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Consultoria em Investimentos

O gerenciamento de risco e a diversificação

A diversificação, no universo das aplicações no mercado financeiro, é a maneira como o investidor raciona sua poupança nos diferentes ativos financeiros e reais, como por exemplo: alocar 65% dos seus recursos em fundos de renda fixa, 15% em FIDC, 15% em fundos de ações, 5% em fundos multimercado.

A diversificação contribui para a redução dos riscos de rentabilidade insatisfatória ou mesmo de perdas. É o bom e velho ditado: “não coloque todos os ovos numa única cesta”. Desta maneira, quando a rentabilidade de uma modalidade de investimento não estiver apresentando rentabilidade satisfatória, os outros podem compensar, de forma que na média não tenha perdas mais expressivas.

Vamos imaginar que um determinado investidor coloque todo seu recurso em fundos de renda fixa e que deste total 90% em apenas um fundo! Caso este fundo apresente rentabilidade negativa este investidor poderá amargar uma perda substancial caso necessite resgatar todo ou parte deste investimento. O mais sensato então seria repartir o bolo em vários pedaços, investimentos. A forma como o investidor diversifica seus investimentos depende de seu perfil como investidor, principalmente do nível de risco que aceita, do prazo, horizonte de tempo, que espera obter o resultado, de suas metas e objetivos de vida, e do volume de dinheiro que pode investir.

Um investidor com poucos recursos tem uma menor capacidade de diversificação que outro investidor com mais recursos. Quem tem mil reais não tem condições de direcionar parte de suas aplicações para o segmento de imóveis, por exemplo. O que já é admissível para quem tem em caixa um milhão de reais. Além disso, é necessário ressaltar que existem valores mínimos exigidos para cada modalidade aplicação. Deste modo, se um fundo de ações estabelece um mínimo de dez mil reais, um investidor com menos recursos do que este patamar não tem capacidade para diversificar suas aplicações com a inclusão este fundo.

É imprescindível nas estratégias de diversificação a inclusão de fundos mais ou menos líquidos, com maior ou menor nível de risco e rentabilidade, de vários segmentos do mercado, de forma a diminuir o risco geral da carteira de perdas geradas por uma rentabilidade baixa ou negativa de um único fundo. E dentro de um mesmo mercado, como o de ações, o mais indicado é diversificar a carteira em vários papéis (também de diferentes setores da economia), novamente com o objetivo de reduzir os riscos.

Caro gestor, já que definimos o que é diversificação, cabe uma pergunta.

A carteira de investimentos que você administra está satisfatoriamente diversificada?

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