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Consultoria em Investimentos

Nossa Visão – 27/03/2017

Retrospectiva

Como era de se esperar, a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal contra um esquema envolvendo fiscais agropecuários federais e empresários do setor provocou estragos nas exportações brasileiras. Vários países importadores declararam a suspensão temporária de compra do produto nacional, até que o governo brasileiro dê as devidas explicações. A China, o maior importador, já voltou a importar.

Em relação à reforma da Previdência, o governo decidiu excluir da proposta os servidores públicos estaduais e municipais. Assim, ela será proposta para os servidores da iniciativa privada e os servidores públicos federais. Ficará por conta dos estados e municípios a edição de normas relativas à matéria. Para o ministério do Planejamento, a alteração do projeto não terá impacto nas contas do governo federal.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o progresso do setor privado registrou em março o maior nível em quase seis anos, conforme a primeira estimativa da pesquisa Markit. O PMI dos setores de serviço e manufatureiro subiu para 56,7 pontos em março, frente a 56 em fevereiro. Um índice superior a 50 reflete avanço da atividade, enquanto um índice inferior indica recuo.

Nos EUA, em fevereiro, foram vendidas 592 mil novas casas, quando a expectativa era de 565 mil e 5,48 milhões de casas existentes, quando a expectativa era de 5,55 milhões. Já os pedidos de bens duráveis cresceram 1,7%, enquanto os analistas esperavam um avanço de 1,3%.

No mercado acionário internacional foi uma semana de quedas, por conta da derrota do presidente Trump na derrubada do sistema de assistência médica criado pelo governo Obama. Assim, o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,26% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,19%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou 1,44% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,33% na semana.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S acelerou de 0,35% na segunda quadrissemana, para 0,39% na terceira e o IPCA-15, prévia da inflação, foi de 0,15% em março, sendo que no mês anterior havia sido de 0,54%. Para um mês de março é a menor inflação dos últimos 8 anos.

Quanto ao setor externo, as transações correntes registraram em fevereiro um déficit de US$ 935 milhões, totalizando US$ 22,8 bilhões nos últimos doze meses. Já os investimentos diretos no país somaram US$ 5,3 bilhões no mês.

Na última semana, o Ibovespa recuou 0,562%, mas ainda acumula uma alta de 6,02% em 2017. Já o dólar subiu 0,67% na semana, mas acumula queda de 4,02% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,06% no mesmo período e acumula uma alta de 6,75% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,12% em 2017, frente a expectativa de 4,15% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 9%, como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,47%, sendo que na semana anterior era 0,48% e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,28, no fim de 2017, sendo que na pesquisa anterior estaria em R$ 3,29 e para o final do próximo ano em R$ 3,40, como na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 73,50 bilhões em 2017 e US$ 74 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança e da inflação do consumidor em março.

Nos EUA, serão divulgadas a confiança do consumidor em março e a última revisão do PIB do quarto trimestre de 2016, além do discurso de Janet Yellen, presidente do FED

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, a confiança do consumidor em março, o IBC-Br e as vendas no varejo, em janeiro

Do lado da economia internacional, a agenda não será das mais cheias. No Brasil, o foco estará na divulgação de eventual aumento de impostos, dado o rombo orçamentário de R$ 58 bilhões previsto para este ano e a necessidade de cumprimento da meta fiscal.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 27/03/2017

Índices de Referência – Fevereiro / 2017

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