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Nossa Visão – 10/04/2017

Retrospectiva

Conforme levantamento feito pelo Grupo Estado na Câmara dos Deputados e divulgado no início da semana anterior, se votada agora como foi inicialmente enviada, a reforma da Previdência seria rejeitada por 241 deputados dos 513, ou 36 votos a mais do que o número máximo de votos contrários permitidos para que o texto seja aprovado.

Um dos pontos da reforma mais rejeitado é a idade mínima para a aposentadoria, de 65 anos para homens e 60 para mulheres. No jogo democrático, a negociação apenas começou e é preciso ouvir e se preciso mudar. Se ficar como está, todos no futuro acabarão perdendo. Para o relator do projeto da reforma, Arthur Maia, cinco pontos serão alterados e para o presidente Temer, com isso, o governo cedeu até onde podia.

Para o governo, o rombo na Previdência será de R$ 188,8 bilhões neste ano e de R$ 202,2 bilhões no próximo. As mudanças em negociação deverão reduzir a economia com a reforma, estimada inicialmente em cerca de R$ 800 bilhões, entre 15 e 20%.

Economistas ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo foram categóricos em afirmar que o país perde confiança se a mudança não for realizada. Sem ela, a recuperação econômica, que mal começou, estará comprometida e a solvência do Estado seriamente ameaçada. Para o mercado financeiro, conforme declaração de diretor da Ambima, a expectativa é de aprovação da reforma entre o segundo e o terceiro trimestre do ano. Já a reforma trabalhista, que é mais palatável que a previdenciária, poderá ser aprovada antes, conforme o presidente Temer.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, as vendas no varejo cresceram 0,7% em fevereiro, em relação ao mês anterior, quando a expectativa era de elevação de 0,5%. Por sua vez, a taxa de desemprego que em janeiro era de 9,6%, caiu para 9,5% no mês seguinte. Um ano atrás era de 10,3%.

Já o PMI composto, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu para 56,4 pontos em fevereiro, depois de registra 56 pontos no mês anterior. Foi o maior nível em 71 meses e revela a continuidade da expansão da região.

Nos EUA, em março, foram criadas 98 mil novas vagas de trabalho não rural, quando a expectativa era de 180 mil vagas. No entanto, a taxa de desemprego recuou de 4,7% para 4,5%, o menor nível em quase dez anos. Ainda no mês, a atividade industrial desacelerou levemente, conforme o ISM.

Também foi a anunciado, na última semana, que as vendas no varejo cresceram 0,4% em fevereiro, como era estimado, depois do recuo de 0,2% no mês anterior. Já a ata da última reunião do FOMC, revelou que a maioria dos participantes antecipou aumentos graduais das taxas de juros, contanto que a economia continue caminhando como o esperado.

Nos mercados de ações internacionais,oDax, índice da bolsa alemã, caiu na semana0,71%, enquanto o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,36%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu0,30% na semana, enquanto o Nikkey 225, da bolsa japonesacaiu 1,29%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,06% na terceira medição de março, para 0,14 no final, por conta do grupo alimentação. O IPC-S que fechou em 0,47% em março, acelerou para 0,49% na primeira medição de abril. Já o IGP-M, conforme a FGV, teve deflação de 0,74% na primeira semana deste mês, principalmente por conta do recuo dos preços agropecuários.

Na semana, foi também divulgado pelo IBGE o IPCA, que depois de marcar 0,33% em fevereiro, desacelerou para 0,25% em março. Assim, no ano, a inflação acumulada foi de 0,96%, o resultado mais baixo desde o início do Plano Real, em 1994 e a inflação em doze meses foi de 4,57%, bem próxima do centro da meta de inflação.

Quanto à produção industrial de fevereiro, a alta de 0,1% em relação a janeiro ficou abaixo da estimativa de 0,5%. No ano a alta acumulou 0,3% e em doze meses a queda foi de 4,8%.

Na primeirasemana de abril, o Ibovespa caiu0,60%, masacumula umaalta de 7,25% em 2017. Já odólarcaiu1,21% na semana e acumulou uma queda de 3,96% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentouqueda de 0,48% na semana e acumula alta de 6,38% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,09% em 2017, frente a expectativa de 4,10% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,46%, frente a 4,50% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou quepara o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em8,50%, frente a 8,75% na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, comona pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,41%, frente a 0,47% da última pesquisae para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, sendo que na pesquisa anteriorestaria em R$ 3,25 e para o final do próximo ano em R$ 3,370, frente a R$ 3,40 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhõesem 2017 e US$ 74 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial de fevereiro e da confiança do investidor em abril.

Nos EUA, serão divulgadas a taxa de desemprego, a inflação do consumidor em março e a prévia da confiança do consumidor em abril.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, a pesquisa mensal de vendas no varejo em fevereiro, além da realização da reunião do Copom no dia 12.

Do lado da economia internacional, não há eventos de grande relevância. No Brasil, o foco estará na reunião do Copom, em que o mercado financeiro estima uma redução de 1% na taxa Selic, com o colegiado do Banco Central levando-a para 11,25% aa.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendaçãoé de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 10/04/2017

Índices de Referência – Março / 2017

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