Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

Rebaixamento do Rating do País pela Standard & Poor´s

Na tarde da última quarta-feira, a agência de classificação de riscos Standard & Poor’s divulgou em nota o rebaixamento do rating em moeda estrangeira de longo prazo do Brasil, de “BB+” para “BB”, com perspectiva “negativa”.

No comunicado ao mercado, a Standard & Poor’s justificou sua decisão alegando que o perfil de crédito do Brasil se debilitou desde setembro do ano passado, data da última ação de rating da agência que jogou o País para grau especulativo, de “BBB-“ para “BB+”.

A agência afirmou esperar por um processo de ajuste mais prolongado do que o imaginado anteriormente, com uma correção mais lenta do lado da política fiscal devido ao ambiente político conturbado, que mantém a presidente Dilma Rousseff à beira de um julgamento no Congresso visando sua destituição, fator que complica a aprovação de medidas de ajuste para reativar a já combalida economia. Também não deixou de citar os escândalos de corrupção, que envolvem dezenas de políticos, como um ingrediente a mais que mantém o clima de incertezas no País no curto prazo.

Para 2017, porém, a agência mantém o clima de otimismo, projetando crescimento do PIB em 1%.

A notícia passou quase que despercebida pelo mercado, com pouca repercussão sobre o preço dos ativos, pois de certo modo já se esperava pela notícia. Não há mais efeito prático para o Brasil, que já havia perdido o selo de bom pagador. A única conseqüência é que pode levar mais tempo para o País retomar a nota que havia alcançado em 2008.

No mercado de ações, é possível que haja um movimento de queda do índice, dado que a Standard & Poor’s também cortou o rating da Petrobras, da Ambev e de grandes bancos. Este movimento pode ser minimizado pela recuperação no preço do petróleo no mercado internacional, que tem impulsionado as bolsas mundiais nos recentes pregões.

No mercado de juros, não esperamos qualquer mudança na tendência para os vértices mais curtos, que mantiveram o movimento de ajustes pautado pelo fortalecimento das apostas de que não haverá aumento da Selic este ano. Nos vértices mais longos, a notícia do corte deve repercutir com mais intensidade, dado que a postergação de uma eventual recuperação da nota joga a melhora da economia mais para longe.

Neste contexto, recomendamos aos nossos clientes cautela na condução dos investimentos e nas tomadas de decisões que envolvam os recursos do Regime Próprio, e perseguir a estratégia recomendada na política de investimentos e em nossos comunicados.

Deixe um Comentário

Repetir o Post