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Analistas elevam estimativa para Selic em 2015 e 2016

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 25/05, pelo Banco Central do Brasil, revelou que os economistas do mercado financeiro não fizeram nenhuma alteração em relação ao dólar para 2015 e no próximo ano. A cotação ao final de 2016, por exemplo, permaneceu em R$ 3,30 pela sétima semana consecutiva. A mediana das projeções para o câmbio no encerramento de 2015 seguiu em R$ 3,20 pela quarta vez nesta edição do Boletim Focus.

Com todas as estimativas mantidas, também não houve mudança nas taxas médias. Para 2015, focou em R$ 3,07 – há quatro semanas estava em R$ 3,11 – e para o próximo ano, em R$ 3,25 – há um mês, a mediana estava em R$ 3,23.

Inflação

Nesta semana os analistas dos bancos voltaram a piorar as suas projeções para o encerramento da inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2015

Na percepção dos analistas, o índice que mede a inflação nas principais regiões metropolitas do Brasil entre as famílias com renda mensal entre 1 a 40 salários mínimos, deve encerrar este ano 8,36%, na semana passada a estimativa era de 8,31%.

Para 2016, os economistas do mercado financeiro esperam uma retração do IPCA para 5,50%, desta forma, mantiveram a estimativa da semana passada.

O IPCA encerrando 2015 neste patamar, a meta atuarial dos RPPSs deve ficar em torno de 14,87%.

Os agentes do mercado financeiro elevaram nesta semana as suas estimativas para o IPCA nos próximos 12 meses. Após sucessivas quedas, o índice de inflação oficial do governo voltou a subir, desta feita de 5,93% para 6,02%.

Inflação de curto prazo

A estimativa dos economistas considerados Top 5, o que mais acertam as suas estimativas,  elevaram as suas projeções  para o IPCA de maio de 0,49% para 0,55%. Já para o mês de junho a projeção subiu de 0,33% para 0,40%.

Crescimento da Economia

Para o comportamento do PIB neste ano, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa, para uma retração de -1,20% para -1,24%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para o próximo ano, os economistas dos bancos mantiveram sua projeção de alta do PIB em 1,00%.

Em relação à produção industrial, os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções em -2,80% para este ano.  Para 2016, os analistas dos bancos mantiveram as suas estimativas em 1,50%.

Taxa de juros

Após o Copom – Comitê de Politica Monetária ter elevado os juros para 13,25% ao ano na reunião de abril. Os economistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção para a Selic, desta feita para 13,75% – o que implica juros maiores em 2015. A estimativa é de uma nova elevação de 0,5 ponto percentual na reunião que acontece nos dias 02 e 03 de junho.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o Banco Central tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Para o próximo ano, o mercado financeiro elevou as suas projeções de 11,75% ao ano para 12,0% ao ano.

Câmbio

Nesta edição do relatório Focus, a estimativa dos economistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio ao final de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por unidade da divisa norte-americana.

Balanço de pagamentos e IED

As projeções dos economistas dos bancos para o balanço de pagamentos, na conta Balança Comercial recuaram foram mantidas em US$ 3,00 bilhões para este ano. Para 2016, a mediana das estimativas foram elevadas de um superávit de US$ 9,45 bilhões para US$ 10,00 bilhões .

Os agentes do mercado financeiro voltaram a elevar as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 61,00 bilhões para US$ 65,50 bilhões. Para o próximo ano as estimativas também foram elevadas de U$ 64,00 bilhões para U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativas dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 13,50% para 13,70%.  Para 2016 as projeções foram elevadas de  5,71% para 5,84%.

Perspectiva

Neste momento, mantemos nossa recomendação de reposicionar os investimentos para os vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2 ou 3A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

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