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Consultoria em Investimentos

Nossa Visão – 30/01/2017

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, na semana que passou foi divulgada a prévia do PMI composto, que mede a atividade no setor industrial e no setor de serviços na região. O índice teve um pequeno recuo de 54,4 pontos em dezembro, para 54,3 pontos em janeiro, quando a expectativa era de um leve avanço para 54,5 pontos.

Também foi divulgada a confiança do consumidor da zona do euro em janeiro, que melhorou em relação a dezembro, porém menos do que a expectativa do mercado. A boa nova veio fora do bloco econômico, na medida em que foi anunciado o crescimento de 0,6% do PIB do Reino Unido entre outubro e dezembro, sobre o trimestre anterior e de 2,2% em relação a um ano antes, afastando a ideia de desaceleração após o Brexit.

Nos EUA, foi divulgado que a produção de bens duráveis em dezembro recuou 0,4%, enquanto a expectativa do mercado era de que crescesse 2,2% e as vendas de imóveis novos, nesse mesmo mês cresceu em 536 mil unidades, quando se esperava 593 mil.

Também abaixo do esperado foi a primeira prévia do crescimento do PIB do último trimestre de 2016, em relação ao ano anterior. Enquanto se esperava uma variação anual de 2,2%, a efetiva foi de 1,9%. As principais causas foram a queda das exportações, aumento das importações e desaceleração dos gastos do governo federal.

Por outro lado, o índice de confiança do consumidor norte-americano atingiu em janeiro 98,5 pontos, quando o consenso de mercado apontava que seria de 98,1 pontos, indicando a melhora da intenção de gastos.

No Japão, o banco central surpreendeu o mercado de títulos governamentais, ao elevar as compras de bônus de cinco a dez anos, ajudando a reduzir os rendimentos das máximas atingidas em doze meses.

Para as bolsas internacionais, foi uma semana bem melhor. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 1,58%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu 0,19%. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, atingiu novo patamar recorde e subiu 1,03% na semana e o Nikkey 225, da bolsa japonesa, subiu 1,72%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação o IPC-Fipe desacelerou de 0,69% para 0,58%, da segunda quadrissemana de janeiro, para a terceira. O IPC-S, ao contrário, acelerou de 0,62% na segunda quadrissemana do mês, para 0,63% na terceira.

No setor externo do país, o banco central divulgou que as transações correntes apresentaram déficit de US$ 5,9 bilhões em dezembro, acumulando no ano um resultado negativo de US$ 23,5 bilhões, que foi totalmente financiado pelo Investimento Estrangeiro Direto que atingiu US$ 78,9 bilhões em 2016.

Na semana, o Ibovespa avançou 2,34%, acumulando uma alta de 9,64% em 2017 e atingindo o patamar mais alto desde abril de 2012. Já o dólar, se desvalorizou 1,01% e acumula queda de 3,05% neste ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou avanço de 0,34% na semana e acumula uma alta de 2,20% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,70% em 2017, sendo que na semana anterior a expectativa era de uma alta de 4,71%. Para 2018 a expectativa é que suba 4,50%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o boletim informou que para o fim do próximo ano, a média das expectativas situou-se em 9,50%, assim como na semana anterior.  Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 9,00%, sendo que na semana anterior era que estivesse em 9,38%.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,5%, como na semana anterior e para 2018 um avanço de 2,20%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,40, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,50, também sem alteração frente a última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 70 bilhões em 2017 e US$ 71,93 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do PIB do quarto trimestre de 2106, da taxa de desemprego e das vendas no varejo em dezembro, da inflação e da confiança do consumidor em janeiro, bem como do PMI industrial e de serviços nesse mesmo mês.

Nos EUA, serão divulgados os gastos dos consumidores, a renda pessoal e as encomendas às indústrias em dezembro, a taxa de desemprego, a criação de novas vagas de trabalho, o PMI industrial e a confiança do consumidor em janeiro, além da reunião do FED sobre a taxa de juros.

No Brasil, além dos indicadores parciais de inflação serão divulgadas as informações sobre a política fiscal e a taxa de desemprego em dezembro.

Do lado da economia internacional, teremos a reunião do FED na próxima quarta-feira, em que será debatida a evolução da política monetária já no governo Trump e que será acompanhada também com todo o interesse no Brasil.

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação é de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 31/01/2017

Índices de Referência – Dezembro / 2016

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