Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

Nossa Visão – 15/06/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em queda de 0,64%, aos 53.347 pontos. Ainda assim, na semana o Ibovespa subiu 0,71%, enquanto no mês a alta acumulada é de 1,11%.

No mercado de juros, a abertura das taxas nos vértices mais curtos foi influenciada pela leitura da ata da reunião do COPOM, e após o Credit Suisse revisar sua projeção para a SELIC em 2015 para 14,75%.

Pesou sobre os mercados a decisão do Fundo Monetário Internacional – FMI em deixar as negociações em Bruxelas devido a grandes diferenças com a Grécia. A decisão veio após a União Europeia dizer ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, para parar de jogar com o futuro de seu país e tomar as decisões cruciais para evitar um default devastador.

A Grécia endurece as negociações, e resiste em tomar medidas impopulares. Por ora, o governo da esquerda radical de Tsipras continua a gozar de elevados níveis de aprovação em seu país, o que lhe dá respaldo interno para se manter resistente junto aos credores. Entretanto, o governo grego precisa alcançar um acordo até 18 de junho, dia em que se reunirá com seus credores, que exigem novas concessões como condição para desbloquear um financiamento vital para a economia do país.

Para os DI’s, a semana foi de alta. Primeiro, por conta da inflação, que chegou a 8,47% no acumulado de 12 meses, o maior desde dezembro de 2003, e 5,34% no acumulado de 2015. O IPCA de maio surpreendeu o mercado ao apontar para uma alta de 0,74%, contra expectativas do mercado entre 0,50% e 0,60%. A alta foi puxada por energia e alimentos.

Com o teto da meta do Banco Central em 6,5%, é de se esperar que a autoridade monetária decida tomar medidas drásticas para fazer a inflação recuar. Na ata do COPOM, divulgada esta semana, foi isso mesmo que o Banco Central indicou, ao falar que os avanços realizados até agora na política monetária “não foram suficientes”, e que a autarquia precisa de “determinação e perseverança para impedir a transmissão da inflação para prazos mais longos”.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado pela manhã, mostrou que a expectativa mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma retração de 1,30% da semana anterior para 1,35%, registrando a quarta semana consecutiva de queda no indicador. Para 2016, a mediana das projeções também foi reduzida, de crescimento de 1,00% para 0,90%.

Em relação à SELIC, os economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva da taxa para o fim deste ano, acreditando que encerrará 2015 em 14,00%. Já as instituições que integram o “top 5”, ajustaram suas projeções para a SELIC em 14,25%, ante 14,00% da semana anterior.

Em relação a inflação, os economistas consultados elevaram pela nona vez consecutiva a previsão para o IPCA deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 8,79%, contra 8,46% na semana anterior. Para 2016 as projeções foram mantidas em 5,50%.

Na semana o mercado estará atento para alguns eventos que devem guiar o humor dos investidores.

Desta vez, os EUA roubarão as atenções dos investidores com uma nova reunião do FOMC programada para os dias 16 e 17 de junho. Em meio às interpretações dúbias sobre a recuperação da maior economia do mundo, ganha importância extra qual decisão o FED tomará. As chances de que o juro seja mantido em 0,25% são quase certas, tendo em vista que a economia norte americana segue em ritmo “modesto a moderado”.

No Brasil, a agenda será de maior calmaria depois de uma semana de indicadores decisivos. Destaque para a divulgação do IBC-Br, considerado pelo mercado a prévia do PIB, na sexta-feira (19). As previsões são de contração entre 0,4% e 0,6% ante abril.

Reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em torno de 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

A empresa Crédito & Mercado Consultoria em Investimento apresentou acima a visão do mercado para essa semana, qualquer dúvida entre em contato com um de nossos consultores pelo site www.creditoemercado.com.br/consultoria.

Deixe um Comentário

Repetir o Post