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Consultoria em Investimentos

Nossa Visão – 15/05/2017

Retrospectiva

Dos onze destaques apresentados ao texto da reforma da Previdência, apreciados pela comissão especial da Câmara, na última terça-feira, apenas o que mantém a Justiça estadual como fórum para acidentes de trabalho foi mantido. O texto seguiu então para o plenário da casa, cuja votação deve acontecer após a apreciação da reforma trabalhista passar no Senado.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial recuou em março pelo segundo mês consecutivo, contrariando as expectativas do mercado. A queda foi de 0,1% em relação a fevereiro, embora o avanço na comparação anual tenha sido de 1,9%.

Nos EUA, em abril, as vendas no varejo subiram 0,4% frente a março, quando a expectativa era de um avanço de 0,6%. Na comparação anual, o avanço foi de 4,5%.

Já o índice de preços ao consumidor, que havia recuado 0,3% em março, subiu 0,2% em abril. Em doze meses a inflação do consumidor foi de 2,2%.

Nos mercados de ações europeus, a semana foi novamente de altas e os principais índices atingiram a máxima de 21 meses, com os bons resultados corporativos. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,42% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,89%. Por sua vez, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 0,35% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 2,25%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que subiu 0.12% na última semana de abril, acelerou para 0,26% na primeira leitura de maio. Já o IGP-M caiu 0,89% na primeira prévia de maio e registrou a maior queda no período desde 1989. A baixa foi influenciada principalmente pela queda dos itens industriais no atacado e pela desaceleração da inflação no varejo.

Por seu turno, a inflação medida pelo IPCA registrou, em abril, a menor taxa para o mês desde 1994 ao subir 0,14%. No ano a alta acumulada foi de 1,10% e em doze meses de 4,08%. Quanto ao INPC a alta no mês de abril foi de 0,08% e acumulou no ano uma variação de 1,06% e de 3,99% em doze meses.

Foi também divulgado pelo IBGE, o resultado das vendas no varejo em março, cuja queda de 1,9% em relação a fevereiro foi a maior em 14 anos, acentuada pelo mau resultado nas vendas dos supermercados.

Na semana anterior, o Ibovespa subiu 3,82% e passou a acumular uma alta de 13,27% em 2017. Já o dólar caiu 1,49% na semana e acumula uma queda de 3,99% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 1,43% na semana e acumula alta de 8,33% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,93% em 2017, frente a expectativa de 4,01% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,36%, frente a 4,39% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,50%, frente a 0,47% da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, frente a R$ 3,23 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,36, frente a R$ 3,40na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78,50 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação e da confiança do consumidor em maio, bem como uma nova prévia da variação do PIB no primeiro trimestre.

Nos EUA, serão divulgadas a produção industrial e os indicadores antecedentes de abril.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, o IBC-Br de março e a taxa de desemprego em abril.

Do lado da economia internacional, não há grandes eventos previstos para a semana. No Brasil, a divulgação do IBC-Br traz uma prévia da variação do PIB no mês.

Permanece a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 15/05/2017

Índices de Referência – Abril / 2017

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