Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

Analistas elevam projeção da SELIC para 14,25% ao ano em 2015

O Relatório de Mercado Focus publicado nesta segunda-feira, 21/06, pelo Banco Central revela que os analistas das instituições financeiras reduziram significativamente as suas estimativas em relação à produção industrial e ao crescimento da economia para 2015, além de elevar a estimativa para a Selic em 2015.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a elevar as suas projeções para o índice oficial de inflação do governo em 2015. Na percepção dos economistas o IPCA deverá encerrar este ano em 8,97% ante 8,79% da semana passada. Para 2016 os agentes do mercado financeiro continuam apostando que o IPCA encerre o ano em 5,50%.

Os agentes do mercado financeiro elevaram as suas projeções para a inflação suavizada nos próximos 12 meses, de 6,10% para 6,13%. Esta é a segunda semana que o mercado eleva a sua estimativa em relação a inflação para os próximos 12 meses.

Inflação de curto prazo

Pela terceira semana seguida os analistas do mercado financeiro, considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para a inflação de curto prazo. Para junho a projeção foi elevada de 0,46% para 0,70%.  Por sua vez, a inflação de julho foi elevada de 0,40% para 0,41%.

Crescimento da Economia

Em mais uma semana de ajustes negativos nas expectativas dos analistas das instituições financeiras, que passaram a projetar que o PIB – Produto Interno Bruto de 2015 deve encerrar o ano em 1,45% contra estimativa de 1,35% da semana anterior. Há quatro semanas, a mediana era de -1,24%. Para o próximo ano, a mediana das estimativas passou de 0,90% para 0,70%. Um mês antes, estava em 1,00%.

Em relação ao desempenho da produção industrial, os economistas dos bancos reduziram significativamente as suas estimativas de -3,20% para -3,65% em 2015. Para 2016, os agentes do mercado financeiro reduziram as suas projeções de 1,60% para 1,50%.

Taxa de juros

Em função das expectativas observadas no mercado futuro de juros e nas declarações de membros da diretoria do Banco Central, os economistas dos bancos elevaram as suas projeções para a taxa básica de juros da economia de 14,0% para 14,25% ao ano, o que significa uma elevação de mais 0,50 pontos base. Em relação às expectativas para o próximo ano, a Selic foi mantida em 12,0%.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para a taxa de câmbio ao final de 2015 que permaneceu em R$ 3,20 por unidade da moeda norte-americana. Para 2016, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio foi elevada de em R$ 3,30 para R$3,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Nesta edição do Focus, os agentes do mercado financeiro elevaram as suas projeções para o saldo do balanço de pagamentos para 2015. Na conta Balança Comercial foi registrada elevação das estimativas de US$ 3,00 bilhões para US$ 3,10 bilhões. Para 2016, a mediana das projeções, foram elevadas de um superávit US$ 10,35 bilhões para US$ 11,00 bilhões.

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir nesta semana as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 67,00 bilhões para US$ 66,50 bilhões. Para 2016 as estimativas foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativas dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 14,00% para 14,50%.  Para o próximo ano as projeções também foram elevadas, só que de 5,80% para 5,90%.

Perspectiva

Em que pese as mudanças em indicadores como taxa de juros e inflação, reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em torno de 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Deixe um Comentário

Repetir o Post