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Nossa Visão – 08/05/2017

Retrospectiva

E a comissão especial da Câmara aprovou, na quarta-feira, por 23 votos a 14, o texto da reforma da Previdência que será agora submetido à apreciação no plenário. Embora a votação dos destaques tenha sido adiada para esta semana, o presidente da comissão, o deputado Carlos Marun, declarou que a ideia é votar os cerca de 11 destaques em uma única sessão.

O texto da PEC 287/2016, que muda regras da Previdência, inclusive quanto a idade para a aposentadoria, 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, por exemplo, antes de seguir para o Senado precisa ser aprovado em dois turnos pela Câmara, com pelo menos 308 votos a favor (3/5 dos deputados).

Por enquanto o governo ainda não tem esses votos, mas já definiu que a estratégia será a de intensificar a articulação política e melhorar a comunicação sobre os pontos da reforma.  Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não há mais espaços para mexer em pontos da proposta que resulte em perda financeira para os cofres públicos. As negociações serão só políticas.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, as vendas no varejo subiram 0,3% em março, após aumento de 0,5% um mês antes. Nesse mesmo mês, a taxa de desemprego na região foi de 9,5%, estável em relação a fevereiro, quando o número de desempregados era de um pouco mais de 15,5 milhões.

Para a economia como um todo, segundo a agência Eurostat, o crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano foi de 0,5% sobre o trimestre anterior e de 1,7% na base anual. Já no início do segundo trimestre, o PMI industrial atingiu a melhor pontuação em 6 anos, o que sugere que a recuperação econômica do bloco é generalizada e sustentável.

Nos EUA, em março, os gastos dos consumidores ficaram inalterados pelo segundo mês consecutivo e a taxa de inflação mensal medida através do PCE caiu pela primeira vez em um ano, confirmando a fraca demanda doméstica no primeiro trimestre deste ano.

Em abril, 211 mil novos postos de trabalho não rural foram criados, quando se esperava que seriam 190 mil. A taxa de desemprego recuou de 4,5% em março, para a 4,4%, o menor nível em 10 anos. O movimento reflete sinais de um mercado de trabalho apertado que pode pavimentar o caminho para uma alta dos juros em junho.

Em sua reunião ordinária na semana anterior o FED decidiu manter inalterada a taxa básica de juros entre 0,75% e 1% aa, o que reforçou a visão do mercado que apenas dois novos aumentos ainda ocorrerão neste ano.

Nos mercados de ações internacionais, a semana foi novamente de altas. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu2,24% eo FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,30%. Por sua vez, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,63% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,30% também.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,56% na terceira medição de abril, para 0,61% na quarta, ainda influenciado pelo grupo alimentação. O IPC-S, por sua vez, que na terceira prévia de abril subiu 0,31%, desacelerou a alta para 0,12% na última, sendo que a maior contribuição veio do grupo Habitação, para o índice do mês.

Conforme o IBGE, a produção industrial brasileira voltou a crescer e avançou 1,1% em março, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a fevereiro a alta foi de 1,8%.

Na primeira semana de maio, o Ibovespa subiu 0,47% e passou a acumular uma alta de 9,10% em 2017. Já o dólar caiu 0,69% na semana e acumula uma queda de 2,54% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 0,31% na semana e acumula alta de 6,80% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,01% em 2017, frente a expectativa de 4,03% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,39%, frente a 4,30% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,47%, frente a 0,46% da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, frente a R$ 3,38na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 76 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em março e da confiança do consumidor em maio.

Nos EUA, serão divulgadas a inflação do consumidor e as vendas no varejo em abril, bem como a previa da confiança do consumidor em maio.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, o IPCA e o INPC de abril.

Do lado da economia internacional, definida a eleição presidencial na França a favor de Macron, não há grandes eventos previstos para a semana. No Brasil,a divulgação do IPCA de abril poderá reforçar a visão de que o próximo corte da taxa Selic pode ser de 1,25 pp, embora o BC tenha reforçado a ideia de que o corte de 1% parece ser o mais adequado. E o mercado financeiro também estará focado no esforço do governo em acelerar a tramitação da reforma trabalhista no Senado.

Permanece, apesar da queda normal no mês de abril, a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 08/05/2017

Índices de Referência – Março / 2017

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