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Nossa Visão – 06/02/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, o PIB dos 19 países que formam o bloco aumentou 0,5% entre outubro e dezembro de 2016, em relação ao trimestre anterior, quando havia evoluído 0,4%. No ano o crescimento foi de 1,8%, conforme prévia da agência Eurostat.

Em dezembro, enquanto a taxa de desemprego na zona do euro caiu para 9,6%, com cerca de 15 milhões de desempregados, o nível mais baixo desde maio de 2009, as vendas no varejo decepcionaram e tiveram queda de 0,3%, quando a expectativa era de uma alta de 0,3%.

Já em janeiro, a inflação acelerou fortemente e atingiu 1,8% anualizada, graças aos aumentos dos preços da energia e se aproximou bastante da meta de 2% do Banco Central Europeu. Por sua vez, o índice de gerentes de compras PMI composto, que engloba os setores industrial e de serviços ficou em 54,4, repetindo e permanecendo no maior nível em cinco anos e meio.

Nos EUA, foi divulgado que em dezembro os gastos das famílias subiram 0,5%, enquanto as receitas subiram 0,3% e que os pedidos às indústrias avançaram 1,3% no mês, ligeiramente abaixo das expectativas.

Foi também divulgado que em janeiro, a criação de novas vagas de trabalho não rurais superou as expectativas dos economistas e alcançou a marca de 227 mil, quando se esperava 175 mil. No entanto, a taxa de desemprego avançou de 4,7%, no mês anterior, para 4,8%, com mais pessoas procurando emprego. Ainda em janeiro, a confiança dos consumidores caiu mais que o previsto e a atividade no setor de serviços desacelerou em relação a dezembro.

E na última quarta-feira, o banco central americano, o FED, decidiu manter inalterada a taxa de juros entre 0,50% e 0,75% aa. destacando que o crescimento econômico continua, que o mercado de trabalho segue sólido e que a confiança das empresas e dos consumidores melhora.

Na China, a atividade industrial registrou leve desaceleração em janeiro, mas permanece robusta e no Japão, o banco central manteve a política monetária e projeções otimistas sobre a evolução dos preços na economia.

No mercado acionário internacional, o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 1,38% na semana e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,05%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu novo patamar recorde e subiu 0,12% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, caiu 2,82%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação o IPC-Fipe desacelerou de 0,58% para 0,32%, da terceira quadrissemana de janeiro, para a quarta e última e o IPC-S, ao contrário, acelerou de 0,68% na terceira quadrissemana do mês, para 0,69% na quarta. Já o IGP-M. considerado a inflação do aluguel, após avançar 0,54% em dezembro, fechou janeiro com uma alta de 0,64% diante da maior pressão dos preços ao consumidor.

Do lado fiscal, foi divulgado o déficit primário de dezembro, que alcançou a cifra de R$ 70,7 bilhões, totalizando R$ 155,8 bilhões em 2016 ou 2,47% do PIB. O resultado refletiu a queda na arrecadação, consequência da recessão e do aumento de despesas importantes, como as com a Previdência.

Conforme o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 12% no último trimestre do ano anterior, com 12,3 milhões de desempregados e mesmo com a alta de 2,3% da produção industrial em dezembro, frente ao mês anterior, o ano registrou uma queda de 6,6% em relação a 2015.

Na semana, o Ibovespa recuou 1,64%, mas ainda acumula uma alta de 7,85% em 2017. Só no mês de janeiro, os investidores estrangeiros, investiram R$ 6,2 bilhões líquidos na bolsa brasileira. Já o dólar, se desvalorizou 1,12% na semana e acumula queda de 4,14% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,62% na semana e acumula uma alta de 2,84% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,64% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,70%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, também como na semana anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,49%, frente a 0,50% na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,25%, sendo que na semana anterior era de 2,20%.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,50, também sem alteração frente a última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,96 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do PMI do varejo em janeiro e da produção industrial na Alemanha em dezembro.

Nos EUA, serão divulgados o resultado fiscal em janeiro e a prévia da confiança do consumidor em fevereiro.

No Brasil, além dos indicadores semanais de inflação, será divulgado o IPCA de janeiro.

Do lado da economia internacional, não há grandes eventos programados para esta semana e no Brasil o mercado estará atento a divulgação do IPCA de janeiro, que poderá impactar nas expectativas para a próxima reunião do Copom.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 06/02/2017

Índices de Referência – Dezembro / 2016

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