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Nossa Visão – 13/02/2017

Retrospectiva

Com a definição do ministro Edson Fachin, como o novo relator da Operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal e a homologação da delação premiada da Odebrecht, o fator político voltou a poder ter grande influência sobre o econômico, em um momento em que o sigilo que envolve a citada delação pode ser quebrado pela imprensa e/ou oficialmente derrubado.

Em entrevista coletiva para a imprensa, nesta segunda-feira, o presidente Temer afirmou que os ministros de estado que eventualmente sejam denunciados pela Procuradoria-Geral da República, no âmbito da operação serão afastados provisoriamente do governo. Caso o STF aceite a denúncia, o que transformaria o ministro em réu, ele seria definitivamente desligado do governo.

Com a homologação das 77 delações da Odebrecht, realizada pelo STF em janeiro, é esperado que novos inquéritos sejam abertos pela PRG para investigar citados na colaboração da empreiteira.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o PMI do setor varejista indicou expansão da atividade em janeiro, ao passo que a produção industrial na Alemanha, em dezembro teve queda de 3%, a maior em quase oito anos.

De acordo com a pesquisa divulgada na quinta-feira, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, o crescimento econômico deve ganhar força em vários países avançados como a Alemanha, o Japão e os EUA, assim como em nações em desenvolvimento, incluindo Brasil, China e Rússia. O índice de indicadores antecedentes dos 35 países que integram a OCDE ficou em 99,9 pontos em dezembro, repetindo o nível de novembro e sugerindo ímpeto de crescimento estável.

Nos EUA, foi divulgado que a prévia do sentimento do consumidor em fevereiro ficou um pouco abaixo das expectativas, mas ainda segue robusto.

Também na quinta-feira, o presidente Trump declarou que apresentará um espetacular plano de redução de impostos, nas próximas duas ou três semanas, mas sem entrar em detalhes.

Na China, a balança comercial deu novo sinal de recuperação, com as exportações disparando 7,9% em ritmo anual, em janeiro e o superávit comercial crescendo de US$ 40 bilhões em dezembro, para US$ 51,3 bilhões em janeiro. E no Japão, a economia cresceu 1% em taxa anualizada, no último trimestre de 2016.

No mercado acionário internacional a semana foi de altas. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,13% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 0,98%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu novo patamar recorde, embalado pela promessa de Trump de reduzir impostos e subiu 0,81%. Já o Nikkey 225, da bolsa japonesa, evoluiu 2,44%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe desacelerou de 0,32% para 0,18%, da quarta quadrissemana de janeiro, para a primeira de fevereiro e o IPC-S, também desacelerou, de 0,69% na última quadrissemana do mês anterior, para 0,61% na primeira quadrissemana deste mês. Já o IGP-M. considerado a inflação do aluguel, após fechar janeiro com uma alta de 0,64%, teve forte desaceleração para 0,10% na primeira prévia de fevereiro.

Já o IPCA, que subiu 0,38% em janeiro, registrou a menor taxa para esse mês desde 1994 e acumulou alta de 5,35% em doze meses. Mesmo com a alta das tarifas de ônibus e das mensalidades escolares, o índice ficou abaixo da média de 0,42% estimada por economistas. Por sua vez, o INPC subiu 0,42% em janeiro e acumulou alta de 5,44% em doze meses.

Na semana, o Ibovespa avançou 1,80% e acumula uma alta de 9,79% em 2017. O dólar, se desvalorizou 0,28% na semana e acumula queda de 4,41% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 1,60% na semana e acumula uma alta de 4,48% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado nesta segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,47% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,64%. Cabe destacar que a estimativa já considera a inflação abaixo do centro da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, também como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,48%, frente a 0,49% na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,30%, sendo que na semana anterior era de 2,25%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,36, no fim de 2017, contra R$ 3,40 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,49, frente a R$ 3,50 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,93 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial, em dezembro e de nova prévia do PIB do quarto trimestre de 2016.

Nos EUA, serão divulgadas a inflação do consumidor, as vendas do varejo e a produção industrial em janeiro, além do discurso semestral da presidente do FED, Janet Yellen, perante o Congresso americano.

No Brasil, além dos indicadores semanais de inflação, serão divulgadas as vendas no varejo e o IBC-Br de dezembro.

Do lado da economia internacional, o evento a ser acompanhado é o discurso da presidente do FED, no Congresso dos EUA e no Brasil o mercado estará atento aos indicadores de atividade em dezembro e a eventuais notícias da Operação Lava Jato.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 10/02/2017

Índices de Referência – Janeiro / 2017

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