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Juros recuam influenciados por queda do dólar

Os taxa dos contratos de juros futuros negociados na BM&F recuaram no pregão desta quinta-feira, dia 14/05, em linha com a queda do dólar e das taxas dos Treasuries (Títulos do Tesouro norte-americano). O comportamento das taxas de juros, negociadas nestes contratos, interferem diretamente na rentabilidade dos fundos atrelados a taxa pré-fixada e aos fundos que tem como referencia o IMA B.

As taxas dos contratos de DI votaram a recuar imediatamente após o encerramento do leilão de títulos prefixados realizado pelo Tesouro Nacional. A consistente queda da cotação da moeda norte-americana e das taxas dos Treasuries também contribuiu para os juros futuros solidificarem o ritmo de baixa.

Os números abaixo das expectativas para as vendas no varejo no mercado domestico, publicado pelo IBGE, contribui para a confirmação do cenário de enfraquecimento da atividade econômica o que, a principio, pode colaborar para o esforço da autoridade monetária em trazer a inflação ao centro da meta. As vendas no varejo mostraram recuo de 0,90% em março em comparação com o mês anterior. A estimativa dos analistas do mercado era de queda de 0,3%.

Em que pese o resultado fraco das vendas no varejo, o mercado segurou as taxas até o leilão de títulos prefixados realizado Tesouro Nacional. O agente do Ministério da Fazenda negociou neste leilão tradicional de títulos públicos, a oferta integral de R$ 13 milhões, o que equivale a R$ 10,795 bilhões de LTN. Porém do lote de 6 milhões de NTNFs, foram comercializados apenas 5.157.050 milhões de papéis, totalizando R$ 4,754 bilhões. No mercado internacional, as taxas dos Treasuries e dos bônus europeus cederam nesta quinta-feira refletindo um movimento de correção após a alta verificada no dia anterior.

A venda generalizada, ocorrida recentemente, das posições em taxa de juros da ponta mais  longa da curva em mercados considerados maduros provocou a  elevação nas taxas na maioria dos mercados da América Latina, principalmente no México. Nesse contexto, o mercado percebe pouco retorno na parte mais curta da curva de juros nos países  latino americanos e percebem uma pressão de alta nos vértices mais longos perante da perspectiva de normalização da política monetária norte-americana.

Em relação ao mercado domestico, a ponderação do preço justo do juro de mercado tem como obstáculo a volatilidade criada por riscos remanescentes do implemento do ajuste fiscal.

A inclinação da curva de juros deve ficar cada vez mais invertida, com o mercado embutindo nas cotações novos aumentos de juros no curto prazo, e uma possível convergência de taxas no longo prazo.

O tom mais enfático, das últimas comunicações, do COPOM – Comitê de Política Monetário pressionou as taxas curtas para cima, e o mercado reflete elevações da Selic para, pelo menos, 14,00% no fim deste ano. Entendemos que o momento não é indicado para a manutenção posições aplicadas em juros de curto prazo. A nossa visão é de que há um pouco de prêmio na ponta curta da curva de juros, uma vez que projetamos o fim do ciclo de aperto monetário em 13,50%.

Em nossa avaliação o vai e vem das taxas do vértice mais longos dos juros no mercado doméstico (notadamente dos títulos indexados à inflação de prazo mais longo) acabou com a atratividade de manter a aplicação em fundos atrelados à ponta mais curta dos juros. Os analistas do mercado acreditam que para ocorram novas quedas das taxas longas de maneira mais solida se faz necessário a convergência do CDS – Credit Default Swap de cinco anos do Brasil que determina o risco de não pagamento da dívida soberana dos países para a média dos créditos soberanos com classificação de risco BBB, ou seja de grau de investimento, e a confiança do mercado de que a inflação vai se manter em torno 4,5% por vários anos à diante. O que prejudica uma avaliação mais precisa é determinar o “timing” para o mercado acolher essas conjecturas.

Diante deste cenário alteramos nossa estratégia, pois o longo prazo, identificamos uma melhora das condições macroeconômicas e reposicionamos a estratégia para investimentos nos vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20 A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

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