Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

Mercado volta a reduzir estimativa para IPCA nos próximos 12 meses.

Os economistas das instituições financeiras elevaram ligeiramente a sua estimativa para a inflação oficial de 2015, a informação consta do Boletim Focus, divulgada hoje (11/05) pelo Banco Central.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro elevaram, pela quarta semana seguida, as suas estimativas para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para o encerramento de 2015, a mediana foi elevada de 8,26% para 8,29%. Para 2016, o IPCA foi mantido em 5,60%.

A estimativa para o IPCA nos próximos 12 meses, mostra que os analistas das instituições financeiras acreditam em uma redução do índice. Nesta semana a estimativa recuou de 5,96% para 5,94%.

Como base nas projeções do mercado a meta atuarial com base no IPCA deve encerrar 2015 em 14,79%.

Inflação de curto prazo

Os economistas que mais acertam as suas projeções e desta forma considerados Top 5, reduziram as suas estimativas para o IPCA de maio de 0,50% para 0,49%. Em relação ao mês de junho a projeção foi mantida em 0,30%. Desta forma o mercado está apostando que os resultados do aperto monetário já trarão resultados sobre a inflação.

Crescimento da Economia

Por mais uma semana os agentes do mercado financeiro estimam retração dos indicadores que medem o desempenho da economia brasileira em 2015. Desta feita reduziram a sua estimativa para o PIB de -1,18 para -1,20. Para o próximo ano, os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções em 1,00%.

As estimativas para o desempenho da indústria em 2015 foram mantidas, pela terceira semana seguida, pelos os agentes do mercado financeiro em -2,50%. Para o próximo ano, os economistas que participam da pesquisa Focus mantiveram as suas projeções em 1,50%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a Selic em 2015 na casa de 13,50%, desta forma estão apostando em mais uma elevação dos juros na faixa de 0,25 pontos base até o final do ano. Entretanto, para o próximo ano, a projeção foi elevada de 11,50% para 11,63%.

Câmbio

As estimativas para o comportamento do câmbio neste e no próximo ano se mantiveram estáveis no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (11/05), pelo Banco Central. O documento mostra que, a mediana das projeções para o dólar no encerramento de 2015 foi mantida em R$ 3,20, mesmo valor da semana anterior. Para 2016 a estimativa segue em R$3,30 por unida da moeda norte-americana.

Caso a estabilidade do dólar se confirme, o mercado tende a entrar em um ritmo de normalidade e consequentemente com menor volatilidade.

Balanço de pagamentos e IED

As projeções dos economistas das instituições financeiras para o balanço de pagamentos, na conta balança Comercial recuaram de US$ 4,02 bilhões para US$ 3,00 bilhões em 2015. Para 2016, a mediana das estimativas foram elevadas de um superávit em US$ 9,95 bilhões para US$ 10,00 bilhões .

Os analistas do mercado financeiro elevaram as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 57,00 bilhões para US$ 59,00 bilhões e mantiveram as suas projeções em U$ 60,00 bilhões para 2016.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as estimativas dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 13,05% para 13,20%.  Para 2016 as projeções foram reduzidas de 5,76% para 5,71%.

Perspectiva

Identificamos uma melhora das condições macroeconômicas no longo prazo, e reposicionamos a estratégia para investimentos nos vértices mais longos, de 40% para 60% (no máximo 10% no IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 15 ou 20 A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, direcionando recursos para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5.

Na renda variável, mantemos nossa recomendamos de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Deixe um Comentário

Repetir o Post