Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

Mercado eleva projeção da Selic em 2015 para 14,0%

A economia brasileira continua declinante, na visão dos analistas que participam da pesquisa de dados que alimenta o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (01/06).  O PIB – Produto Interno Bruto em queda, juros mais elevados e inflação pressionando são as bases fundamentais para a economia do Brasil em 2015.

A taxa básica de juros, a Selic, na visão dos economistas das instituições financeiras, foi elevada pela sexta vez consecutiva. A estimativa é de mais uma elevação da ordem de 0,5 ponto percentual, com a taxa passando para 13,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano.

Inflação

A expectativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo foi elevada de 8,37% para 8,39% em 2015, por sua vez a estimativa foi mantida em 5,50 para o próximo ano.

Com o IPCA subindo semana a semana, a meta atuarial dos RPPSs, se aproxima de 15% para este ano.

Os economistas das instituições financeiras ouvidos pela Pesquisa Focus, reduziram nesta semana as suas projeções para o IPCA nos próximos 12 meses. Após a alta da semana passada, o índice que meda a inflação entre as famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos recuou de 6,02% para 5,99%.

Inflação de curto prazo

As projeções dos analistas do mercado financeiro considerados Top 5, o que mais acertam as suas estimativas,  para maio foram mantidas em 0,54%. Já para o mês de junho a estimativa permaneceu em 0,37%.

Crescimento da Economia

Os economistas dos bancos votaram a reduzir as suas projeções, para a economia brasileira de retração de -1,24% para -1,27%, para este ano.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, os agentes do mercado financeiro mantiveram sua projeção de alta do PIB em 1,00%.

Já para o desempenho da produção industrial, os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas em -2,80% para 2015.  Para o próximo ano, os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas em 1,50%.

Taxa de juros

A reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária, do Banco Central, responsável por definir a Selic, está agendada para inicio nesta terça e término na quarta-feira, 02 e 03/06.

As elevações da Selic são tentativas da autoridade monetária para conter a inflação, que deve extrapolar o teto da meta para 2015. A meta de inflação é 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Logo, o limite superior da meta é 6,5%. Na avaliação dos economistas do mercado financeiro, pesquisados pelo Banco Central, a inflação, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deve chegar a 8,39%, em 2015. Essa estimativa é elevada há sete semanas consecutivas. Na semana passada, estava em 8,37%. A projeção do próprio Banco Central indica inflação este ano acima da meta, em 7,9%.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao elevar a taxa de juros, a autoridade monetária controla o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos faz com que o crediário seja desestimulado o que por sua vez estimula a poupança. Quando reduz a taxa de juros, o Banco Central incentiva o crédito e a produção, o que por sua vez estimula o consumo, e alivia o controle sobre a inflação.

Se por um lado a elevação da Selic contribua para o controle dos preços, prejudica a economia, que atravessa um ano difícil, com queda na produção e no consumo.

Dado as perspectivas, os analistas do mercado financeiro, elevaram as estimativas para a Selic de 13,75% para 14,0% ao final de 2015. Para o próximo ano, a estimativa foi mantida em 12,0%.

Câmbio

A projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio ao final de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o próximo ano, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por unidade da divisa norte-americana.

Balanço de pagamentos e IED

As estimativas dos analistas das instituições financeiras para o balanço de pagamentos, na conta Balança Comercial foram mantidas em US$ 3,00 bilhões para este ano. Para 2016, a mediana das projeções foi mantida em um superávit US$ 10,00 bilhões.

Os economistas dos bancos voltaram a majorar as suas estimativas para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 65,50 bilhões para US$ 66,00 bilhões. Para o próximo ano as estimativas também foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 13,70% para 13,90%.  Para o próximo ano as estimativas foram reduzidas de 5,84% para 5,80%.

Perspectiva

Neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Deixe um Comentário

Repetir o Post