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Expectativa em relação à produção industrial recua forte em 2015

O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central registrou uma piora sensível nas projeções do mercado financeiro em relação à produção industrial de 2015. Ainda em referencia a inflação, os analistas dos bancos voltaram a elevar as suas estimativas para o IPCA deste ano. Mas, como nem tudo é sempre ruim a mediana para a inflação acumulada em 12 meses cedeu mais uma vez nesta edição do Focus.

Inflação

Na eminencia da divulgação do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo referente ao mês de maio, os economistas dos bancos voltaram elevar as suas projeções para o indicador de inflação oficial do governo em 2015. Como esta é a oitava semana seguida de alta. A aposta é de que o IPCA encerre 2015 em 8,46%, contra 8,39% da semana anterior. Há um mês, essa estimativa era de 8,29%.

Por sua vez as projeções para a inflação suavizada nos próximos 12 meses, foram reduzidas e passaram de 5,99% para 5,95%.

Para o encerramento de 2016, a mediana das projeções para o IPCA também permaneceu inalterada – pela terceira semana consecutiva – em 5,50%. A quatro edições atrás estava em 5,51%. A estimativa de estabilidade também foi a marca do Top 5 de médio prazo, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, para o mesmo índice no ano que vem. A mediana das projeções em 6,00% pela quarta semana seguida.

Inflação de curto prazo

Para os meses de maio e junho, as medianas das projeções dos analistas Top 5 foram mantidas em, respectivamente 0,55% e 0,40%, como na semana anterior. Há um mês estavam em 0,50% e 0,30%.

Crescimento da Economia

Com a queda das expectativas em relação à produção industrial, as projeções relativas à mediana para o PIB – Produto Interno Bruto de 2015 também recuaram passando de uma retração de 1,27% na semana anterior para 1,30%. Para o próximo ano, a mediana das estimativas se manteve em crescimento de 1,00% pela oitava semana consecutiva. Também não foram verificadas alterações nas projeções para a produção industrial de 2016, cujas as apostas de expansão para a indústria seguem em 1,50% há nove semanas consecutivas.

Já para o desempenho da produção industrial, os agentes do mercado financeiro reduziram significativamente as suas estimativas de -2,80% para -3,20 em 2015, reflexo da alta da taxa de juros.

Taxa de juros

Após elevar a Selic na semana passada, para 13,75% ao ano, os economistas dos bancos aguardam a divulgação da ata do Copom nesta quinta-feira para quem sabe rever as suas projeções. Nesta semana, a mediana para a taxa básica de juros da economia foi mantida em 14,0% ao ano para 2015 e em 12,0% para 2016.

As elevações da Selic são tentativas da autoridade monetária para conter a inflação, que deve extrapolar o teto da meta para 2015. A meta de inflação é 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Logo, o limite superior da meta é 6,5%. Na avaliação dos economistas do mercado financeiro, pesquisados pelo Banco Central, a inflação, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deve chegar a 8,39%, em 2015. Essa estimativa é elevada há sete semanas consecutivas. Na semana passada, estava em 8,37%. A projeção do próprio Banco Central indica inflação este ano acima da meta, em 7,9%.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao elevar a taxa de juros, a autoridade monetária controla o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos faz com que o crediário seja desestimulado o que por sua vez estimula a poupança. Quando reduz a taxa de juros, o Banco Central incentiva o crédito e a produção, o que por sua vez estimula o consumo, e alivia o controle sobre a inflação.

Se por um lado a elevação da Selic contribua para o controle dos preços, prejudica a economia, que atravessa um ano difícil, com queda na produção e no consumo.

Câmbio

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio ao final de 2015 ficou em R$ 3,20 por dólar, pela sexta semana seguida. Para 2016, a projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio também permaneceu, só que em R$ 3,30 por unidade da divisa norte-americana.

Balanço de pagamentos e IED

OS agentes do mercado financeiro elevaram nesta semana as suas projeções para o saldo do balanço de pagamentos. Na conta Balança Comercial foi registrada elevação nas estimativas de US$ 3,00 bilhões para US$ 3,10 bilhões neste ano. Para 2016, a mediana das projeções foi mantida em um superávit US$ 10,00 bilhões.

Pela sétima semana seguida os economistas dos bancos elevaram as suas projeções para o para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 66,00 bilhões para US$ 67,50 bilhões. Para o próximo ano as estimativas também foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as estimativas dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 13,90% para 13,94%.  Para 2016 as projeções foram mantidas em 5,80%.

Perspectiva

Dadas as expectativas trazidas pelo Relatório de Mercado Focus, dentre  outras analises realizadas por nosso corpo técnico, neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

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