas as nossas recomendações sempre foram realizadas com base nos fundamentos macroeconômicos, sendo que a sugestão de alocação vigente se apoiou integralmente na continuada melhora que esses fundamentos vêm apresentando.

A crise que agora vivemos é essencialmente política e a forma que os seus desdobramentos possam afetar a economia e o andamento das reformas estruturais ainda é incerta e duvidosa.

Aos nossos clientes, recomendamos agir com cautela na movimentação dos recursos financeiros. Se por um lado a incerteza da crise implica em aguardarmos um melhor momento para se efetivar movimentações nas posições mais arriscadas, por outro, lembramos que toda crise abre ao mesmo tempo a oportunidade de compra de ativos a preços bem convidativos. Ou seja, toda crise também representa uma oportunidade.

O nosso Comitê de Investimentos está de prontidão, acompanhando os fatos, e disseminará através dos contatos usuais qualquer mudança de posicionamento.

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