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Nossa Visão – 01/06/2015

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de sexta-feira em queda de 2,25%, aos 52.760 pontos. Na semana, a queda acumulou 2,97%, enquanto no mês o índice recuou 6,17%, “puxado” pelo temor de um aumento do juro nos EUA, com a divulgação de uma série de dados macroeconômicos. Destaque também para as votações, pelo Congresso, de medidas que tratam do ajuste fiscal.

Mesmo sem convencer dissidentes petistas, o governo conseguiu aprovar no Senado, por 39 votos a 32, o texto base da MP 665, que restringe o acesso a direitos trabalhistas como o seguro-desemprego, o abono salarial e o seguro-defeso. Essa é a primeira medida provisória do ajuste fiscal que segue para sanção da presidente Dilma.

A MP 664 também foi aprovada no Senado. Esta restringe o acesso à pensão por morte e ao auxílio-doença. Entretanto, os senadores mantiveram o texto vindo da Câmara, que altera a formula da aposentadoria do trabalhador, eliminando o atual “fator previdenciário”. Agora o texto segue para sanção da presidente Dilma. Espera-se pelo veto presidencial, pois estimativas do governo apontam para um gasto extra de até R$ 40 bilhões em dez anos.

Por fim, o Senado também aprovou a MP 668 que, dentre diversos aspectos, eleva tributos de produtos importados. Como já foi aprovada pelas duas Casas do Congresso, a medida segue para sanção presidencial. Editada no fim de janeiro pelo governo, a MP eleva as alíquotas de PIS e Cofins para produtos importados para 2,1% e 9,65 % respectivamente, contra os 1,65% e 7,6% praticados anteriormente.

Do lado da economia, o mercado conheceu o número do PIB brasileiro do primeiro trimestre. E animou, ao registrar uma contração menor que a esperada. A contração foi de 0,2% em relação ao trimestre anterior, frente a expectativas do mercado de queda de 0,5%. Com isso, o PIB acumula queda de 0,9% em 12 meses.

O mercado também ficou conhecendo o resultado do PIB americano. A economia dos Estados Unidos sofreu um baque no primeiro trimestre, e “encolheu” 0,7% frente ao trimestre anterior, em termos anualizados. A primeira estimativa para o trimestre, divulgada em abril, indicava uma expansão de 0,2%. O dado ainda será revisado uma segunda vez, em junho. A desaceleração do PIB reflete uma freada nos gastos das famílias e quedas nas exportações, nos investimentos fixos não residenciais e nos gastos dos governos estaduais e locais.

Com a desaceleração da maior economia do mundo, o mercado passa a precificar um aumento do juro americano, mas os membros do Comitê de Política Monetária do FED devem aguardar indicativos de melhora na economia antes de efetuar o aumento.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado pela manhã, mostrou que a expectativa mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma retração de 1,24% da semana anterior para 1,27%. Há quatro semanas, a projeção era de recuo de 1,18% do PIB deste ano. Para 2016, a mediana das projeções se manteve em crescimento de 1% pela sétima semana seguida.

Em relação à SELIC, os economistas de instituições financeiras elevaram pela segunda semana seguida a perspectiva da taxa para o fim deste ano, acreditando que encerrará 2015 a 14,0%, ante 13,75% da pesquisa anterior. Ainda de acordo com a pesquisa, os especialistas consultados mantiveram a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevará a taxa básica de juros, a Selic, em mais 0,50 ponto porcentual na semana que vem, para 13,75% ao ano. Depois disso, o colegiado deverá optar pela manutenção da taxa até o final do ano – a última reunião está prevista para novembro.

Em relação a inflação, os economistas consultados elevaram pela sétima semana consecutiva a previsão para o IPCA deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 8,39%, contra 8,37% na semana anterior. Para 2015 as projeções foram mantidas em 5,50%.

Por hora, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

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